19 de maio de 2009

Mais uma Queima, mais um balanço.

Eis que mais uma Queima se finda, o ritual repetiu-se.

Dos novos Pastranos, espera-se que tenham gozado muito o seu ano como Caloiros e que, brevemente, estejam preparados para a nova etapa da sua tenra vida praxística. Em Setembro, recairá sobre vocês a responsabilidade de darem o exemplo aos novos Caloiros: serão vocês o primeiro contacto dos inocentes caloiros com o mundo praxístico, e as primeiras impressões são fundamentais.

Aos que Cartolaram, os sinceros parabéns pelo concluir de uma etapa marcante da vida e, se aplicável, pelo contributo dado durante estes anos à Praxe Académica e ao seu diverso colorido. Que tenham sempre guardado com estima os tempos passados como estudantes e que recordem com saudosismo e de lágrima no olho o momento em que acenaram as Fitas na serenata, que recordem igualmente a solenidade do momento em que largaram a vossa negra Capa e recolheram as Fitas para receber Cartola e Bengala... Pois toda essa emoção e saudade significará que tudo valeu a pena e que a Praxe Académica está bem viva e dotada de sentimentos nobres.



Também importa deixar aqui uma nota bastante positiva a todos os praxistas da FEUP.

A cerimónia de Imposição de Insígnias correu normalmente e, finalmente, em solo da FEUP com a presença livre de todos que quiseram participar. Houve uma distinção entre os praxistas mais "regulares" e os menos "regulares", mas felizmente não houve elitismos e prepotências de impedir certos colegas de cumprirem um ritual da mais importante solenidade e importância pessoal.

Exceptuando alguns casos pontuais de "praxistas" (que não merecem ser disso apelidados) que, não satisfeitos com a situação, ainda tentaram impedir à força alguns colegas de entrarem, tudo correu bem. De facto, um homem que tenta pôr uma mulher fora da sala puxando-a por um braço nunca poderá ser apelidado de Praxista. É um reles covarde que merece, no mínimo, ser rapado por quem de direito.

Da mesma maneira, o Cortejo correu bastante bem. É com apreço que se regista que se viu uma FEUP unida, desprovida das divisões e sectarismos anteriores. Toda a gente se divertiu, toda a gente esteve feliz e a imagem passada não podia ser melhor.

Ficou apenas a ténue mancha do confronto com a FCUP, mas vá, isso também faz parte destas lides. No entanto, há que condenar excessos de parte a parte. E houve-os neste caso.



Para último, e de propósito, deixei a Serenata.

Quem é bom praxista, ou melhor, quem é praxista, sabe perfeitamente que numa serenata deve imperar o silêncio do público e a estética da capa traçada.

Dito isto, é com profundo desgosto que reporto que há pouquíssimos praxistas na Serenata.

A generalidade dos estudantes trajados na serenata, tanto os "da Praxe" como os outros, exibem um total desrespeito deste mandamento sagrado da Praxe Académica.

São costas voltadas para a Serenata, conversas a alto e bom som durante esta, são capas destraçadas e mal traçadas, são berros e empurrões, etc, etc, etc.

É um atentado à Tradição e o mais grave é que a praxe, como dinâmica organizada que é, não saiba responder a este grave atropelo das normas! Pior que isso, verifica-se que a praxe como dinâmica organizada incorre no meso atropelo! Ou seja, o ciclo está viciado, quem deve ensinar dá mau exemplo e quem mal ensinado foi, mau exemplo dará!

Apela-se ao Magnum que trate desta ocorrência com a maior seriedade e rigidez possível. Várias soluções poderiam ser adoptadas. Basta querer.



Bom, e são estes os apontamentos do Praxe - Porto. Muita coisa fica por relatar, mas enfim, quem as viveu não precisa que o Praxe - Porto as relate.



Um bem haja a todos,

p'la Praxe sadia,



O Administrador



"Só Capas, só Fitas, a Praxe continua!"