29 de abril de 2012

Esclarecimento

Dada a celeuma criada com o post que denuncia erros graves ocorridos na praxe da ESEIG, e tendo em conta algumas críticas - umas mais construtivas que outras - dirigidas ao mesmo, acho por bem salientar algumas coisas que tenho dito na secção de comentários.

A praxe da ESEIG não é, para que fique bem claro, a única na Academia do Porto a "expulsar" caloiros ou a fazer julgamentos nos quais os mesmos podem reprovar e cujas "reprovações" dependem de vários critérios, uns mais "palpáveis" como as presenças ao longo do ano em sessões de praxe que podem ser assinadas numa caderneta, e outros mais relativos, como "atitude", "comportamento", etc.

Qualquer Casa cujas praxes requeiram "inscrições" para se ser caloiro, que "chumbe" caloiros ou que "expulse" caloiros está em grave atropelo das normas da Praxe Académica e constitui um mau exemplo do que a mesma pode e deve ser. A ESEIG foi, por isso, dada a mero título de exemplo. Não se pretende aqui crucificar (nem poder para isso tem um mero blog) seja quem for. A crucificar algo é, apenas e somente, os erros que ocorrem.

Qualquer seguidor mais assíduo constatará que já muitas vezes se tem discutido, tanto no Fórum como no site, casos análogos. Aliás, se há coisa que neste site não existe, é protegidos ou alvos. O fim será sempre o mesmo: Tentar, da melhor maneira possível, sensibilizar a comunidade praxística para as práticas correctas. 
E tal tem sido feito, na minha opinião, tanto numa abordagem genérica - sem apontar nomes de Casas - como numa abordagem mais directa. Infelizmente, sempre que se fazem apontamentos de erros concretos como cometidos de uma forma generalizada pela Academia (mesmo que por vezes não o sejam), a norma é  todos "assobiarem para o lado". Acaba por ser, infelizmente, com algum mediatismo, que alguns praxistas (muitas vezes os próprios que incorrem em erro) tomam mais cuidado para não repetir, de forma a não associar o nome da sua Casa a más práticas. É infeliz que assim seja, mas a experiência tem-no demonstrado.

No Fórum, por exemplo, já foi debatido e criticado o facto de outras Casas também fazerem julgamentos em que, supostamente, os caloiros podem "reprovar". No site, por exemplo, também já foram apontadas praxes de Casas que vedaram da cerimónia de imposição de insígnias estudantes que iam cartolar (com as famílias dos respectivos presentes) porque os mesmos não teriam aparecido, depois de caloiros, vezes suficientes nas "sessões" de praxe. Foi igualmente criticada, de forma veemente, a tentativa de separar no cortejo os cartolados "ostracizados" dos "outros" cartolados. Também aqui se escreveu, e de forma bem vincada, sobre um badalado caso em que praxistas foram "expulsos" da praxe por terem participado numa noite de uma discoteca que teria sido declarada como "anti-académica". Também aqui se criticou directamente praxes que tiveram comportamentos inadequados em serenatas. E por aí fora... 
Em todos estes casos, os nomes das Casas das praxes em causa estão lá bem explícitos, os casos bem reportados, os assuntos mais que debatidos.

Fica assim assente que não há aqui, portanto, nenhuma cruzada pessoal ou plano orquestrado contra a ESEIG. Apenas tem sucedido que nos últimos 2 ou 3 anos (não é só de agora) têm chegado mais e-mails e queixas (posteriormente cruzados com praxistas da casa) de alunos afectos à Escola manifestando as suas preocupações e frustrações. Esse sinal é, para mim, um factor de que toda a ESEIG deveria ter orgulho, pelo facto de haver gente interessada em perceber se isto ou aquilo pode acontecer, se X ou Y está certo, pois apenas denota que há vontade de querer fazer as coisas bem e cumprir com a regras da Praxe! Fossem todas as Casas assim, e decerto se assistiria, por toda a Academia, a uma abrupta correcção de erros que teimam em ser repetidos!
A ESEIG é uma Casa que, apesar do seu isolamento geográfico, em 22 anos tem-se sempre apresentado, notavelmente, como um grande pólo dinamizador das tradições académicas tendo esticado as fronteiras da Academia. Pois claro que há trabalho bem feito, pois claro que há gente muito boa, pois claro que há grandes espíritos! E por isso mesmo é que importa "atacar", e rápido, aquilo que não é bem feito. Os erros, se não corrigidos, acabam por se tornar um cancro que corrói tudo de dentro para fora. Há sempre, por parte de todos, a margem para melhorar e corrigir. Só é preciso querer.

Todos os erros têm uma justificação. Uma grande parte das pessoas que tomam parte em "inventonas", não o fazem por mal. Simplesmente são um elo numa cadeia. Foram assim ensinadas, não tiveram acesso a outra informação, a outras experiências e, portanto, estão presas a essa realidade. Algures nos tempos mais recentes, alguém se lembrou de sustentar a Praxe - totalmente à revelia do Código - numa escola de pensamento que postula que a mesma, e aqueles nela, devem ser uma "elite". Uma elite em que o mais "forte" sobrevive e o mais "fraco" deve ser afastado. Montam-se provas e obstáculos para se ir fazendo uma "selecção natural". Depois, porque as elites são infinitas, dentro da "elite", criam-se outras "elites". Assim nasce o sectarismo.

Na presença de um desconhecimento mais ou menos generalizado do que é Praxe e do que é Tradição, esse pensamento, de certa forma, floresceu e foi secando o que outrora foi solo fértil.

Por entre discursos e intervenções mais inflamadas - porque a Praxe também é isto, é despertar paixões - o foco das críticas, que se esperam construtivas, sempre foi o pensamento. Nunca as pessoas e as instituições.

Saudações a todos,

"Só Capas, só Fitas, a Praxe continua!"

14 comentários:

  1. Vocês só podem estar a gozar quando escrevem "pólo dinamizador" das tradições... Mais grave que expulsar os caloiros é o seguinte:
    -Na ESEIG, quem praxe é a comissão de praxe e os veteranos. Os alunos do 3.º ano não podem praxar.
    -Na ESEIG, não se escolhe padrinho. Vai-se a um leilão e alguém compra um caloiro. Com dinheiro.
    -Na ESEIG não há fitados na queima da fita. E quem vai no carro é a comissão de praxe.
    -Na ESEIG, quase ninguém traja bem. Anda com as insígnias de fora todo o ano, deixam a capa a milhas de distância do sítio onde estão e é raro vê-los sentados de casaco. Deve fazer muito calor em Vila do Conde.
    -Na ESEIG a praxe é exercício fisico. Flexões e pouco mais.
    -Na ESEIG só se pode usar pasta no 2.º ano... Ficaram escandalizados quando eu disse que depois do cortejo era permitido usar pasta. Que escândalo!
    -
    Enfim, são só exemplos, não passem a mão na praxe da ESEIG. Nem sequer mereciam ir no cortejo. Praxe não é só ser praxado, é praxar também! É deixar a porta aberta para os de trás virem ter connosco!

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  2. Relativamente a "reprovar" caloiros acho que devia de ser uma situaçao NORMAL e OBRIGATORIA... porque quem e autorizado a praxar quer dizer que ja foi praxado e tem uma noçao minima de praxe...
    logo se me aparece ao julgamento um caloiro com meia duzia de presenças em quase um ano lectivo esse caloiro nao devera poder praxar nem merece o traje... simples e logico!

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  3. Não merece o traje?
    Mas o que é a praxe afinal? Não é o por em prática tradições académicas?
    Imagina então o cavalheiro, que no século XVIII, os estudantes trajados reuniam os novatos, de t-shirts imundas, em grupos ou manadas como lhes chamam, e os punham a cantar, encher e a fazer avés? Sabe perfeitamente que não o faziam, e no entanto considera que isto é que é "ir à praxe"!
    Meia dúzia de presenças? Presenças onde? Eles não vão às aulas? Inscreveram-se na faculdade e ficaram em casa? Sei perfeitamente que com isso quer dizer que não foram às manadas, mas isso é que é o tão famoso "ir à praxe"?
    Transformaram o que devia ser bonito e cheio de significado numa palhaçada com inspirações militares sem pés nem cabeça! E ainda se metem estes praxistas portuenses, no alto de uma arrogância descabida, a dizer que nas academias do sul e beira interior não há verdadeira praxe, quando são incapazes de estar em praxe sem a presença de caloiros ou de hierarquias inferiores para judiar.
    Adivinhem: essas tretas de caloiros sempre com a mesma roupa porca aos berros, os brados em mau latim a indivíduos com cargos por eles inventados e as regras absurdas de fim de semana que visam complicar o acto de trajar NÃO são praxe!
    Se em praxe, emulamos os comportamentos de outrora numa homenagem à tradição e aos costumes, todos os actos que praticamos sem ter como base costumes devidamente documentados NÃO são praxe.
    Já o disse muitas vezes e volto a dizer: Não se VAI à praxe... ESTÁ-SE em praxe.

    Cumprimentos,
    Tiago (Evonet) Carvalho.

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  4. Caro deeplay, acaba de provar cabalmente pouco ou nada entender de Praxe, achando que as praxes são recruta para poder aceder ao resto.
    Mais lamentável ainda é partirem do pressuposto que o simples facto dos caloiros irem a todas as sessões de praxe que isso é garante de saberem o que é Praxe.
    Nem os praxistas quanto mais os caloiros.

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  5. Gostaria apenas de deixar aqui o seguinte, Trajo não é símbolo de praxe. O Trajo é académico. Qualquer estudante do ensino superior pode usar o trajo....

    Portanto, nem tu, nem uma comissão, nem um cv, nem um dux, nem um magnum, pode impedir alguem de trajar... pode te declar personna e podes deixar de poder traçar uma capa... mas vestir o traje, isso nunca!

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  6. Annonymous, se eu não for da praxe quem me vai impedir de traçar capa? A pide da praxe? Até gostava de ver.

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  7. Nunca percebi essa fixação do traçar a capa.
    Ele há gente que nem sei como chega ao ensino superior.

    As cerimónias ditas do "traçar da capa" são invenções de finais dos anos 90, na sua quase maioria, que nem existiam há 20 anos.
    Foram uma invenção criada para assinalar e festejar o facto d emuitos caloiros trajarem pela 1ª vez na sa 1ª serenata da Queima 8também motivado pela estupidez de dizer que os caloiros não trajam).
    O traçar, em si, não tem significado rigorosamente nenhum.
    Traça-se a capa como se abotoa um botão: quando dá jeito e é preciso.
    Ninguém dita quem pode, ou não, traçar a capa. Qualquer pesoa, seja caloiro ou veterano, traça quando bem lhe apetecer.

    Parem lá de dar corda a mais um estúpido mito. É disso que muitas vezes falo quando critico os códigos (os ditos "codigozecos") da quase maioria das casas: estão cheios de "lixo", de coisas que não têm fundamento histórico, são artificialismos, invenções e, muitas vezes, colidem com a própria tradição (como sucede com o proibir de relógios de pulso). Estão tão cheios de picuinhices, de papismos e "paneleirices" que complicam o que em Praxe sempre se quis simples e sóbrio (ao contrário de lapelas à general, de mangas arregaçadas para não se ve ro branco e outras estupidezes do género).

    Cumprimentos.

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  8. Eliminei os meus dois comentários anteriores porque no primeiro dizia uma burrice monumental. Com o segundo, só ia causar confusão... Espero que ninguém tenha lido...

    Bom.

    Annonymous:

    tens inteira razão.

    O traje nasceu por uma imposição das autoridades académicas, não por "vontade" dos estudantes. Aliás, por alguma razão rasgavam o traje quando terminavam o curso...

    Assim, o traje NÃO NASCEU DA PRAXE (conjunto de tradições dos estudantes do ensino superior). Acontece é que foram os praxistas quem fez força para que o uso do traje fosse recuperado.

    Outro aspecto importante: se é verdade que o traje não foi "ideia" dos estudantes, também é verdade que a(s) forma(s) de o usar (quando se traça ou não a capa, quando se põe a capa pelos ombros, etc.) são fruto de uma longa tradição, essa, sim, "criada" (até certo ponto) e transmitida pelos estudantes. Nesse aspecto, e só nesse, é que a tradição (praxe) tem algo a dizer.

    Ser-se considerado "persona non grata" não é impeditivo de traçar a capa. Não sei quem são os idiotas que andam a "vender" essa ideia. Mas quam a compra leva gato por lebre.

    O meu caríssimo amigo WB disse e bem: é como abotoar os botões.

    O Dux de Letras meu antecessor dizia que traçava a capa em quatro situações: "à Praxe (sanções), ao fado, ao frio e quando me apetece." Amém!

    Assim se conclui:

    a) MESMO OS ANTI-PRAXISTAS PODEM USAR O TRAJE: não há nisso a mínima contradição. Trindade Coelho, geralmente venerado e citado como uma das fontes da praxe, não era grandemente a favor da mesma - em particular no que dizia respeito à troça/caçoada/gozo ao caloiro. E ele sempre usou o traje, do primeiro ao último dia. E mais ainda: criticava aqueles que, depois do toque da cabra, acabadas as aulas do dia, apareciam pelos cafés à futrica.

    b) se um anti-praxista resolver usar o traje, deverá respeitar a tradição associada ao seu uso. Naturalmente, trata-se de uma opinião minha, nada mais.

    Cumprimentos,

    Eduardo

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  9. A TIPICA PRAXE DA ESEIG

    - NA ESEIG o caloiro tem vários padrinhos.

    - NA ESEIG fazem praxes obrigatórias, ou seja quem não participar estará automaticamente excluído da praxe.

    - Na ESEIG, quem praxa é a comissão de praxe e os veteranos.

    - NA ESEIG expulsa-se doutores da praxe;

    - NA ESEIG expulsa-se Caloiros da praxe;
    (sendo expulsões e humilhados gravemente)

    - NA ESEIG ha pessoas inscritas 1, 2 e ate 3 vezes como caloiros na praxe, com o objectivo de transitar na praxe para poder adquirir o uso do traje sem descriminaçao dos outros.

    - NA ESEIG, Os alunos do 3.º ano não podem praxar.

    - NA ESEIG quando a CP ou CV não gostam de determinada pessoa é dificil falar com eles com educação;(insultam os coitados caloiros)

    -Na ESEIG, não se escolhe padrinho. Vai-se a um leilão e alguém compra um ou VARIOS caloiros. (Com dinheiro mesmo.)

    -Na ESEIG não há fitados na queima da fita.

    -Na ESEIG só se pode usar pasta no 2.º ano.

    -Na ESEIG quem vai no carro é a comissão de praxe.

    -Na ESEIG existe passaporte para os caloiros;(caderneta para marcar as suas presenças)

    -Na ESEIG, quase ninguém traja bem. Anda com as insígnias de fora todo o ano, deixam a capa a milhas de distância do sítio onde estão e é raro vê-los sentados de casaco.
    Deve fazer-se muito calor em Vila do Conde.

    -Na ESEIG a praxe é exercício fisico. Flexões e pouco mais.
    - Flexões e pouco mais.
    - Flexões
    - Flexões
    - Flexões
    Estou para ver o que a praxe da tao querida ESEIG ira fazer em relação a este assunto.

    A corangem de defender a sua praxe neste artigo não teve. Porque será???

    Devem estar a ler todos o seu codio de praxe...

    UMA CASA COMPLETAMENTE IDIOTA NO QUE DIZ RESPEITO Á TRADIÇÃO DA ACADEMIA DO PORTO!

    Mas quê???? A praxe da ESEIG é mais uma cadeira para passar???

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    1. Subscrevo o que foi dito acima.

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    2. Acho completamente ridículo o que foi acima dito. Tem coisas que não cabe na cabeça de ninguém nem dizem se quer a verdade.
      E passo nomeadamente a responder a cada afirmação:

      - NA ESEIG o caloiro tem vários padrinhos.
      -> Não é totalmente verdade, cada caloiro só tem direito a ter um padrinho oficial e é este que se compromete a responsabilizar-se pelo caloiro em questão e responder pelos actos. Agora que pode ter vários? Sim, isso acontece, porque são um pequeno grupo de doutores que se juntam e ajudam-se mutuamente monetariamente, daí se dizer que se tem "vários padrinhos".

      - NA ESEIG fazem praxes obrigatórias, ou seja quem não participar estará automaticamente excluído da praxe.
      -> Errado. Uma coisa é simples, quem não aparece é difícil conseguir aprender o que quer que seja, vai aprender alguma coisa a jogar LoL em casa ou a tomar o café na esplanada? Não, é preciso conviver e assistir ao que os doutores dizem, incluindo a comissão de praxe e/ou conselho de veteranos.
      Nada é obrigatório, cada pessoa toma as suas próprias decisões. Mas um dos intuitos da praxe para os caloiros é estes se unirem e criarem laços de amizade e união entre eles, conhecerem-se, serem iguais uns aos outros. No dia a dia se calhar nem olhariam um para o outro por diferenças, quem sabe, mas na praxe, sendo todo caloiro igual, que diferenças podem ter entre eles?

      - Na ESEIG, quem praxa é a comissão de praxe e os veteranos.
      -> Errado. Todo doutor pode praxar, agora há regras obviamente. Se não era tudo ao molhe e fé em deus e somava-se uma balburdia tremenda.

      - NA ESEIG expulsa-se doutores da praxe;
      -> unicamente sob o conceito de "persona non grata".


      - NA ESEIG expulsa-se Caloiros da praxe;
      (sendo expulsões e humilhados gravemente)
      -> Expulsões humilhantes ? Quando isso aconteceu? Se calhar expulsam com o intuito de acabar às vezes certas palhaças que acontecem durante a praxe. Quem comete os erros , tem de arcar com as consequências.

      - NA ESEIG ha pessoas inscritas 1, 2 e ate 3 vezes como caloiros na praxe, com o objectivo de transitar na praxe para poder adquirir o uso do traje sem descriminaçao dos outros.
      -> Se nem na primeira ou na segunda ou na terceira vez se comportou ou se empenhou minimamente em aprender o que quer que seja, se dedicou de corpo e alma, que interessa quantas vezes entra para a praxe? Às vezes tem que ser a própria mentalidade do caloiro a modificar um pouco, daí existir a praxe. Para fazer as pessoas amadurecerem como pessoas, a saber lidar com situações complicadas e a terem uma enorme introspecção.

      - NA ESEIG, Os alunos do 3.º ano não podem praxar.
      -> Errado novamente, tão errado...... Então o que é que tenho feito?

      - NA ESEIG quando a CP ou CV não gostam de determinada pessoa é dificil falar com eles com educação;(insultam os coitados caloiros)
      -> Errado. Há que saber ter dois dedinhos de testa e saber lidar com as situações. Quer na praxe, como nos estudos, como em qualquer situação da vida, uma pessoa com um cargo acima de nós vai-nos responder por vezes de uma forma menos correcta, a maneira como lidamos com a situação, determina o tipo de caracter que essa pessoa tem.


      -Na ESEIG, não se escolhe padrinho. Vai-se a um leilão e alguém compra um ou VARIOS caloiros. (Com dinheiro mesmo.)
      -> Verdade. Mas caso não estejas actualizado/a essa regra mudou e a partir do próximo ano deixará de ser praticada.


      -Na ESEIG não há fitados na queima da fita.
      -> Errado. Erradíssimo. E apelo para que acompanhes a nossa casa no cortejo e queima das fitas para verificares se há ou não fitados com os teus próprios olhos .

      -Na ESEIG só se pode usar pasta no 2.º ano.
      -> Errado novamente. A maneira de como se usa a pasta é que varia meu/minha caro/a.
      Mas a presença de pasta é necessária a partir do segundo ano.

      -Na ESEIG quem vai no carro é a comissão de praxe.
      -> Verdade. Sobre isto não tenho nada a dizer. Concordo que deveriam de ser os finalistas a irem no carro do cortejo.

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    3. * Continuação

      -Na ESEIG, quase ninguém traja bem. Anda com as insígnias de fora todo o ano, deixam a capa a milhas de distância do sítio onde estão e é raro vê-los sentados de casaco.
      Deve fazer-se muito calor em Vila do Conde.
      -> Errado novamente. Claro que há doutores bons e doutores maus, os que ligam às regras praxistas e os que não ligam. Mas na minha humilde opinião tenho a dizer que mais que nunca nos últimos anos esse tipo de mentalidade tem vindo a mudar e mais que nunca temos usado a capa como nossa segunda pele, a nossa "menina", inseparaveis.

      -Na ESEIG a praxe é exercício fisico. Flexões e pouco mais.
      - Flexões e pouco mais.
      - Flexões
      - Flexões
      - Flexões
      -> Ridículo. Isso não corresponde se quer a 5% da verdade. Flexões são punições para os caloiros. E não, a praxe eseiguiana não se resume mesmo NADA, a essa descrição.


      Tenho dito.

      Cumprimentos académicos,


      Dulce Silva

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    4. Cara Dulce:

      agradeço desde já o facto de teres vindo aqui dar estes esclarecimentos importantes.

      Dizes o seguinte:

      «- NA ESEIG ha pessoas inscritas 1, 2 e ate 3 vezes como caloiros na praxe, com o objectivo de transitar na praxe para poder adquirir o uso do traje sem descriminaçao dos outros.
      -> Se nem na primeira ou na segunda ou na terceira vez se comportou ou se empenhou minimamente em aprender o que quer que seja, se dedicou de corpo e alma, que interessa quantas vezes entra para a praxe? Às vezes tem que ser a própria mentalidade do caloiro a modificar um pouco, daí existir a praxe. Para fazer as pessoas amadurecerem como pessoas, a saber lidar com situações complicadas e a terem uma enorme introspecção.»

      Para que eu possa compreender o que dizes, pedia-te por favor que me esclarecesses três pontos:

      1. A ESEIG pertence à Academia do Porto?

      2. O que é um caloiro?

      3. O que entendes por "Praxe"?

      Cumprimentos

      Eduardo

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  10. É uma pouca vergonha o que se está a passar com a nossa academia, sim porque apesar de ja licenciado há 9 anos ainda considero o Porto a minha academia. Actualmente frequento o chamado 3º ciclo e tenho neste momento 11 matriculas de UP. Mas retomando o tema a culpa disto é que já não se sabe praxar reflexo da imaturidade de quem praxa, culpa toda da bolonha reduziu os cursos todos e agora temos a geração morangos com açucar a querer praxar .. e enfim quem se mete com putos acorda molhado.. é o que está a acontecer com a praxe.. inadmíssivel o que aconteceu esta queima na serenata monumental.. há que por em ordem quem quer acabar com a academia.. Viva a nossa academia .. viva o grupo de fados do grande orfeão do porto.. viva a praxe saudável comandada por pessoas responsáveis e maturas e não por pitos e pitas histéricas.

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