13 de outubro de 2011

Misterium

Dado que tantas vezes se ouve e se lê que o MCV e os "praxistas de verdade" cá estão para defender a verdadeira tradição da Praxe, que a sua palavra e vontade é Lei e que é impossível à Praxe Académica viver sem esta ordem das coisas, penso ser imperativo deixar algumas questões à consideração dos Conselhos de Veteranos e da Academia:

  1. Onde esteve o MCV e os "praxistas de verdade" sempre que se ouviu falar de "praxes" de cariz sexual e humilhante para as raparigas? E o que fizeram eles acerca disso?
  2. Onde esteve o MCV e os "praxistas de verdade" quando se ouviu falar de "praxes" que vedaram doutores de imposições de insígnias quando estes não satisfizeram uma determinada "frequência"? E o que fizeram eles acerca disso?
  3. Onde esteve o MCV e os "praxistas de verdade" quando se ouviu falar de "praxes" que expulsaram praxistas por terem ido a uma discoteca supostamente "proibida"? E o que fizeram eles acerca disso?
  4. Onde está o MCV e os "praxistas de verdade" sempre que se ouve falar de "praxes" que institucionalizam um "livro de presenças" e que barram participação de caloiros em cortejos quando estes não satisfizeram uma determinada "frequência"? E o que fizeram eles acerca disso?
  5. Onde está o MCV e os "praxistas de verdade" de há cinco anos para cá, desde que foi homologado o processo de Bolonha e se assiste, por toda a Academia, um total ragabofe no que diz respeito a imposição de insígnias? E o que fazem eles acerca disso?
  6. Onde está o MCV e os "praxistas de verdade" todos os anos, em todas as serenatas, quando não se respeita, ano após anos, o silêncio que estas, de praxe (verdadeira praxe), impõem? E o que fazem eles acerca disso?
Não serão todas estas situações que verdadeiramente põem em causa a tradição, dignas da atenção e acção do MCV e dos "praxistas de verdade"?
Ou o MCV só se interessa com aquilo que não é de praxe e os "praxistas de verdade" não servem para mais nada a não ser para "cães de fila"?

Mistério.

29 comentários:

  1. O Dux Americvs sem cvs renunciou ao cargo. O sucessor será o Dux Facultis de Farmácia.

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  2. Um homem sem palavra não passa de uma criança.

    A partir de hoje, esse cavalheiro passou à categoria de criançola.

    Já a Matilha tem novo «macho alfa»?

    Envio com os meus parabéns com uma latinha de «Pedigree Pal».

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  3. E o proximo "duche" é como o que esteve até agora, não inscrito:

    http://sigarra.up.pt/ffup/ALUNOS_GERAL.formview?p_cod=950601111

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  4. Deixem-se de brincadeiras

    Não houve nenhuma abdicação por parte de Sua Magna Excelência Dominum Americus SemCus, Dux Veteranorum et Bispum

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  5. Perante o cenário de um Dux não inscrito como aluno, parece ter toda a lógica a sua resignação, só não se percebendo como não aconteceu antes (e com a conivência dos Dux Facultis - um deles, de Farmácia, também na mesma situação), dado ter estado a exercer durante um ano sem o poder.

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  6. "Dominum" é o nominativo neutro em latim.

    Está, portanto, correcto e altamente apropriado: diz o título com o carácter.

    Mais um exemplo de tra(d)ição de 3/4 de mês. É tudo a somar.

    Dux de faculdades em que não estão inscritos sucedem a Dux que não estão inscritos. É um exemplo de manutenção de uma tradição. Está, portanto, correcto e apropriado.

    Que mais se poderia esperar de um organismo que é ele próprio uma tra(d)ição de 3/4 de mês?

    Mais uma vez: diz a bota com a perdigota.

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  7. Caro WB:

    é fácil. Inventa-se mais um cargo e está resolvido o problema.

    No caso, a tradição do Transeptus num arroubo de perspicácia inventou a figura do «Dux Jubilatus» e impôs essa caricatura de tradição com muito latinório de Magnas Excelências.

    Ora um "dux reformado" passa a poder manter-se indefinidamente na categoria de Dux, não sendo especialmente de nenhuma faculdade, não sendo estudante, porque nem sequer precisa de ser: está reformado da actividade estudantil - e tem ASSENTO VITALÍCIO NA MATILHA.

    Esta anedota seria inicialmente aplicável apenas aos licenciados. A traição trai-se a si própria! A mentira mente a si própria.

    Assim se perpetuam os vendilhões da Praxe no topo da hierarquia.

    É a estas aberrações de 3/4 de mês a que se chama "dinamismo" em Praxe.

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  8. Sendo o "pseudo" "Duque" Facultis de Farmácia o preferido para sucede ao Exmo. DuX Veteranorum, e sendo este Duque Facultis de Farmácia um grande apologista das tra(d)ições (Obrigado pela Dica Eduardo Coelho) e regras, não será estranho que o grande impulsionador de verdadeiras tragédias greco-romanas, seja afinal a maior farsa do Nosso Digníssimo MCV?

    Não deveria ser isto resolvido urgentemente? Não deviam, tal como fizeram a outras casas, suspendê-los de todas as actividades académicas?

    Pois, poderes instalados...

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  9. http://www.fe.up.pt/si/alunos_geral.formview?p_cod=760501004

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  10. Caro Imperator:

    «Bispum» a que grau hierárquico corresponde na Tradição Académica?

    Na tradição do Transeptus, é o Grau Máximo, neste momento.

    Mas na Tradição Académica, que grau é?

    Aguardo curioso o esclarecimento - que sem dúvida há-de estar plasmado no Projecto de Código aprovado na generalidade da Academia do Porto.

    Mas se não estiver... a que título é que esse senhor usou (a ser verdade que resignou) o título de Bispum na sua designação oficial (LOL!)?...

    Já o despudor chegou a ponto de confundirem os títulos do Transeptus com os títulos em Praxe?

    São pequenas curiosidades. Se me fizeres o favor de esclarecer...

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  11. Haverá uma razão metafísica para que, volvidos quase 30 anos o Código não tenha sido ainda aprovado na especialidade :)...

    Acho que já sei... o Código impede o "dinamismo" da praxe... o importante é viver a Praxe - tal como Edison "viveu" o fonógrafo; Bell "viveu" o telefone, Franklin "viveu" o pára-raios e Marconi "viveu" a rádio.

    A praxe quer-se é "vivida" e "dinâmica" - de que outro modo se poderia manter o "status quo" (e aqui vai mais latim)?

    Mais umas pequenas curiosidades para esclareceres aqui a academia... se fizeres o favor...

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  12. Alguém me sabe dizer o nome dos elementos que compõe o Magnum?

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  13. Isto é como os políticos... quanto mais burros mais poder têm!
    Esse "Magnífico", se tivesse inteligência para acabar o curso em 5 anos, teria aproveitado os tempos "aureos" da Engenharia em Portugal e nesta altura seria rico. Nem sei como se devem sentir os seus filhos... ao ve-lo nestas figurinhas...

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  14. Caro ???????????:

    se vir por aí o tal Dux (LOL!) de Farmácia, pergunte-lhe como é que um aluno (inscrito, naturalmente) consegue tirar 16 e 17 aos cadeirões do curso de Ciências Farmacêuticas da U.P. sem ir às aulas...

    Ai!, se a Igreja de S. Martinho de Cedofeita falasse... e a oficina da VAP da R. de Oliveira Monteiro... e os serviços de limpeza urbana da C. M. do Porto... e os funcionários da reprografia... e os atilhos especiais nos sacos de lixo... Isto dava quase a letra de um fado para Luís Góis...

    Há mistérios insondáveis neste mundo...

    Mas se ele, que é dux (LOL!) não souber o que é o "mastoideu"... nem eu...

    Cumprimentos.

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  15. Não deixa de ser curioso que há cerca de uma ou duas semanas, o Américo Sem Cus estivesse no sistema informático da FEUP dado como não inscrito e agora, muito recentemente, e depois desta polémica toda, já esteja como inscrito (e a tempo parcial).

    Tudo isto só prova a fachada com que os "títulos" usados se revestem e a cuspidela que se faz na tradição da hierarquia praxística.

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  16. boa tarde, gostaria de saber qual o significado de Transeptus! Li algures que seria uma espécie de elite, mas gostaria de saber mais.
    Acho que a praxe é muito mais do que ''de 4/de pé...musiquinhas da faculdade e semana da queima'' penso que deveriam incutir valores e tradiçao...pessoalmente interesso-me por muito mais do que isso mas como agora toda a gente passa a veteranos ás três pancadas ninguém me consegue esclarecer sobre os meus ''porquês praxisticos'' (lol). (sou semi-puto).

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  17. Boa noite,

    Existe já um tópico aberto sobre o tema no Fórum em: http://www.forum.praxeporto.com/viewtopic.php?f=3&t=154

    Cumprimentos

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  18. Joguemos então com as regras que esses indivíduos dizem defender:

    Artigo 61.º do Código de Praxe do Porto

    «O mandato do Dux-Facultis cessa automaticamente quando cessar a sua qualidade de estudante da Universidade do Porto ou ainda quando for aceite a sua demissão ou deliberada a sua expulsão pelo Conselho de Veteranos da Faculdade.»

    Artigo 65.º do mesmo Código:

    «O mandato do Dux-Veteranorum cessa automaticamente quando cessar a sua qualidade de estudante na Universidade do Porto ou ainda quando for aceite o seu pedido de demissão ou for deliberada a sua expulsão pelo Conselho Máximo de Veteranos.»

    Ou o JN mente, ou então...

    Com os melhores cumprimentos... e uma latinha de Pedigree Pal.

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  19. E ainda o artigo 185.º:

    «Só Veteranos ou Veteranas podem assistir aos trabalhos do C.M.v. [Conselho Máximo de Veteranos]
    Parágrafo Único- Os que tiverem estudado no Porto e tido a categoria de Veteranos podem assistir às reuniões do Conselho, mas sem direito a voto.»

    Sendo assim, que andam lá certos indivíduos a - desculpem-me - cagar leis?

    Só mesmo numa academia muito acobardada por décadas de invencionice, subserviência e falta completa de informação é que isto é possível.

    Mais cumprimentos e, por especial deferência, mais uma latinha de Pedigree Pal.

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  20. Ou ainda o Artigo 176.°

    «O Conselho Máximo de Veteranos (C.M.v.), é a Assembleia constituída exclusivamente por todos os Dux-Facultis nas condições e com as finalidades que resultam dos artigos seguintes.»

    «exclusivamente» quererá dizer alguma coisa, penso eu...

    Portanto, temos gente que não pode ter sequer direito a voto, sendo apenas tolerável que assista, a mandar ostensivamente no CMV, a mesma gente que se diz Dux, não o sendo há já mais de uma década.

    Mais do mesmo portanto. Um conselho ilegal, pois não reúne todas as faculdades nem estão lá sequer representadas, toma decisões ilegais e arbitrárias sobre assuntos relativamente aos quais não tem alçada e o povo amocha e fica impávido e sereno perante a bandalheira institucionalizada.

    Se acham que é isto que merecem, continuem a não fazer nada: darão assim razão ao ditado "Cada um tem aquilo que merece".

    É isto o que mereces, academia? Penso que não, mas tu é que sabes. Continua a dar a patinha, a deitar e sentar e a rebolar de gozo ao som do chicote com que te zurzem o lombo, a ganir de satisfação quando te vão fazer uma festinha à casota para onde te escorraçaram com um pontapé.

    Pobre academia do Porto...

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  21. ...ou então o código, afinal, não existe e não é válido.

    Nesse caso, também a Matilha não existe nem é válida.

    Escolham, senhores: ou o código é válido e temos ilegalidades umas atrás das outras, ou não é válido e então a legitimidade, que já era pouca, é, afinal, nenhuma.

    Mais uma latinha enquanto pensam no assunto?

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  22. No passado sábado, fui assistir à grande noite do fado académico organizado pelo Grupo de Fados do ISEP. Valeu bem a pena.

    Ao intervalo, num dos patamares do edifício da Alfândega, observo uma das rituais tristezas da nossa academia: um fulanote qualquer, de moca em punho, mantinha em sentido duas dezenas de caloiros, que, de mãos atrás das costas e olhos no chão, ouviam as sábias palavras que o energúmeno lhes dirigia.

    Como havia antigos estudantes de Coimbra a bordo, toca de fazer uma demonstração provinciana de como se praxa bem na Cidade Invicta. Devia esperar o moço que lhe fossem depois bater palmas... Penso eu que devia ser essa a intenção - o que, note-se, já é esmola da minha parte, por considerar que o imbecil tinha a quantidade de raciocínio suficiente para fazer uma elaboração mental. Hoje estou generoso.

    Que haja imbecis que praxam debaixo de telha, estou como o outro.

    Que as magnas excelências que por lá apareceram não tenham sequer (até onde vi e ouvi...) chamado a atenção da besta que estava a "praxar" - é o mais claro indício da inoperância e a mais cabal resposta às pertinentíssimas perguntas formuladas pelo Administrador.

    «Onde estavam?» Bem à frente e cientes de todas as atrocidades relatadas.

    E literalmente a borrifar-se.

    Sem perdão nem desculpas mansas.

    Cumprimentos

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  23. Caro Eduardo

    Deixa-me acrescentar uma coisa...

    Eu também fui à Noite de Fado mas vim embora ante do final para não me chatear com esse elemento pois resolveu na sua mente ilumina por os caloiros a bater palmas a ritmo da pancada da moca durante o evento.

    Francamente se quero Circo vou ao Circo não a uma Noite de Fado...

    Pobre Academia...

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  24. Isso então...

    Tanto que o Octávio Sérgio (Raízes de Coimbra) lhes lançou um olhar que dizia tudo.

    Triste.

    Falei na cafetaria com o capataz da Matilha e chamei-lhe a atenção para o que se estava a passar: que não vira nada, não sabia de nada... onde?

    Perante isto, batatas. E confessou ter saudades de um tempo em que a praxe não era nada destas coisas militaristas. Que não tinha jeito nenhum que por tudo e por nada se pusessem os caloiros a pagar 30...

    E quanto mais ouvia mais tinha a sensação ou de estar num filme de Fellini ou de estar a ser valentemente gozado.

    Concluí que era a segunda hipótese. Só pode.

    Dizes bem, caro Imperator: pobre academia...

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  25. Como é que não foi logo constituída uma trupe de veteranos e não lhe foram às unhas?

    É o que vos digo: eles são fortes uns com os outros. Praxam-se em circuito fechado, rapam-se mutuamente e pensam que são os maiores.

    Que bando de galinhas molhadas.

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  26. Duas lambadas bem afiambradas no focinho, sem ele contar, à frente dos caloiros e estava o problema resolvido.
    As vezes as soluções mais simples são mesmo essas, as mais simples!

    Abraços!

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  27. Se o pessoal de actualmente soubesse o que e uma trupe de veteranos... :|

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  28. Está provado, e não é só no Porto, infelizmente, que esta actual geração de praxistas -e de há uns anos valentes a esta parte, não tem educação, formação e dois dedos de testa. E pena que as excepções a tudo isto fiquem diluídas neste mar de incompetência. Nunca vi tanto tótó na faculdade como actualmente. Lamento reconhecer que os poucos inteligentes são mesmo os que nada querem com esta Praxe.
    Já os poucos esclarecidos que ainda vão resistindo, e que se manifestam contra este estado das coisas............ pobres coitados que nasceram 2 décadas tarde de mais.

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