26 de abril de 2012

Mau exemplo da ESEIG

Chegam ao fórum e à caixa de correio do Praxe - Porto diversas dúvidas, comentários e queixas em relação a determinadas ocorrências em praxes académicas. Por norma, uma grande parte delas reflectem erros bastante comuns, como o são os mitos de "só pode trajar quem vai à praxe" e "só pode usar insígnias quem vai à praxe", que revelam toda uma dialética enviezada do que deve ser o fenómeno da praxe académica. Resumidamente, muita gente encara e transmite que a Praxe é, se quisermos, um curso ou uma carreira (militar, por exemplo) onde se tem de cumprir ordens concretas e determinados rácios de frequência para poder usufruir de tudo o que a constitui. Caso contrário, e de forma eminentemente arbitrária e desrespeituosa, quer com o que está codificado, quer com o que era praticado há anos, está-se sujeito a ser "expulso", "banido" da praxe académica.

O problema é conhecido, está mais que diagnosticado e repetidamente aqui abordado e reflectido. 

O último episódio desta série deprimente surge-nos por parte duma mão cheia de gente que, quer por ignorância, quer por profunda idiotice e má formação pessoal, parece apostada em conspurcar, não só o nome da sua Casa, como o nome da Praxe Académica. Decerto que será, obviamente, por ignorância na matéria, uma vez que não parecem haver razões atendíveis para praxistas quererem desrespeitar, conscientemente, os preceitos da praxe.

Eis, então, que chegam relatos de que na ESEIG (Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão) - onde vigora um desses sistemas que fazem da praxe académica uma militância, com regras de frequência bastante concretas e uma preocupação fascizóide de controlar comportamentos individuais - se expulsam caloiros da praxe por razões que, de tão ridículas que são, só podem servir para atestar a imbecilidade profunda de toda a situação.

Nunca é demais ensinar (porque é disso que alguns "praxistas" na ESEIG, aparentemente, precisam) que da praxe se faz parte por inerência, bastando ser estudante do ensino superior para a ela se estar vinculado. Por norma da experiência dos anos, só tem deixado de a ela estar vinculado (e mesmo este ponto pode ser debatido) quem se declara anti-praxe ou quem, por recorrente incumprimento das normas (e estas são as que constam do CÓDIGO DE PRAXE) da mesma, se recusar a aplicação de sanções.
Não se pode, portanto, "expulsar" alguém da praxe como e quando se quer. Essa pessoa, enquanto quiser estar sujeita à praxe académica, assim estará, e nada pode ser feito em contrário!

Não deixa de ser igualmente curioso e francamente triste que se expulsem caloiros, vedando-os (como lhes dizem) do uso do traje, da participação no Cortejo e do normal convívio praxístico com colegas, por minudências ridículas que, se fossem bem analisadas com verdadeiro conhecimento praxístico, em muito pouco ou quase nada atropelam as normas da praxe académica. Mas mesmo que tais minudências perpretadas tenham atropelado as boas normas da praxe, a resposta a tal situação apenas se pode situar na área de uma mobilização e exercício de praxe ou de sanções (rapanço, unhas ou colheradas) e nunca na esfera de expulsões!

Todos cometemos erros mais cedo ou mais tarde, seja em praxe, seja fora dela. E na praxe, tanto cometem os caloiros porque, coitados, vítimas da sua imberbe condição, como os doutores que também, muitas vezes pensando que já percebem da coisa, se desleixam mais facilmente. Ou o que se consideram "sanções" deliberadas entre doutores que são, elas próprias, contra as próprias regras da praxe académica? Não restem dúvidas que esse tipo de deliberações são, nada mais nada menos, do que infracções (e graves) na praxe.

Deixa-se aqui um apelo forte, em nome da boa Praxe, para que este tipo de situações possam ser corrigidas forma correcta e se restitua a legalidade praxística nas coisas. Por norma, ninguém ganha com estes atropelos. Não ganham os visados das perseguições, não ganham os perseguidores, nem ganham os "assistentes" da querela. Apenas se cria um espírito de desconfiança e de medo no seio da praxe académica de uma Casa, que em tudo contradiz o que uma praxe académica deve ser e, pior que isso, legitimam-se ilegalidades que, continuadas, descaracterizam o que quer se faça de Capa e Batina ao ponto de se poder deixar de apelidar tais práticas de "praxe".

Os melhores praxistas, não se duvide, são aqueles que aprendem com os erros. 
Ou o que é, afinal de contas, a experiência?


"Só Capas, só Fitas, a Praxe continua!"

165 comentários:

  1. Caros colegas,

    Desconhecendo o caso em concreto e não sendo sequer praxista vinculado à casa em questão, queria só chamar à atenção que quando todo o comentário pessoal aqui exposto se refere a relatos ("Eis, então, que chegam relatos de que... "), é preciso ter cuidado com a incisividade daquilo que se diz.

    Parece-me que o comentário realizado é pouco parcial na abordagem e que nem sequer terá sido realizado com conhecimento do que diz "o outro lado da barricada".

    Só um reparo, ou uma critica construtiva se assim desejarem.

    Um bem-haja ao autor.

    Saudações académicas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro Cruz,

      Todos os reparos e críticas são bem vindos. ;)

      Apenas posso responder que foi feito, como é costume destas bandas, cruzamento de informações. Nunca se acusa ouvindo apenas um lado. As queixas chegam e, de mansinho, vai-se tentando averiguar se há base que as sustente. Acontece que há. Infelizmente.

      Já por isso mesmo se tenta evitar entrar em pormenores concretos como as razões de expulsão e a forma como a mesma foi feita, pela grande falibilidade que tal pode comportar.

      O que se foca é, isso sim, a decisão e a "legalidade" da mesma.

      Cumprimentos!

      Eliminar
  2. Caro administrador, sou aluna da ESEIG e pertenço à comunidade praxista, entendo a sua parte mas deixe-me já dizer-lhe que era esse mesmo o meu pensamento quando lá entrei. "Se o traje é académico ninguém me vai proibir de usa-lo" - pensava eu. Mas se houve algo que a praxe me ensinou foi que é preciso lutar para se chegar a algo, para conquistar algo e acredite que as pessoas que la andam(não praxistas) respeitam essas tais regras) A verdade e que nos preparam para situações que acontecem diariamente.
    Não posso dizer que não é dura e que houve muitas vezes pensamentos de frustração, mas agora que está a chegar ao fim, olho para trás e todos os momentos bons fazem-me esquecer os menos bons.
    Agradeço o seu ponto de visto, espero que entenda o meu.
    Comprimentos

    ResponderEliminar
  3. Eu, como caloiro da ESEIG com muito gosto, jamais trocaria esta praxe, porque em muito sei junto de colegas que temos muitas intituições académicas que abusam dos poderes para assim desrespeitarem as regras da sociedade e abusarem de certa parte desse mesmo poder, falo nomeadamente por uma vez eu proprio ja ter assistido a tal facto...

    Em relação a praxe da ESEIG e ao uso de traje: So tenho a dizer que desde o inicio da nossa praxe e a quem nela sempre esteve presente, foi dito que o uso do traje nao seria proibido de forma alguma a elementos nao praxistas, apenas com a praxe iamos ter um sentimento diferente em relação ao traje...

    Quanto a expulsoes: E com muita pena minha que vi os meus colegas serem expulsos, porque conhecia-os a todos, mas a verdade e que todos eles mereceram essa expulsao, e dizem os senhores que ninguem deve ser expulso da praxe, mas agora eu questiono: E preferivel 150 bons praxistas, ou 5 pessoas a tentar estragar o trabalho que a muito tem sido feito pelos nossos doutores nomeadamente pela nossa comissao de praxe?

    Tenho dito e a quem fez essas queixas so quero dizer para reflectir um pouco sobre TUDO o que fizeram na praxe e então chegarem a conclusao se foram bem ou mal expulsos...
    Aproveito tambem para dizer que antes de falarem aqui na ESEIG para entao irem investigar primeiro outras praxes, alias porque na ESEIG ninguém é obrigado a frequentar praxe, frequenta quem por este ou aquele motivo nela encontra algum sentimento... E TENHO DITO...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "Quanto a expulsoes: E com muita pena minha que vi os meus colegas serem expulsos, porque conhecia-os a todos, mas a verdade e que todos eles mereceram essa expulsao, e dizem os senhores que ninguem deve ser expulso da praxe, mas agora eu questiono: E preferivel 150 bons praxistas, ou 5 pessoas a tentar estragar o trabalho que a muito tem sido feito pelos nossos doutores nomeadamente pela nossa comissao de praxe?"

      Palavras que, vindas dum caloiro, valem o que valem, mas que se tornam assustadoras e preocupantes para o futuro da Praxe Académica quando se encontram, como o estão, enquadradas e suportadas pelos doutores das "comichões" de praxe de algumas casas da Academia.

      Eliminar
    2. caloiro mas com muita experiencia de vida, e a praxe nao passa de muitas lições de vida e agora pergunto-lhe, se lhe faltassem ao respeito e fosse de uma comissao de praxe de tal forma que chegava ao cumulo de ja nem conseguir falar para esse caloiro porque era sempre desrespeitado qual a sua atitude perante isto? se é indiferença então eu digo-lhe eu nao queria ser praxado por si, porque para bagabundos ja chegam os politicos, a nossa praxe constitui, humildade, seriedade, respeito, igualdade, ajuda, amizade, entre outras coisas... la por eu ser caloiro nao se julgue mais do que eu porque tive um ano em que aprendi muito mesmo, e soube respeitar as pessoas edaí fui respeitado... agora e muito facil falar quem esta de fora mas entao tenho pena que nao tenha assistido a uma praxe nossa e que realmente nao se tenha preocupado em se informar o porque das expulsao do nosso colega...

      Eliminar
    3. Oh caloiro Diogo,

      estás a pregar para a pessoa errada, mas decerto que a lealdade que aqui tens demonstrado será muito bem recompensada pela tua "comichão" de praxe. ;) Quiçá até tenhas um grande futuro como praxista na tua escola, não o duvido.

      Já tiveste ocasião de te repetir mais que duas vezes. A malta toda já percebeu o que dizes. Não vale a pena "chover no molhado".

      Melhores cumprimentos

      Eliminar
    4. não preciso disto para ter uma recompensa da minha comissão de praxe, alias nem quero recompensa nenhuma porque nao sou nem mais nem menos que ninguem... E talvez tu sim tenhas tido algum lugar na comichão de qualquer coisa, agora quanto a praxe da nossa escola so vos digo para olharem-se bem ao espelho antes de falar dos outro...

      Eliminar
  4. Boa noite,

    eu frequentei aquela escola durante vários anos, e posso afirmar que 90% dos melhores momentos que la passei foram na praxe...

    Por certo, ou os relatos que lhe chegaram foram de estudantes que não se identificaram com os valores que se tentavam incutir, e se julgavam acima de todas as normas que estavam implementadas, mas ali o 'sistema' funcionava assim...

    Em caso algum, se 'expulsou', ou impediu algum aluno de participar em alguma actividade sem antes chegar a um consenso,sem uma conversa com quem cometia uma 'falha', como li no seu texto, toda a gente em algum momento da sua vida tem uma falha, uma decisao ou accao menos feliz, e nao merece ser condenado por isso,por isso sao feitas reprimendas, mas quando esse comportamento e repetido varias vezes, com uma atitude de prepotencia e completa indiferenca pelo bem-estar de todos os outros que o rodeiam, ai sim merece ser afastado.

    Na minha opiniao, preceu-me bastante infeliz a sua opcao tanto de adjectivar a praxe academica da minha escola de militancia ou desaprovar o controle de accoes individuais, pois cada escola tem as suas especificidades e sao estas que a meu ver moldam os comportamentos que devem ser adoptados, mas sem nunca fugir ao que esta escrito no Codigo de praxe!!!!

    Fica aqui o testemunho de alguem que foi praxado naquela escola e tem um orgulho enorme de la ter sido praxado, alguns valores carrego-os para a vida, e muito mais poderia dizer, mas julgo que com as informacoes que ja cruzou ja formulou a sua opiniao, mesmo que no meu entender nao seja a correcta!

    Cumprimentos,

    Leao

    ResponderEliminar
  5. Caros ssss e A:

    em que parte do Código de Praxe do Porto se proíbe o uso do traje seja a quem for?

    Porque, se são praxistas, como dizem ser, hão-de conhecer as regras daquilo que defendem.

    Das duas, uma:

    ou o Código de Praxe regulamenta toda a Praxe do Porto, ou não.

    Se regulamenta toda a Praxe no Porto, e se a ESEIG faz parte da Academia do Porto, então o Código regulamenta a Praxe na ESEIG - ou estou enganado?

    Façamos de conta que o Porto é Portugal e que a ESEIG é uma freguesia. Portugal tem uma Constituição, que é aplicável a todos os cidadãos. Tem um Código Civil que se aplica a todos os cidadãos. Depois, há leis e posturas municipais que só se aplicam a certa cidade/vila - por exemplo, que determinam os dias em que se faz a recolha do lixo, onde se podem afixar cartazes, qual é o feriado municipal, etc.

    Acontece é que as leis municipais não podem ir contra o Código Civil, e este não pode ir contra a Constituição. Há, então, uma hierarquia de leis: Constituição > Código Civil > leis municipais.

    Indo ao nosso "faz de conta", o Código de Praxe é a Constituição. E tal como a Constituição não diz em que dia se recolhe o lixo em St.º Tirso, também o Código de Praxe não diz em que sala é que a sessão solene de recepção ao caloiro se faz na ESEIG.

    Nenhum morador de St.º Tirso pode ser impedido de fundar um jornal, por exemplo, porque isso seria ir contra a Constituição. Assim, nenhum aluno da ESEIG pode ser proibido de usar o traje, porque isso seria ir contra o Código de Praxe. Quero eu dizer: o Conselho de Veteranos até pode fazer um decreto nesse sentido, mas o que acontece é que esse decreto não tem qualquer valor, pois atenta contra um princípio básico da Praxe.

    Ora os meus amigos estão a confundir "praxe" com "brincadeiras mais ou menos estúpidas que se fazem com os caloiros durante o primeiro ano." Isso também faz parte da Praxe: chama-se "gozo do caloiro". Também faz parte, mas a Praxe não acaba aí nem se resume a isso. A Praxe é muito mais do que isso.

    Claro está que podem proibir este ou aquele aluno de participar nesta ou naquela actividade da recepção ao caloiro. As actividades de recepção ao caloiro são específicas de cada faculdade/instituto/escola (são as tais leis municipais). O que não se pode dizer é que esses alunos estão "fora da Praxe". Não senhor: estão "desconvidados" de participar nessas actividades, mas não estão fora da Praxe, pois podem continuar a trajar, a aparecer na serenata, a desfilar no cortejo, etc., etc. e até mesmo a gozar caloiros quando atingirem estatuto para tal.

    Vamos supor que esses alunos meteram de tal forma nojo a todos - até aos próprios colegas caloiros - que ninguém pode com eles. Suponhamos que se recusaram eles próprios a fazer algo e que depois se riram e acharam muito bem que se fizesse a outros. Se depois forem tentar gozar algum caloiro, não têm autoridade moral para o fazerem. E existe uma figura que se chama "protecção". Se alguém vir um desses senhores a tentar gozar um caloiro, bastar-lhe-á dizer "Está protegido", para que já não lhe possam fazer mais nada...

    A praxe também serve para isto. Agora dizerem que alguém está fora da praxe... não está - a não ser que se declare como tal.

    Não sei o que se passou, por isso nem digo se têm ou não razão. O que digo é que proibir alguém de usar o traje porque não quis participar nas "brincadeiras mais ou menos estúpidas que se fazem aos coloiros no início do ano" é contra a própria Praxe - e contra toda a tradição académica.

    Se estou enganado, caros sssss e A, mostrem-me em que é que o Código de Praxe diz o contrário. O Código de Praxe, que está acima das vossas "leis" internas. O Código de Praxe está disponível neste mesmo site.

    Cumprimentos.

    Eduardo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ninguem proibio ninguem de usar traje e eu repito o que disse acima e que desde inicio nos foi dito pela nossa comissao de praxe: ''INDEPENDENTEMENTE DE FREQUENTAREM OU NAO A PRAXE PODEM SEMPRE USAR TRAJE, O SENTIMENTO QUE MUITAS DAS PESSOAS APLICAM SOBRE ELE E QUE E DIFERENTE'' nunca ninguem disse que nao se poderia usar traje NUNCA

      sssss

      Eliminar
    2. Ora ainda bem que assim é.

      Cumprimentos,

      Eduardo

      Eliminar
  6. Caro administrador e comunidade praxista, como ex aluna da ESEIG sinto-me no dever de contrapor alguns pontos deste artigo, apesar de não conhecer o caso em questão.
    Acontece que por motivos pessoais e laborais, nunca frequentei a praxe na ESEIG (com grande pesar meu, por diversos motivos). Acontece que apesar disso, nunca me foi vedado o uso do traje, a participação no Cortejo, imposições ou qualquer convívio praxístico com colegas ou fosse no que fosse...
    Como já referi não estou a par do caso em questão, mas custa me a crer que os factos sejam tal como os descrevem.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. e ritoca, acredita que o uso de traje la na escola jamais foi interdito a quem quer que fosse independentemente de frequentar ou não a praxe

      Eliminar
    2. nao so acredito, como lhe digo que nunca foi

      Eliminar
    3. Cara Ritoca,

      Como já deves ter reparado, o grosso da discussão não é se proíbem de trajar ou não. Aliás, os relatos aí variam. Uns dizem que já se disse que não se podia, outros dizem que agora não se diz, outros dizem que nunca se disse, outros dizem que agora uns dizem mas outros não e que "oficialmente" se pode, enfim... uma salgalhada!

      O grosso da discussão é a expulsão de pessoas da Praxe. Isso, até agora, ninguém negou. Pelo contrário, assume-se com orgulho.

      Eliminar
  7. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Luís Mateus. Está contente? :)

      Não lhe responderei a ataques pessoais, como deverá compreender. Compreendo que a isso queira recorrer. Já estou habituado a isso, não só da sua parte. É reflexo do modo como você, e muitos outros, encaram e vivem a praxe. Pregam o respeito, a humildade e fraternidade, mas são os primeiros a quebrarem-nas e ficam pelas palavras e pelos discursos. Já dei para esse peditório.

      Ao que interessa.
      Não compreendo a crítica do não "recolher informação dos dois lados". Como antes disse, cruzei informação e tudo bateu certo.

      Aliás, bastava ler os comentários que se têm seguido, por parte de caloiros da ESEIG, para perceber que a informação está correcta.

      Mas pelo que percebi, existe uma estratégia delineada de valorização do mal menor. Ou seja, nega-se que se ande a veicular informações de que não se poderá trajar (ou se alguém o disse, então, estaria errado), e daí se revolta tudo com a grande mentira que este texto é! :)
      Quando o que mais importa, não é se uns disseram ou não disseram que não se pode trajar, mas se se expulsa, ou não, pessoas da praxe.

      Passe bem, e votos sinceros de sucesso e felicidade na sua vida. Não se "avespinhe" tanto com pessoas que, segundo diz, não lhe merecem qualquer consideração. ;)

      Cumprimentos

      Eliminar
    2. Este comentário foi removido pelo autor.

      Eliminar
    3. Continuo a apreciar o seu estilo de linguagem, caro JM, mas infelizmente o seu contributo é nulo. Não refuta, não discute, ignora outros comentários... Enfim, limita-se a vir aqui com tentativas de insulto e ataques pessoais. Só lhe fica bem. ;)

      Cumprimentos.

      Eliminar
    4. Este comentário foi removido pelo autor.

      Eliminar
    5. Oh JM, o meu caro veio ao engano!

      É que perceba isto: eu não sou jornalista! E, com todo o respeito que os jornalistas me merecem, também não espero a vir a sê-lo! Portanto, deixe lá de se incomodar com a falha de deontologia jornalística manifesta no uso de smiles, que não vale a pena! :)

      Quanto ao seu último parágrafo, dizer apenas o seguinte: leia o que aqui tem sido debatido e argumentado, não apenas por mim, e questione-se se ainda acha que expulsar pessoas da praxe é algo que está correcto, ou não, pela praxe. Não se trata duma opinião pessoal. Trata-se do que É a praxe. A praxe está codificada há já algum tempo (para isso existe o código) e, portanto, não podem ser feitas coisas que atentam contra o mesmo! É só ler o código, caro JM! Só isso.

      Cumprimentos.

      Eliminar
  8. Sobre o actual estado da praxe na ESEIG não me pronuncio, pois já terminei a licenciatura lá há vários anos, e não posso comentar o que não vejo.
    Posso, porém, afirmar com 100% de certeza, que no meu ano de praxe, foram "chumbados" (?!) cerca de dez pessoas em julgamento de caloiro, às quais lhes foi dito que estariam proibidas de usarem traje na escola, caso contrário lhes seria rasgado o traje. Pelo que me lembro, um membro da comissão de praxe insurgiu-se contra isto e acabou por sair do grupo.

    ResponderEliminar
  9. Caríssimos,

    Em primeiro lugar não posso deixar de lamentar que alguns comentários tenham sido apagados pelos próprios autores dos mesmos.

    Em segundo lugar, lamentar igualmente algumas intervenções mais "acesas" que roçam o limite da educação.

    Finalmente, apenas dizer que lamento que queiram focar a questão no facto de se dizer, ou não, na ESEIG, que quem não vai à praxe não pode trajar. Se uns disseram, e disseram mal, porque tal não é o entendimento da maioria dos praxistas da ESEIG, ainda bem! Mas, não é isso que importa na discussão!

    O que importa, para que fique claro, não é se se diz a caloiros que não podem trajar ou se se sancionam doutores com inibição de trajar durante algum tempo, o que importa é que se expulsaram pessoas da praxe. E isso, se dúvidas ainda houvesse, através de alguns comentários (se entretanto não se apagarem também) já foi aqui confirmado e ninguém o nega.

    Foquemo-nos, então, no que é essencial, e não se desconverse. O debate só ganha.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Quanto a expulsão de caloiros é tão simples como darem o nome da pessoa que se sente prejudicada e entao eu ou outro qualquer colega meu dizemos o porque de essa pessoa ter sido impedida de frequentar as actividades praxisticas na nossa escola, sim porque todos nos temos conhecimento de tudo e então aí poderá julgar se a praxe esta correcta ou errada... porque até lá estar a ouvir comentarios de alguem que em muito desrespeitou os colegas enquanto caloiro e julgar logo somente a praxe da nossa escola isso e errado se realmente pretende saber o sucedido basta somente dar nomes e daí diremos os motivos pelo qual o nosso colega foi expulso e depois aí caro administrador poderá julgar alguém... por isso não aponte o dedo à praxe da eseig sem saber sequer os motivos que originaram a essa expulsão

      Eliminar
    2. Oh caloiro Diogo,

      mas achas mesmo que eu estou interessado em discutir os pormenores duma expulsão da praxe? Sei o que se passou, como se passou, e não me admira. A tua escola não é a única a fazê-lo, diga-se.

      Compreende isto: o que interessa é a legalidade praxística e cabimento tradicional (coisas que depreendo que não compreendas muito) que as expulsões tiveram, ou melhor, não tiveram. Eu sei que te parece um conceito muito complicado de compreender, mas o que aqui está em causa é que não se pode, pura e simplesmente, "expulsar" alguém da praxe.
      Quanto aos subterfúgios que se podem usar, como o ignorar, não convocar e ostracizar determinadas pessoas, também eles podem ser julgados, se não pela legalidade praxística, com toda a certeza pela ética e pela moral.

      Cumprimentos

      Eliminar
    3. e ja agora se tal como diz sabe tudo e mais alguma coisa sobre uma exclusão a qual nem sequer esteve presente nem sei para que ''discutir'' aqui afinal já a sábios em tudo na vida não é, mas lamento informar que para se saber ao certo os pormenores de uma exclusão não é a ouvir só o ponto de vista do excluído, mas de todas as partes constituintes do problema e saber todas as razões desde raiz

      Eliminar
    4. Oh caloiro Diogo, podes tratar-me por tu, que eu não sou velho nem Presidente da República. :D

      Vou tentar só mais uma vez e muito devagar desta vez, a ver se a mensagem passa:

      Não se pode excluir da praxe alguém que não quer ser excluído da mesma. Compreendeste agora?

      Quanto às outras perguntas que me fazes, compreenderás que não te vou dizer como sei o que sei. Não te direi, com certeza, como sei dos factos pelos dois (ou 3, ou 4) lados. Sei o que sei, da maneira que o sei, e tal basta-me para dizer o que digo neste artigo de opinião.

      Agora vai lá dormir, que eu também vou. Faz-se tarde.

      Boas praxes.

      Cumprimentos

      Cumprimentos.

      Eliminar
    5. tu sabes e o que queres, da maneira que queres e tal basta-te para dizeres no artigo de opinião ;)
      vai la dormir entao

      cumprimentos

      Eliminar
  10. Actualmete e como antes disse, jamais alguem proibiu o uso de traje independentemente de se frequentar ou nao a praxe da escola... quanto a expulsoes eu concordo porque o tipo de comportamento de 3 ou 4 pessoas em plenas actividades praxisticas nao eram adquadas ao local estando mesmo contra o codigo de praxe, e se caloiros tal como eu estao a quebrar regras e sao chamados a razao 3, 4 e 5 vezes e mesmo assim continuam a quebrar as mesmas regras e ainda gozando com elas estragando o ambiente de um grupo de cerca de 150 AMIGOS acho que essas pessoas devem ser retiradas deste meio e foi o que aconteceu foram impedidas de frequentar mais actividades praxisticas...

    ResponderEliminar
  11. Boas. Sou uma semi-puto da ESEIG e quero aqui referir um momento que aconteceu no meu ano de praxe (o ano passado) que a mim e a alguns (poucos) dos meus colegas caloiros deixou indignados, tristes e revoltados com a nossa Praxe e as decisões que nela se tomam. Decisões, essas, que foram radicais, embora só para alguns.

    Na nossa Praxe existe uma Lista chamada Lista Negra para onde vão os nomes de caloiros que por alguma razão menos boa merecem constar nela. Posteriormente, convocam-se todos os presentes na lista a comparecer na escola num determinado dia. O ano passado, como certamente acontece em todos, houve caloiros que não puderam comparecer nessa convocatória. Todos apresentaram as suas razões e todos foram ilibados, menos um. A justificação que deu (relativa a trabalhos para a faculdade) não foi suficientemente grave para o ilibar também (é de salientar que esse caloiro era TRABALHADOR-ESTUDANTE). Em praça pública esse caloiro foi convidado a abandonar a praxe. Contudo, não obedeceu e disse “não, eu quero ficar”. Não lhe foi dada uma segunda oportunidade. Não lhe foi concebida uma conversa. Foi de novo convidado a sair. Ainda se manteve imóvel pensando, inocentemente, que seria um teste à sua vontade e paixão pela praxe. Mas não era. Acabou por ser banido definitivamente da praxe acompanhado de uma frase do tipo “vai-te embora“ dita em uníssono pelos caloiros enquanto enchiam.
    Vocês, caloiros e ex-caloiros, ponham-se no lugar daqueles que foram obrigados a fazer isto a um colega! Tentem imaginar como se sentiriam.

    Agora pergunto: era mesmo necessário tudo isto? Se somos todos iguais, porque ilibaram uns e não o ilibaram a ele? Porque não lhe aplicaram uma sanção?
    Foi preferível expulsar quem não foi, de todo, um mau caloiro, que mesmo sendo trabalhador-estudante ia à praxe quando podia. Foi preferível não dar uma segunda oportunidade.

    Digam-me vocês, que tanto idolatram a praxe da ESEIG se não foi injusto! Ou apenas seria caso fossem vocês a ser expulsos desta maneira? Tanta merda que é feita e muita gente fecha os olhos! Tantas coisas mais graves acontecem e são sancionadas com os tradicionais rapanços ou as unhadas!
    É triste que coisas destas aconteçam e é ainda mais triste se se tratar de um amigo vosso com quem gostariam muito de passar os bons momentos da Praxe!

    Terminando, não sei se alguém na história da Praxe já o fez ou teve conhecimentos de alguma pessoa o ter feito mas gostava que me esclarecessem: de acordo com o Código de Praxe, ele pode realmente comprar o traje, serem-lhe impostas as insígnias e voltar a participar em momentos praxistas.

    Agradeço desde já a ajuda,
    Saudações praxistas,
    asd

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. asd:

      O código está disponível neste mesmo site. É só procurar lá em cima, entre "Manifesto" e "Livro de Visitas".

      Eliminar
    2. O Código, como deves ter visto, é omisso quanto a isso - e muito bem.

      O Código só se refere ao traje em dois momentos: para indicar as condições de quem está na Praxe e para falar da aplicação de sanções às mulheres.

      Mais nada.

      Levado até às últimas consequências o que lá vem escrito no Artigo 76.º, só se poderia exercer praxe sobre caloiros trajados. As únicas pessoas que em Praxe podem estar à futrica são os veteranos, e mesmo assim com capa pelos ombros. Ora se se está a exercer praxe, essa pessoa tem de estar em praxe, isto é - tem de estar trajada.

      Repare-se que mesmo no que respeita aos julgamentos, diz-se que o réu PODE comparecer à futrica, desde que vá ataviado como o júri decidir. Caso contrário, DEVE comparecer trajado.

      E agora expliquem-me:

      a) como se pode praxar quem NÃO está trajado - isto é, quem não está na praxe...

      b) como é que um caloiro a quem se proíbe de usar o traje pode comparecer num julgamento sem estar de traje...

      Proíbem o coitado de usar traje: se não usa traje, não está na praxe. Mas querem que ele compareça a um acto de praxe sem estar na praxe...? Essa é boa.

      Não sou eu quem o diz: é o Código da Praxe que dizem defender.

      Resolvam-me essa contradição, se conseguirem. Com base no Código, não no "diz-que-disse" da veteranice de aviário.

      O primeiro "dever" de um doutor deveria ser o de incentivar os caloiros a usarem traje desde o primeiro dia, não andar por aí a vender a ideia de que o traje é uma coisa que tem de ser "suada". Não tem coisíssima nenhuma. É um direito AUTOMATICAMENTE ADQUIRIDO no exacto segundo em que é feita a matrícula pela primeira vez na secretaria.

      Cumprimentos.

      Eliminar
    3. Boas.
      Se é, na verdade, proíbido expulsar um caloiro da Praxe sem que seja este a desistir por livre e espontânea vontade, o caso que descrevi acima fica sem efeito?
      Há, efectivamente, forma de aquele ex-caloiro poder voltar às actividades praxistas?

      É algo que ainda não consegui perceber.
      As minhas desculpas pela insistência no assunto.

      asd

      Eliminar
    4. Lá estamos à volta com imprecisões:

      as pessoas da ESEIG que organizam os eventos de recepção ao caloiro podem impedir-te de participar nas actividades que organizam - por exemplo, jantares de curso. Podem não arranjar bilhetes para ti para uma determinada actividade - por exemplo, um festival de tunas - ao qual vão todos os outros caloiros.

      Mas não podem expulsar-te da PRAXE ACADÉMICA. Tu é que tens de te declarar anti-praxe. Mas aí não queres saber de traje, de queima das fitas, de gozar caloiros, etc.

      Ou seja: podem proibir-te de participar nas actividades deles, mas não podem impedir-te de viver as tradições académicas: usar traje, usar insígnias, participar nas actividades da queima, formar um grupo de fados, etc. Nem sequer te podem impedir de gozar caloiros no próximo ano.

      Fazes a tua vidinha académica normalíssima.

      Cumprimentos,

      Eduardo

      Eliminar
  12. Volto a frisar bem a parte que só falo do que vi, ouvi e me foi dito directamente por "doutores" e membros da comissão de praxe.

    1 - Anti praxes nem sonhavam em usar traje. Ponto final parágrafo, mudança de folha.

    2 - Quem chumbasse no julgamento, não trajava. Não ia à serenata. Não podia passar a tribuna no dia do cortejo. Não participava na imposição das insígnias em momento algum, inclusive o momento lindíssimo de fim de curso… Estava completamente fora de questão aparecer trajado na escola, caso contrário o traje ser-lhes-ia rasgado e ainda fizeram questão de dizer que houve um caso com um aluno há uma data de anos em que lhe fizeram mesmo isso. A desculpa para os chumbos no julgamento era: "Não vieste vezes suficientes à praxe para poderes passar como os teus colegas. Portanto não trajas, não penses em aparecer aqui trajado. Se queres trajar, para o ano teremos muito gosto em receber-te em mais um ano de caloiro".

    Caríssimos... eu falo do que vivi no meu ano. Já disse: não falo do que não presenciei, anos anteriores ao meu ou os seguintes, não me dizem respeito, embora pelo último comentário veja que ainda há comportamentos ridículos. Isto, efectivamente, aconteceu, foi negado a dez pessoas o uso do traje e tudo aquilo que já descrevi em cima. É muito triste para quem anseia pela vida académica, ser-lhes negado tudo isto, sem qualquer motivo para isso. O facto de agora as coisas serem ou não diferentes do que descrevo aqui, não significa que há bastantes anos atrás, não o tenham sido. Até porque nesse ano lectivo, houve manifestação dos docentes, de alguns colegas e de outros “doutores” sobre a humilhação que fizeram passar estes alunos… tenho a certeza absoluta que, pelo menos no que diz respeito aos docentes, eles se recordam muito bem de toda esta situação.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Este comentário foi removido pelo autor.

      Eliminar
    2. "semi-putisa"???

      Fantástico. Estou sempre a aprender. :)

      Eliminar
    3. Ja a toda a praxe que assisti este ano, e tu como semi-puto que o és de certeza que deves ter assistido a varias, nunca nos foi impedido de usar traje, nunca e tal como ja referi varias vezes isto tudo independentemente de pertencer-mos ou não a praxe, e ninguem saiu da praxe sem justa causa, e esta-se aqui a falar de uma situação deste ano e não do ano passado e neste ano dou total razão à minha comissão de praxe...

      Eliminar
    4. Diogo Reis, achas que a expulsão de que falei foi com justa causa? Então suponho que se fosses tu no lugar daquele caloiro não te terias sentido injustiçado. Correcto?

      Eliminar
    5. Diogo, julgo que se deve ter enganado, dado que "semi-putisa" não o sou certamente, uma vez que já concluí a minha licenciatura há muitos anos... ;)

      Eliminar
    6. eu naoe stou a dizer que foi ou nao por justa causa, mas este artigo remete a um colega meu deste ano e nao do ano passado eu no ano passado nem aí estava, este ano estou e assisti a tudo e tal como lhe disse no meu ver este ano dou a totalidade da razao a minha comissao de praxe por todas as decisoes tomadas em relação a afastamentos de praxe

      Eliminar
    7. sim Ana L. o comentario era para ser dirigido a ASD

      Eliminar
    8. Diogo Reis, ainda não consegui perceber que parte do artigo é que remete apenas e exclusivamente ao teu colega. Sei que o que descreve nele aplica-se ao que aconteceu no meu ano e se queriam exemplos eu dei-vos um!
      E não digas que "nunca foi impedido o uso do traje" porque tens uma testemunha, a Ana L., que diz completamente o contrário.
      Se no teu ano não aconteceu nada disto nem assististe a comportamentos menos felizes como eu assisti e fiz parte, dá-te muito por contente!

      Eliminar
    9. asd,

      eles estão a morrer de curiosidade para saber quem "deu com a língua nos dentes".. Só isso. Como se o mais importante fosse saber se foi um caloiro este ano, ou dois ou três, ou se foram 4 o ano passado. Mas compreendo que nas sedes das perseguições estas coisas sejam, de facto, mais importantes do que discutir a legalidade e pertinência praxística e tradicional das decisões.

      Eliminar
    10. nao, a minha preocupação não é esta e apenas defender a verdade, entao se eu dissesse que me tinha abusado numa praxe entao ja era verdade so porque eu disse... por favor, para administrador com tanto caracter ja devias saber a muito tempo e ja que dizes lidar com isto a tanto tempo que a muitas e muitas coisas que nao correspondem a verdade ou que teem causa para o ser...

      Disseste a pouco a JM e com razão que apreciavas muito o tipo de linguagem dela e tal mas ja estas a a entrar pelo mesmo caminho que ela, e se um administrador de um blog não tem paciencia para discussoes e facil que o passse ou apague... e fica entao aqui o meu ultimo comentario sendo que numa proxima abordagem de qualquer praxe que seja vejam as duas partes e aí digam o que teem a dizer em vez de andar a difamar a praxe desta ou daquela faculdade, te garanto que da tua nunca irias falar tu, deve ser a unica perfeita... mas vá se assim o é continua ;)

      Eliminar
    11. Eu tenho toda a paciência deste mundo e do outro, Diogo. Não sei ao que te referes. Não te insultei nem te ataquei pessoalmente. Tu é que continuas a insistir no mesmo tipo de comentários, repetitivos, de acusar-me de difamação e a dar-me lições (o que só posso achar piada) de como melhor proceder neste tipo de situações.

      Ainda não percebeste, mas ainda tenho esperança que o venhas a perceber, que o que se discute é a ilegalidade praxística duma situação. Vieste aqui fazer o teu papel, de caloiro, de defender a tua praxe e dar o teu testemunho de como gostas daquilo. Não desconfio de ti e acredito piamente que a adoras e achas mais que justo que colegas teus sejam expulsos. Estás no teu direito de assim pensar. Gostava é que pudesses suportar isso com conhecimento da matéria, que te levasse a dizer, "isto é legal e certo porque assim, assim e assado".
      Não. Limitas-te a dizer que isto é legal e certo porque pronto, alguém assim decidiu e esse alguém fez muito bem porque a tua praxe e a tua casa são espectaculares e têm de continuar a ser espectaculares e de elite, porque é melhor expulsar e ter 150 bons praxistas do que 5 a estragar o trabalho. O que quer que "bons" queira dizer, "estragar" queira dizer e "trabalho" queira dizer...

      Quanto à tua última provocação, mais acima, sobre possíveis motivações ocultas que eu tenha e prémios que possa vir a ter em "comissões", até me ri... :D Recomendo que leias a secção "O que é?" deste blog. Mais, recomendo que leias mais artigos daqui, para perceberes de uma vez por todas que nada me move senão as boas práticas em Praxe. Quando elas não são respeitadas, seja por quem for (até pelo MCV), eu critico. Ponto. Portanto não te deixes cair em teorias da conspiração... ;)

      Eliminar
  13. As coisas mudam, o que foi em tempos não o é neste momento. E como referiu a Ana L, foi o que aconteceu naquela altura, hoje em dia nada disso funciona nesses termos, e os de agora de forma alguma têm que ser responsáveis por ocorrências de outros tempos. Relativamente a "expulsões" (se é que assim se poderá chamar), quando estas sucedem há motivos, em momento algum um praxista é desvinculado da praxe "porque sim", tudo tem uma razão de ser e quem não sabe não pode simplesmente apontar o dedo. E a quem falou anteriormente sobre uma "expulsão sem motivo" no passado ano praxista, com toda a certeza existiram motivos que levassem a essa atitude. Nada acontece por acaso. Demasiado conflito gerado por rumores do que se passa na ESEIG, de pessoas que talvez lhes fosse conveniente um pouco mais de informação antes de concluir o que quer que seja, porque sinceramente, não me parece que o Exmo. Sr. Administrador esteja a ser imparcial, posição que deveria certamente apresentar.

    ResponderEliminar
  14. Caloiro Diogo Reis adoro a forma como gostas e defendes a tua praxe, contudo acho que devias parar para pensar bem no que aqui esta a ser discutido. Que é a explusão de alguém da praxe, porque pelo que li e percebi, com ou sem motivos ninguém e repito NINGUEM, pode ser expulso. Pode ser barrado a participar em algumas actividades como punição ou serem-lhe aplicadas sançoes... Agora expluso não, a menos que a pessoa se queira desvincular da praxe a que pertence, mas isso já é outro assunto.
    Não digo que a praxe da Eseig seja a pior que existe como fazem parecer, mas como muitas praxes tem as suas falhas e se ninguém se manifestar não vão ser corrigidas. Penso que irão compartilhar da mesma ideia que eu.

    Saudações Praxistas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É exactamente isso que está a ser discutido e que importa discutir.
      Nunca aqui foi dito que praxe A ou praxe B é a pior que existe, até porque esse debate nunca leva a lado nenhum de tão relativo que é. O que ocorreu na ESEIG, como já ocorreu noutras Casas da Academia, noutras situações, foi uma situação que não tem fundamento praxístico e que deve ser assinalada, na esperança de que ou seja corrigida ou, pelo menos, nunca mais repetida.

      Eliminar
  15. Boa Tarde

    Sou um antigo Caloiro da ESEIG que chegou a Veterano e finalmente Licenciado após 6 anos naquela casa, que esteve ligado a associação de estudantes e a Tuna Académica, que fez parte dos primeiros Caloiros que foram a Noite Negra na História da ESEIG.

    Não quero ofender os Caloiros que lá andam este ano, mas um Caloiro por mais asneiras que faça, por mais que desrespeite os "Doutores" nunca pode ser expulso, pode sofrer uma praxe mais dura quer física ou psicológica, que o pode levar a desistir mas nenhum "Doutor" o pode expulsar.

    As recordações que guardo do meu ano são as melhores que podia guardar tivemos situações de Caloiros a desistir, tivemos Caloiros apoiados pela Comissão de Praxe pois tinham problemas quer físicos, quer psicológicos, vergonhas, ou problemas familiares, a Praxe é um meio de criar uma amizade que dure até ao fim da Vida Académica e depois dela. Todos dirão que o ano deles foi o melhor pois foi o ano em que viveram mais experiências em que conheceram pessoas de todos os lados e personalidades, mas o que conheço da ESEIG de ano para ano foi piorando quando certas pessoas começaram a tentar subir na cadeia hierárquica praxista.

    Caloiro Diogo Reis desde que te encontras na ESEIG foi te dado uma copia do Código de Praxe ou apenas te foi dito o que podias ou não fazer?

    É bonito estares a defender a tua casa que continua a ser minha também, mas neste momento o que tu achas não corresponde exactamente ao que está correcto, podes achar que foi bem feito os teus colegas Caloiros terem sido "expulsos" como foi anunciado, mas não foi, o correcto teria sido eles a desistir da praxe e declararem-se anti-praxe isso sim seria o correcto.

    A ESEIG foi dada como exemplo nesta situação mas acredito que não foi um ataque pessoal, apenas um exemplo recente da triste situação que acontece na varias Casas da Academia.

    Nenhuma Casa é perfeita...

    Saudações a todos os Praxistas que lêem este Blog e aos que o criaram

    namnori

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sou antigo aluno da ESEIG e só nao cheguei a trajar porque desisti da faculdade muito pouco antes disso por não conseguir pagar mais os estudos. Sinceramente passei por muita coisa desde que entrei para essa faculdade e não podia pedir melhor praxe que esta, era uma praxe muito unida e unica, mas vi coisas que achei mal, e vi caloiros que não passaram na praxe, mas que mereciam. O que mais me espantou foi ver um caloiro que nada fez à comissão e sei que ele próprio adorava ter passado à praxe e ter trajado, mas foi expulso e nem se soube porque. Pelos olhos de quem estava de fora mais pareceu que a comissão não ia com a cara dele. Epa eu sei que vai haver imensa gente a defender isto e aquilo, eu compreendo, mas secalhar não lhes aconteceu a eles ou a alguém próximo , trajaram e adoram aquilo, eu também adorava, mas foi o que vi e sei que foi injusto. Cumprimentos
      ps. e devem entender que usei nome falso, pois se soubessem o meu nome, nao tenho dúvidas que estariam neste momento na faculdade a lamuriar o meu nome.

      Eliminar
  16. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Por estes lados não há problema. Aqui não se expulsa ninguém por isso. :)

      Eliminar
    2. Deve ser uma versão actualizada do código em que a praxe não tem hierarquia. Não estou de nenhuma forma a criticar uma ou outra casa da mui nobre Academia do Porto mas custa-me ver que a praxe deixou de ter o seu espírito de: Dura praxis sed praxis, assente nos pilares fundamentais da solidariedade e hierarquia para se tornar numa actividade de diversão, passando a apenas existir praxe de "gozo". Digo de experiência, foi nos momentos mais difíceis que aprendi mais e que de facto ajudou a cimentar os laços de união e confiança para com os meus colegas.

      Eliminar
  17. Avé a todos os praxistas,

    Como é possível que um caloiro com já praticamente um ano de praxe responder assim a alguém que penso que estará num grau hierárquico superior:"La por eu ser caloiro nao se julgue mais do que eu porque tive um ano em que aprendi muito mesmo" huuuum, parece-me que nem os princípios básicos da doutrina aprendeu.

    Saudações a todos os praxistas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Parece-me que tiveste um comentário infeliz. Aqui não se estão a mencionar os graus hierárquicos nem a fazer uso deles. Estamos sim a discutir um assunto praxista sem necessidade de ofender alguém nem a casa de alguém.

      Cumprimentos,

      Juizinho

      Eliminar
    2. seria mais correcto, sr.administrador e não daria tantos problemas se não tivessem mensionado a casa ESEIG, devendo tê-lo falado na passiva. Eu sou terceiranista da nobre casa ESEIG e pelo que tenho visto durante este três anos,não foi correto expulsarem pessoas da actividade praxistica, principalmente no julgamento, pois ja passaram por muito, para chegarem ali. mas para chegarem ali, foram-lhes dadas a muitos deles oportunidades e avisos, mas que estes a ignoraram. o que fazer? querem que já doutores trajados continuem a fazer o mesmo? eles não proibem o uso de traje por anti-praxistas, não sei se alguns anos atrás o era, mas o que importa é neste momento. e não os impedem de ir as actividades académicas, apenas não o podem participar activamente.

      Eliminar
    3. Mas acha tambem justo para aqueles que acompanharam a praxe e fizeram tudo de acordo com o código de praxe, verem eles passarem como se não tivessem acontecido nada, apenas tendo uma pena muito grave. eu não gostaria, pois eu não fiz nada de muito grave comparado com alguns dos meus colegas, apenas por não ir algumas vezes a praxe,e por raramente conseguir as noites académicas, pois os meus pais não gostavam k eu fosse a noite, e tambem se deve muito por não ter transporte, pois morava longe e á noite não há autocarros, isso é que é injusto, tive a pena de muito grave, consegui aguentar bem.

      Eliminar
  18. É com algum pesar que observei este crítica lamentável que recorreu de bases meramente especulativas e talvez de fontes não muito fidedignas, pois por mais que se afirme que houve cruzamento de informações, quem elaborou esta infelicidade de crónica esqueceu-se de averiguar com respectivo afinco,pois certamente não consultou a maioria praxista presente na ESEIG.

    Logo torna-se muito facilitada a tarefa de se manter textualmente coerente e de se poder generalizar aquilo que inicialmente parece uma critica a um único e determinado ponto. Começo então por dizer que o trabalho realizado que se encontra gramaticalmente bem camuflado, é ofensivo, carregado de imaturidade de alguém que deixou muito facilmente transparecer toda a sua frustração. Já para não falar que constitui uma autêntica falta de respeito para com todo o esforço e dedicação levado por todos os praxistas que frequentam a ESEIG.

    Caro administrador é muito simples difamar quando só tivemos acesso a uma alegada e anónima versão e nos recusámos, ou por ócio ou por falta de valores éticos, a nos inteirarmos devidamente sobre o que realmente se passa.
    Quem o informou exacerbou bastante, chegando mesmo a mentir sobre determinados aspectos o que só revela uma fonte desesperada a cravar por atenção. Nunca em momento algum foi referido na ESEIG em actividade praxista ou não, que o traje académico seria privado caso não se finalizasse o respectivo ano de caloiro, logo aí demonstra falta de vontade do autor em apurar a verdade. A praxe na ESEIG nunca é abordada como um curso, pretende-se sim lidar da melhor maneira com uma enorme multiplicidade de personalidades, já que não se faz um estruturação de caloiros por cursos, como em algumas casas. Logo apesar de pequeno, acredite meu caro que nos ofendeu a todos nós por se ter revelado tão displicente nas suas palavras. De militância não há nada, havendo até algum à vontade para se crescer prosperamente, agora é evidente que é necessário corresponder positivamente ao que é proporcionado porque apesar de tudo se esta tradição quer perdurar na conjuntura caótica de valores que se vive há que primar pela qualidade do que propriamente pela quantidade. Todavia uma coisa é certa, toda a comunidade praxista de todas as casas pode e deve orgulhar-se dos valores transmitidos e devidamente solidificados pelos respectivos responsáveis na ESEIG. É lamentável a crítica feita que só demonstra uma visão de olhos alheios totalmente ignorantes à beleza e à seriedade com que a praxe é tratada.

    Apelo agora ao autor para não me censurar, à semelhança de comentários anteriores tendo em conta que tem de se demonstrar receptivo a qualquer opinião, a não ser que isto seja um blog sob um regime fascizóide.

    Não pretendo alongar-me muito mais, porque baseando-me numa máxima que rege bastante o meu percurso e as minhas atitudes, sinto que é bastante improvável que se consiga combater semelhante relutância e má informação.

    Um conselho para eventuais difamações, conheça e informe-se, não se deixe levar por casos pontuais dos quais nem sabe a totalidade. Tem bastante potencial e felicito-o pela versatilidade de vocabulário, mas perdeu muito com este texto onde só demonstrou imaturidade e ignorância.
    Que toda a comunidade praxista da ESEIG o saiba desculpar de semelhante atrocidade refigida.

    Saudações académicas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Parabéns pelo belo texto que falha em refutar o que quer que seja que está aqui a ser debatido. Fica pelo insulto fácil, o que é de lamentar dado que te julgo capaz de melhor, pelo menos julgando pela qualidade do teu estilo de escrita.

      Alguns pontos:

      1) Acusas que tudo o que aqui digo é, ou mentira ou exagerado. Terás de explicar como há mais gente (caloiros, antigos caloiros, doutores e antigos doutores) que confirma que de facto se expulsam pessoas da praxe (já nem falo das ameaças do não poder trajar). Estão a inventar, também? E se não, qual o teu fundamento praxístico para justificar este tipo de expulsões em Praxe? Ficou sem se saber. Dizes que são difamações, e ficas-te por aí.

      2) Quanto à praxe da ESEIG, tentas refutar que seja encarada como um curso e com regras de frequência. Tudo bem. Negas que haja controlo de presenças de caloiros nas praxes? Negas que as presenças influenciam julgamentos futuros que decidem quem "vai passar"?

      3) Apelas para eu não te censurar, como já terei censurado outros segundo dizes. Quem é que censurei? Todos os comentários têm sido aceites e, aqueles que aparecem como apagados, foram apagados pelos seus próprios autores (e uns deles para grande pena minha, tal era o "enterranço" manifestado neles).

      Saudações

      Eliminar
  19. Como actual aluno da ESEIG, acredito que devo dar a minha opinião em relação a este assunto.
    Devo no entanto, dizer que não sou praxista por opção, por não me ter identificado com a forma com que eram dadas as praxes, no fundo senti simplesmente que a comissão de praxe não tinha nada para me transmitir. Que era simplesmente encher e ouvir os doutores gritar como nós eramos uns caloiros burros. Tirando a semana de recepção ao caloiro a verdade é que houve muita falta de imaginação aos doutores em colocar os caloiros a fazer algo mais do que encher.
    Para além de tudo isto devo ainda dizer que no meu pouco (mas algum) tempo na praxe assisti a algumas das situações acima referidas. Não digo que sejam correctas ou incorrectas para o código de praxe mas foram incorrectas para a minha avaliação pessoal. Situações que envoveram expulsões que do meu ponto de vista foram injustas, expulsões que se baseavam com o facto de o caloiro dizer que a escola estava acima da praxe, sendo este de seguida convidado a abandonar o ambiente praxista. Para além disso lembro-me de repetidamente ouvir os meus doutores de praxe dizer várias vezes que só poderia usar traje dentro da universidade quem passasse na praxe.
    Para terminar em beleza, no final do ano tive colegas meus que foram à praxe e participaram em todas as actividades (cortejo, noite negra,...), no entanto não tinham o seu passaporte assinado pela comissão que comprovava a sua presença e após um ano de sofrimento e entrega...chumbaram!
    Outra coisa que nunca percebi...não era suposto o julgamento fazer o caloiro "pagar" pelo seu incumprimento durante o ano? Isto é, se um caloiro foi a todas as praxes e se comportou devidamente, não era suposto não ter julgamento? E um que raramente apareceu teria um julgamento pesado e se se sujeitasse a todo o julgamento passaria?

    Tudo isto é apenas a minha modesta opinião e tenho a certeza que alguém virá aqui dizer que por eu não ter feito a praxe que não sei de nada...e eu não vou negar, eu desisti por vontade própria e os que acabaram a praxe certamente podem dar uma opiniao mais reforçada que a minha, no entanto esta é a minha vivência na praxe e espero que a respeitem.

    Apesar de tudo, e de eu desgostar da actividade praxista, devo dizer que tive colegas que me diseram que adoraram e que se podessem fariam de novo no ano a seguir.

    Continuação de um bom dia para todos...

    ResponderEliminar
  20. Olá muito boa tarde.


    Tenho vindo a acompanhar esta notícia e não querendo atacar ninguém antes pelo contrário. Queria simplesmente dar o meu ponto de vista sobre a matéria.
    Tendo em conta que ainda sou caloira desta casa e que apesar do fantástico e inesquecível ano que vivi e que na certa continuarei vivendo com os meus colegas de praxe.
    Só queria salientar que não foi de bom caracter da parte do administrador manchar o nome da praxe da nossa casa quando há outras faculdades a cometer o mesmo erro e estas nem foram referidas.
    Sei que sou caloira e que ainda tenho muito para aprender e mesmo como doutora espero nunca cometer o erro de dizer que sei tudo, porque estaria a mentir.
    Não vejam o meu comentário como um ataque, não é esse o meu objectivo. Sei que não somos perfeitos, mas também ninguém o é.
    Como somos uma escola pequena os nossos doutores esforçam-se para que não sejamos ainda mais pequenos, transformando aquilo que pode ser um grupo grande e unido em vários grupos dispersos numa escola que já é pequena quando comparada as grandes faculdades (em termos de estrutura e de numero de alunos). O trabalho dos nossos doutores nem sempre é facilitado, nem visto com bons olhos, mas num grupo de caloiros há muitas personalidades diferentes e transformar cada uma delas num todo, se assim posso dizer, é difícil tal como deve ser do conhecimento de todos vos.
    No caso dos meus colegas caloiros penso que eles nunca quiseram atacar ninguém mas como vivem a nossa praxe com tamanha paixão exaltaram-se ao verem alguém a difamar algo que tanto amam (penso que a situação seria semelhante aconteceria para qualquer que fosse a casa aqui relatada).
    Quanto aos assuntos em questão sei que não é certo a expulsão mas em parte tudo o que vivemos prepara-nos para a vida. Por pior que seja as situações vividas temos que aprender com os erros, a nossa vida futura não será sempre como queremos e na ESEIG ensinam-nos a lutar e a nunca desistir de acreditar que vamos conseguir alcançar os nossos objectivos. Tentei colocar-me na situação de ser expulsa da praxe e custou-me sentir tal perda, tento em conta que neste ano abdiquei de muita coisa, pelo aquilo que optei por chamar de ‘amor ao macacão!’ ;D sei de algumas razões que levaram à expulsão dos meus colegas e quanto a isso não me vou prenunciar pois acho que ninguém pode apontar o dedo a ninguém, acho que tanto pecam os doutores como os caloiros... (mas sobre isto a muito que se pode discutir.)
    E para concluir e falando do outro tema que veio à discussão desde que entrei na ESEIG nunca me disseram que não podia trajar mesmo que não fosse à praxe, (conheço inclusivamente pessoas que desistiram da praxe mas quando lhes apetece trajam, é claro que não sentem o mesmo que os outros sentem em relação ao traje… ) tendo em conta que a princípio eu não queria ser praxista e que entrei na praxe com o intuito de experimentar coisas novas e diferentes :D (e também para num futuro próximo não olhar para trás e arrepender-me daquilo que não fiz), sinceramente agora não me consigo imaginar sem a praxe.


    Não tendo mais a salientar e como acho que o meu discurso já vai longo despeço-me com os melhores comprimentos (e lamentando o facto de ainda não ter conseguido entrar no novo acordo ortográfico. :P)

    ETANIRA.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Minha cara,

      Não queres insultar nem atacar, mas o que é considerar que eu tenho falta de carácter? :) Adiante.

      Eu não manchei nome de nenhuma Casa e de nenhuma praxe. São as pessoas que cometem erros graves em praxe que mancham o nome, não só da praxe da sua Casa, mas de toda uma Academia. A tua não foi a única, é certo. Há uns bons anos atrás foi a ESAD, e tive precisamente a mesma atitude. Há menos tempo atrás, foi a FEUP, e tive precisamente a mesma atitude. Não há aqui "filhos e enteados". É tudo tratado por igual.

      Mais uma vez, o que aqui está em causa, para que percebas, é a ilegalidade praxística de certas ocorrências. A nota foi feita. Há quem perceba, e reflicta, há quem não compreenda e queira debater melhor o assunto, e há quem se ofenda e decida reagir atacando o autor do reparo. São opções.

      Quanto ao não entrares no novo acordo ortográfico, da minha parte, só te tenho a parabenizar por isso! ;)

      Cumprimentos

      Eliminar
    2. Meu caro, nunca o quis insultar muito menos atacar simplesmente aquilo que pretendi foi alerta-lo para a sua maneira de agir perante a situação, na minha opinião, (mas isto é só a minha opinião) dá a entender que tenta que as pessoa se sintam injuriadas e assim a publicação se torne mais 'popular' (não sei se é bem este o termo que devo utilizar). Bom, mas mudando de assunto.

      Sei, ou pelo menos tento acreditar que a sua intensão nunca foi manchar o nome. Mas o facto é que de uma maneira ou outra acabou de certa forma fazendo-o. O tipo de notícia que deveria ter publicado deveria ter começado "Como tenho vindo a acompanhar, as faculdades... E a ESEIG …" ou "Tal como noutras escolas/ faculdades/ universidades (como quiser chamar) a ESEIG também demonstrou um comportamento...", não sei se me estou a fazer entender. Pois por melhor que tenham sido as suas intensões ao escrever como titulo "Mau exemplo da ESEIG" mesmo sabendo que não foi só a ESEIG a dar esse "mau exemplo" (como o queira chamar) é deveras lamentável pois quem lê a noticia e não conhece a nossa a escola já fica a pensar mal dela, logo mesmo sem querer, mancha o nome da nossa ESEIG.

      Tento só alerta-lo para ter mais cuidado no futuro e não, não o estou a atacar. simplesmente estou a fazer-lhe uma critica construtiva.

      Quanto as ultimas palavras, eu percebi muito bem até, o que aqui se encontra em causa. Mas agora diga-me lá o que faria neste exemplo que terá por base umas declarações realizadas acima, (mais concretamente em: “Eduardo Apr 26, 2012 03:10 PM”), que fala sobre a constituição, poder e hierarquia muito resumidamente. Então o meu exemplo é o seguinte imagine-se na condição da pessoa mais poderosa, tendo em conta as circunstancias, como é claro, a que faz as lei e revê as constituições... E a ESEIG é uma das freguesias do seu país, os caloiros como cidadãos dessa freguesia e os doutores como seus colegas, e como é óbvio tem que fazer cumprir as suas regras.

      E agora imagina um cidadão normalíssimo que a determinada altura começa a profana-lo e a desrespeitar todas as suas regras. Mais concretamente, uma das suas regras era não roubar, contudo esta personagem roubava sempre e a cada dia mais. Como agiria?? Provavelmente a iria puni-lo. E se ele continua-se a desrespeita-lo??

      Bom este foi um exemplo um tanto ou quanto exagerado como é óbvio. Não estou dizendo que esteja errado, concordo ;) que a expulsão seja o último recurso mas mesmo depois de tantos avisos... E digo e repito não o estou a tentar atacar, simplesmente não tente trocar ou desdobrar tudo o que lhe estou tentando transmitir para uma forma que se sinta ameaçado, falo-lhe com as melhores intensões. :)

      Cumprimentos e espero ter sido mais claro. :D
      ETANIRA

      Eliminar
    3. Cara Etanira, (podes deixar de me tratar na 3ª pessoa)

      Não me senti atacado. Tive a perfeita noção de que te expressaste mal e apenas quis deixar claro que quando alguém diz a alguém que tem falta de carácter sujeita-se a que tal seja considerado um ataque pessoal. Só isso.

      Quanto à pergunta/exemplo que deste: muito simplesmente, um cidadão, por mais que prevarique contra a Lei, nunca poderá deixar de ser considerado cidadão. Não pode ser expulso do país ou ver os seus direitos de cidadão revogados. Fiz-me entender?

      Cumprimentos

      Eliminar
    4. Eu adoro St.º Tirso. Que fique claro.

      Mas se o nosso cidadão de St.º Tirso continua a colar cartazes na fachada da Câmara quando sabe perfeitamente que isso é proibido, ser-lhe-á aplicada a sanção prevista no Código Municipal - suponhamos, uma multa de 100 Euros. À segunda, uma multa de 200, e por aí fora. Suponhamos que o limite é 1.000 Euros.

      Há uma coisa chamada tribunais. Os sucessivos desrespeitos são sucessivamente punidos com penas cada vez mais severas, até à pena de prisão, se necessário for.

      A pena de prisão é de 2 anos. O fulano volta a sair e volta a colar um cartaz na fachada da Câmara. Vai mais 2 anos de cana. E irá 2 anos de cada vez que sair e colar um cartaz na fachada da Câmara ou noutro lado qualquer que seja proibido.

      O que não se lhe pode dizer é: "A partir de hoje, estás proibido de morar em St.º Tirso."

      Se a ofensa é de Praxe, aplicam-se sanções. Se são do foro pessoal, anda-se à lambada.

      É fácil.

      Mas eu percebi a sua alusão à "pessoa mais importante" :) Bem me queria parecer...

      Eliminar
    5. Caro Administrador, (Trato-o na 3ª pessoa pois na nossa praxe ensinam-nos a mostrar respeito pelos doutores das outras casas... Mais um dos ideais que orgulha a nossa ESEIG. :D)

      Lamento que tenha considerado um ataque pessoal.

      Bem, então resumindo, no seu pais os ladrões andariam a solta?? Bom conheço um grupo de pessoas que gostariam de ir para o seu país.:D Eu perguntava-lhe que pena o senhor aplicaria?

      Atenciosamente.

      Eliminar
    6. Ah sim? Isso é respeito? A mim ensinaram-me a mostrar respeito por toda a gente, seja ou não doutor na praxe. Isso não quer dizer que trate as pessoas todas que respeito na 3ª pessoa. É mais uma parvoíce.

      Quanto à pergunta que fazes, remeto-te para a excelente resposta (mesmo em cima do teu comentário) do Eduardo. Assim escuso de duplicar. :)

      Cumprimentos

      Eliminar
    7. Sim. Falei no caso dos doutores de outras casas como podia ter falado de uma pessoa quem nem praxista seja. O senhor tem muito jeito para virar de cabeça para baixo tudo o que se tenha explicar.

      Desculpa-me Eduardo nem me tinha apercebido do teu comentário. Mas gostaria de saber qual seria a resposta que o Sr. Administrador daria se não tivesses respondido. :D Bem para finalizar espero que tenha aprendido alguma coisa hoje senhor Administrador.

      E assim me despeço.

      Cumprimentos ETANIRA

      ps. tente informar-se um pouco melhor para a próxima para conseguir ter argumentos mais consistentes. E nunca se esqueça jámais julgue uma escola pelo seu tamanho, porque poderemos ser mais fortes e unidos que aquilo que julga.. :)

      Eliminar
    8. Não percebeste o que te quis dizer. Onde eu queria chegar é: não respeitas os teus colegas caloiros como pessoas? não respeitas o teu irmão mais velho ou o teu primo? Claro que respeitas, penso eu. :) Não é por isso que os tratas na 3ª pessoa... Ou seja, o que queria provar é que o facto de se tratar alguém na 3ª pessoa não é nenhum sinal de respeito! Pode ser e pode não ser. Pode-se, aliás, desrespeitar muito bem alguém, continuando o trato pessoal na 3ª pessoa. :) Não estava a virar nada de cabeça para baixo. Era um exemplo para provar o ridículo da pseudo-tradição de tratar os doutores na 3ª pessoa. Mais nada.

      A minha resposta ia ser praticamente a mesma, Etanira. Para isso remeto-te para a resposta que já te tinha dado anteriormente (em cima do comentário do Eduardo) e que a repito:

      "um cidadão, por mais que prevarique contra a Lei, nunca poderá deixar de ser considerado cidadão. Não pode ser expulso do país ou ver os seus direitos de cidadão revogados. Fiz-me entender?"

      Cumprimentos

      Eliminar
    9. Cara Etanira:

      isso de "pessoa mais importante", que faz as leis, etc.

      Sabes? isso é uma coisa muuuuuuuuuuuito relativa...

      Eu fui Dux, a meu tempo. Fui o Dux da maior faculdade de Portugal em número absoluto de alunos. Achas que alguma vez senti que era mais do que os outros?...

      Fui Dux sem nunca ter sido praxado! - porque quando entrei não havia praxe organizada e institucionalizada - nem na minha Faculdade nem na academia do Porto.

      Ajudei com outros colegas a institucionalizá-la, a erguê-la, a implantá-la, a fazer com que fosse bem aceite por todos - professores, funcionários, associação de estudantes, reitoria... Fizemos o que pudemos - estudando, pesquisando, discutindo, debatendo, lendo - vivendo. Para a nossa associação de estudantes, o traje académico era um símbolo fascista...

      Tudo o que fizemos foi bem feito? Não. Mas tivemos sempre o cuidado de procurar aprender com os erros.

      Nunca achei que por ser Dux era mais do que os outros - ou que a Praxe era minha - e muito menos que era "a pessoa mais importante" na minha faculdade.

      Se queres que te diga, um dos problemas da Praxe é que há pessoas que pensam mesmo que são as mais importantes - e há muitas pessoas que acreditam que essas pessoas são muito importantes... Ou seja, há quem se ache, e há quem acredite.

      O Magalhães Lemos está cheio de pessoas que estão convencidas de que são o Napoleão...

      Há pessoas em Praxe que acham mesmo que são importantes - que são o "Presidente da Junta" lá do sítio e que por isso as pessoas todas têm de se curvar à sua passagem. E depois há pessoas com uma vaidade tão grande que à mínima coisa ficam logo ofendidas e a achar que lhes faltaram ao respeito... Ui... se há...

      Não digo que seja o caso do vosso Dux, pois não o conheço. Mas que há indivíduos que têm um ego do tamanho do mundo... lá isso há. E quando esses são dux... ui...

      Espero que não seja o vosso caso.

      Cumprimentos,

      Eduardo

      Eliminar
    10. Grande Eduardo,

      sem querer bajular, só te quero dizer que qualquer intervenção tua enriquece o debate. Gostava de ter mais ex-DUX por aqui a comentar e a dizer de sua justiça. Aliás, penso que esse tem sido um dos grandes problemas da Praxe Académica actual... As antigas vozes são poucas e, com isso, muita experiência e, acrescento eu, sensatez, se perde.

      Um grande abraço

      Eliminar
  21. Não me vou prolongar muito mais, pois sei muito bem o ciclo vicioso que se forma nesta incessante contra-argumentação.
    Não pretendi ofender, os recursos estilísticos por mim utilizados apenas se deveram à igual utilização por parte do autor.

    O autor redigiu este infame texto numa crítica bastante pessoal, quando podia ter abordado de outra maneira bem mais eficaz, se realmente fosse um debate o seu derradeiro objectivo. Tudo leva a crer que estas situações são frequentes, verificando-se mesmo essa regularidade nas respostas defensivas dadas pelo autor. Portanto este espaço não serve para se debater, não é possível devido à maneira como são redigidas as crónicas, fortemente carregadas de acusações, este espaço serve sim para se criticar e rebaixar determinadas casas e isso é deplorável.

    Não diga que pretende combater e tornar visíveis eventuais ilegalidades paxísticas, pois não podia ser mais falso, se assim o fosse não tinha redigido um texto desses que ofendeu honrosos praxistas. Aborde os pontos em que realmente se quer focar e não generalize, abrangido a crítica para o todo (que foi o que fez) toda esta discussão era evitável e dispensável, os comentários do Diogo Reis, que apesar de falta de engenho, espelham bem a indignação que a ousadia das suas palavras levantou!

    Há que se rever os propósitos deste espaço, pois acho que se encontram seriamente comprometidos (isto tendo em conta que vi a secção "o que é?").

    Teóricos já há muitos, se realmente o Praxe – Porto tem tentado primar por uma intervenção e análise imparcial e íntegra, apelando sempre ao bom senso e à boa praxis, então é bom que não haja tanta liberdade na escrita e que se analise imparcialmente, repito, imparcialmente.
    Mais seriedade e rigor.

    Saudações

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Fica mais uma vez plasmado que não pretende debater. Não apresenta dados, não apresenta razões, não refuta argumentos, não responde ao que lhe pergunto.

      Sendo assim, como é óbvio, o ciclo da conversa será vicioso.

      Cumprimentos

      Eliminar
    2. Acho que não te poderias ter expressado melhor.

      Os meus mais sinceros parabéns, Gonçalo Dias. :D

      Eliminar
    3. Sim, a "incessante contra-argumentação" do Gonçalo é fantástica. É daquele tipo de contra-argumentação que não responde quando pergunto se

      a) Houveram, ou não, expulsões da praxe da ESEIG?
      b) Se sim, as expulsões são legítimas em praxe?

      e se limita a dizer que sou parcial (onde? como?) e que me limito a "ofender honrosos praxistas" (onde? como?) sem nunca responder ao conteúdo do artigo que é: - é ou não legítimo, em praxe, expulsar alguém?

      Fica por responder.

      Eliminar
    4. a) Resposta: No que diz respeito às expulsões da praxe, eu e a asd já falámos que isso aconteceu. O caso que a asd descreveu não foi tão grave como o que eu relatei, mas nem por isso deixa de ser preocupante.

      b) Resposta: Não.

      E sinceramente nao entendo o motivo de tanto ataque ao autor do post. Eu também fiz praxe, adorei ser caloira e defendo as cores da minha casa. Porém, não é por isso que não critico comportamentos praxistas que foram incorrectos. Há que ser justo, há comportamentos na praxe inconcebíveis.

      Eliminar
    5. Obrigado Ana L.,

      Haja quem responda a perguntas. Temo é que ainda as considerem como personagens fictícias ou, quiçá, comprometidas com alguma conspiração oculta para denegrir (como se fosse isso que aqui se estivesse a fazer) o bom nome da ESEIG... Enfim, não há paciência.

      Também não percebo o motivo para tanto ataque pessoal, mas já estava a contar com isto. Aconteceu exactamente o mesmo quando teci considerações sobre ocorrências na ESAD e na FEUP. O modus operandi, por parte de alguns, é sempre o mesmo. Faltando argumentos ou, pior, não querendo sequer tentar argumentar (é isso que me entristece mais, vindo de universitários), parte-se para o ataque pessoal e para a tentativa de descredibilização do autor.

      Eliminar
  22. Boa tarde,

    Fui caloira na ESEIG e devo dizer que foi dos melhores anos da minha vida.
    Nunca fui obrigada a fazer algo que não quisesse.
    Nesse ano tive duas colegas que nunca frequentaram a praxe, sem, no entanto, se terem declarado anti-praxe.
    No final do ano quiseram trajar como qualquer outro caloiro.
    Foi-lhes permitido.
    No jantar em que pudemos, pela primeira vez e com muito orgulho, vestir o traje, também elas o puderam vestir.
    Uma delas apareceu maquilhada, unhas pintadas, etiquetas no traje e por aí fora...
    A ideia de fazer parte da praxe ao longo do ano é aprender o que é a praxe, o que se deve respeitar e o que significa.
    Não acho bem uma pessoa que nunca "deu o corpo ao manifesto" acabe por usar o traje como qualquer outro caloiro.
    A frase que mais me marcou na praxe foi "Caloiro é solidário". E somos, somos unidos, somos uma equipa, trabalhamos para o bem comum. Onde um vai, o outro também vai. Não me venham dizer que alguém que aparece no fim do ano a vestir traje vai entender o espírito.

    Impossível!


    Cumprimentos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "Não acho bem uma pessoa que nunca "deu o corpo ao manifesto" acabe por usar o traje como qualquer outro caloiro."

      Desculpa...mas a mim sempre ensinaram: o traje é académico...não praxista!!!! Tu vais para uma universidade tirar um curso...não para andar a brincar às casinhas!!!

      Respeita o traje dos que não fizeram praxe pois tem tanto valor como o teu! Afinal custou o mesmo...ou a comissão de praxe pago-te uma percentagem?

      Sinceramente...

      Eliminar
    2. Antes de mais, não fui rude com ninguém, expressei a minha opinião, por isso, peço-te que faças o mesmo.

      Fui para o ensino superior para estudar, sim.
      Não sou rica para andar aí a gastar, à toa, o dinheiro que, na altura, era dos meus pais.
      Esforcei-me para nunca deixar nada para trás e conseguir ter sucesso no curso. E consegui. Logo, o facto de ter ido à praxe, nada influencia o facto de estudar ou não, isso já vai de cada um.

      O curso, para mim, valeu o mesmo com ou sem traje.

      Já não posso dizer que os anos em que estive a estudar valeriam o mesmo se não tivesse ido à praxe.

      Fiz grandes amigos e, muitas vezes, era na praxe que esquecia os momentos difíceis que todos temos enquanto estudamos.

      Alguém que nunca foi praxado pode usar o traje à vontade, desde que perceba o que significa. (como demonstrei nos exemplos acima)
      E nunca vai perceber tão bem como quem foi a uma praxe, a uma boa praxe, claro, que, felizmente, tive a sorte de ter.

      Eliminar
  23. «Uma delas apareceu maquilhada, unhas pintadas, etiquetas no traje e por aí fora...»

    E que lhe fizeram?

    ResponderEliminar
  24. Mas será que ninguém percebe que o problema principal é basicamente ouvir alguém dizer isto: "Quanto a expulsoes: E com muita pena minha que vi os meus colegas serem expulsos, porque conhecia-os a todos, mas a verdade e que todos eles mereceram essa expulsao (...)E preferivel 150 bons praxistas, ou 5 pessoas a tentar estragar o trabalho que a muito tem sido feito pelos nossos doutores nomeadamente pela nossa comissao de praxe?" Como é possível? Se a opção por ser praxista é voluntária, a decisão de desistir de praxe só devia partir do próprio! Não quero de modo algum estar a caluniar o ESEIG, até porque estou-me a basear no que foi dito por um caloiro, mas gostaria que me explicassem com que fundamentos existem expulsões forçadas de caloiros.
    Mais uma vez repito, isto não é de nenhum modo um ataque ao ESEIG.
    Saudações

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Apenas uma correcção, é "a" ESEIG!

      Eliminar
    2. eu ontem disse nao comentar mais este artigo por achar absurdo ams caro(a) ''hoje chove'', o problema aqui nao e a minha expressao, e o artigo em questao por isso arranje la outros argumentos para se defender e tenho dito...

      Eliminar
    3. Eu não tenho que arranjar argumentos para me defender porque não é a praxe da minha Casa que está a ser colocada em questão. Aliás penso que fui correcto e não ofendi ninguém, coloquei apenas uma pergunta legítima, expliquem-me o porque de haver expulsões na vossa praxe. E como aliás volto a reafirmar, coloquei apenas uma dúvida, porque não gosto de formar opiniões sem ouvir os dois lados.

      Eliminar
  25. GOstaria de realmente dissertar algo sobre todo este assunto.

    Muito simples. Em primeiro lugar quem é este que usa o pseudónimo de administrador num site que prevê ser livre e procura tanto defender igualdade e criticar (negativamente) algumas instituições em alguns dos seu âmbitos. Poderei eu saber?

    O meu nome está escrito e o de caloiro entre "()" e quem me connhece (o grupo) sabe.

    Assunto importante:

    Desde quando é que o Sr. Administrador que tanto comenta tem em primeiro lugar algo a dizer quando apenas sabe critiar negativamente baseado em algo que nem sequer tem realmente a certeza e mais, não o viveu.

    Provavelmente até os meus caríssimos doutores vão ver este "comentário" e não tem problema, porque outrora eu disse: "Personalidade" e o meu Exc. Dux respondeu: "Nem mais".
    Acabo de fazer uma das últimas passagem que, pelo menos, na ESEIG enquanto praxe esta existem, o julgamento. Serei e serei um bom, doutor? Pelo trabalho que os meus colegas (sim, apesar de tudo são colegas os nossos caros doutores) fizeram foi um bom trabalho e de outra forma não seria de esperar, eles fazem-no de livre vontade e têm mais a perder no imediato do que a ganhar. Agora perguntam: Não tem falhas? Muitas, a meu ver. Mas sou eu que lá estou? Não.
    Agora sejamos coerentes, se há coisas que não concordo digo e explico com respeito por quem estou a falar. Não concordei com algumas passagens durante o ano, com uma REGRA ou outra da nossa praxe? Não. Por isso, estamos aqui para ir dando o nosso testemunho e tentar melhorar por cada dia que vivemos.

    Usar traje? Por favor Sr. Administrador, não se pronuncie assim. Todos devemos saber que o traje é académico, soo.. Todos o podemos comprar e usar onde bem nos apetecer. Nem preciso de dizer mais nada, penso.

    Já frequentou a tropa? Praticou algum desporto de equipa? Parece parvo o que pergunto? Não é.
    Se frequentou sabe que não interessa o que tem ou não de fazer, interessa que está incluído num grupo e o que for preciso faz-se e não de discute. Mas mais importante: Se entrei num clube tenho que o honrar os meus compromissos para com ele. É disso que se trata.

    Tem que haver compreensão da parte da comissão praxista? Tem claro. Ela existe. Porque penso que partilhamos que a praxe é algo para ser vivido enquanto estudantes, algo para nos integrar e para percebermos como é este novo mundo académico! Para conhecermos pessoas? Sim. Para conhecermos doutores, caloiros, não doutores e não caloiros.. são pessoas!

    Deixem de dar tanta importância a discussões e façam algo: Integrem-se e vivam este projecto no qual somos(Portugal) pioneiros penso.

    Sem mais nada a dizer.

    Cumprimentos solenes enquanto praxista,

    Jeová

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Jeová, boa noite, belo nome de praxe já agora! Eh eh eh

      Em primeiro lugar, não acho que seja relevante o nome com que o autor do blog assina os comentários, não é por aí que vamos atribuir credibilidade ou não ao que foi publicado. Até porque as dúvidas com que ele foi questionado, são as dúvidas de imensos alunos na ESEIG. Infelizmente.

      Em segundo lugar, não consigo ver onde é que o Luís Mateus, aka Administrador, critica negativamente a praxe da ESEIG. Já li e reli todos os comentários e não posso concordar consigo. Aliás, até devo dizer que achei que ele teve bastante cuidado ao escrever o que escreveu, precisamente para evitar ideias erradas e comentários inadequados. Aqui não se critica a praxe, comenta-se a legitimidade ou não da expulsão de caloiros. Só pode criticar a praxe da ESEIG quem a viveu, quem lá esteve presente, quem a frequentou e ninguém mais. Óbvio. Porém, não me parece, de forma alguma, que os comentários que aqui estão, sejam críticas à praxe da ESEIG – apenas relatos de episódios rídiculos de expulsões de caloiros da praxe.

      Jeová, você diz que “todos sabemos que o traje é académico”. Felizmente que o sabe! E digo felizmente, porque nem todos os seus colegas partilham da mesma opinião. Se leu o que escrevi antes, certamente perceberá por que o digo.

      Nem vou entrar em discussões de “só quem anda na praxe é que dá valor”… cada um é que sabe de si, das suas prioridades na escola e na vida, e se optam por não andar na praxe e depois usar traje, o que temos nós a ver com isso? Há alguma lei que proíba o uso de traje a essas pessoas? Eles têm o sentimento deles sobre isso e nós o nosso. Bem, mas isto já é fugir ao tema. (Isto já não era para si, mas aproveitei o lanço e deixei a minha opinião.)

      Bem, mas Jeová, porque simpatizei com o seu nome de praxe, diga-me lá de sua justiça, qual é a sua opinião sobre a expulsão de caloiros… porque sobre isso não comentou. ;)

      Eliminar
    2. "Já frequentou a tropa? Praticou algum desporto de equipa? Parece parvo o que pergunto? Não é."

      Ó caro João... mas que tem a tropa a ver com praxe ou tradições académicas??? Que têm os desportos colectivos a ver com praxe e tradições académicas?

      Não sei que ideia de praxe te andaram a vender. Se foram os teus doutores, então lamento dizer que há algo de profundamente errado na praxe da ESEIG.

      Se as ideias são tuas, então é melhor os teus doutores lerem o teu comentário e meterem-te na ordem.

      Uma coisa é a recepção ao caloiro ajudar a criar espírito de união e entreajuda entre todos, outra coisa é querer transformar a praxe numa espécie de recruta. Isso é uma parvoíce.

      Outra coisa: tu não és caloiro DA ESEIG. Tu és caloiro. Sem mais. Não és nenhum "recruta" que "assentou praça" no "regimento" da ESEIG.

      Se a tua pergunta é parva? Claro que é. És caloiro, pá :) E se algum doutor te disse isso... que Baco lhe perdoe.

      Vai lá mas é ler o Código de Praxe. Mais importante: lê um livro chamado "In Illo Tempore" de Trindade Coelho - que os doutores da ESEIG não leram, te garanto - e depois anda discutir sobre as semelhanças entre as tradições académicas e a tropa ou os desportos colectivos.

      Até lá, já sei que me vais responder que:

      as coisas são assim,
      que não tens nada que ler isto ou aquilo
      que o verdadeiro espírito académico foi o que te ensinaram,
      que manda quem pode e obedece quem deve
      que os tempos evoluem e a praxe evolui
      que o que era há uns anos agora já não é
      que...

      enfim a lista de frases feitas que costumam usar os que não percebem nada de praxe, não estão dispostos a saber, têm raiva de quem sabe.

      Espero que sejas capaz de pensar pela tua própria cabeça. Facilmente descobrirás se as tuas perguntas são ou não parvas.

      Cumprimentos

      Eduardo

      Eliminar
    3. Só dois pequenos acrescentos:

      1. antes de seres caloiro, és um ser humano - e é por isso que te desafio a pensar pela tua própria cabeça. Ao dizer que a tua pergunta era parva por seres caloiro, estava apenas a brincar contigo. Estou a "discutir" contigo enquanto pessoa, não enquanto caloiro. E como pessoa que és tens direito às tuas opiniões, ainda que mal informadas, incompletas,, ou fruto de uma versão parcelar das tradições académicas.

      2. quando escrevi "têm raiva de quem sabe [de praxe]" não estava de forma nenhuma a dizer que eu sou um desses que sabem muito. Nesse aspecto, ninguém precisa de ter raiva de mim. Nem nesse nem em nenhum outro.

      Eliminar
  26. Boa tarde, o meu nome é Eduardo e fui caloiro da eseig dois anos seguidos, uma vez que reprovei na praxe da primeira e da segunda vez, ou seja, este ano.

    No primeiro ano de caloiro mesmo tendo ficado até ao fim, comparecendo à maior parte das vezes alegaram que eu não tinha a "atitude adequada" para um caloiro da praxe, e reprovaram-me.

    Não contente com a decisão decidi inscrever-me mais um ano na praxe. No meu segundo ano lectivo não podendo comparecer à quase totalidade do segundo semestre devido ao estagio curricular do meu curso pediram para entregar um comprovativo do local onde precisamente estou a estagiar e assim fiz, no entanto, aquando das confissões fizeram variadas perguntas sem realmente dar importância ao tema "estágio" e a pergunta que mais me fizeram foi: "o que é que achas que fizeste de bom este ano para passar uma vez que não passaste o ano anterior?"

    Penso que não é justo não passar pessoas simplesmente porque não vão com a cara delas.

    Não irei me inscrever novamente na praxe desta escola, contudo irei vestir o meu traje sabendo que não fui aprovado pela comissão de praxe e mantenho a minha consciência tranquila mesmo sabendo que ouvirei muitas criticas e me olharão de lado, mas o direito ao uso do meu traje ninguém me tira.

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Este post é um verdadeiro tratado!

      "Fui caloiro dois anos seguidos" ?

      "Inscrevi-me na Praxe"? "Não me irei inscrever novamente na praxe desta escola"?

      Meu caro Eduardo: explica-me lá estas coisas... Como é isso de ser caloiro dois anos seguidos e como se processam as inscrições na praxe?...

      A sério, estou mesmo curioso.

      Eliminar
    2. Para frequentares a praxe na ESEIG tens de te ir inscrever no inicio do ano caso contrario nao pertences a esta. E depois de inscrito e sendo caloiro se fores expulso ou reprovado no ano seguinte se quiseres voltar a fazer parte da praxe tens de te ir inscrever novamente, pelo menos foi o que me chegou aos ouvidos por alguém que frequenta a praxe de lá.
      Satisfeita a curiosidade?

      Eliminar
    3. Obrigado pela resposta, JM.

      A minha curiosidade ainda não está completamente satisfeita. Só mais um bocadinho de paciência, se puder ser.

      Qual é o artigo do Código da Praxe do Porto que sustenta esse regime de frequência, inscrições e reprovações?

      E, já agora, na tua faculdade/instituto/escola também é assim?

      Espero não estar a abusar da tua paciência...

      Cumprimentos,

      Eduardo

      Eliminar
    4. Caro Eduardo
      Já ta na altura de estares calado não achas?
      O que se faz na nossa casa ou se deixa de fazer a nós nos diz respeito.
      Se tens assim tantas duvidas consulta o nosso código de Praxe, em vez de fazeres perguntas. Pois além desta palhaçada toda, que não tem outro nome, dá-me a sensação que apenas vens para aqui para alimentar mais esta vergonha. Faz um favor a ti próprio e fica calado

      Eliminar
    5. Canas,

      Aqui existe liberdade de opinião, liberdade de se fazerem as perguntas que se quiser e liberdade de se responder ou não, desde que tudo se processe dentro dos conformes da educação e do respeito.

      Essa intervenção roça o limite do que é o respeito (e logo a uma pessoa cujo percurso e experiência merecem outro tipo de respeito da tua parte) e não serão toleradas repetições desse comportamento.

      Quem fala ou deixa de falar não tem nada que ver contigo, por isso remete-te ao teu lugar e, se não tens nada de construtivo para dizer, abstém-te de provocar e desrespeitar pessoas que estão interessadas em debater e conversar.

      Cumprimentos

      Eliminar
    6. Caro canas:

      não, não acho que está na altura de estar calado.

      O que se faz na vossa casa só a vós diz respeito. O que se passa cá fora - nomeadamente neste fórum - só diz respeito ao proprietário/moderador do mesmo. Na tua casa mandas tu. Neste fórum, não.

      Incomoda-te mesmo pensar - e incomoda-te ainda mais que os outros pensem. Então se os caloiros começarem a pensar - ui... que perigo. Pode ser que descubram coisas que não te interessam, não é isso, "caro" canas?

      Ou então tu é que tens medo de descobrir que o "Código de Praxe" da tua escola não ponta por onde se lhe pegue.

      Da Praxe da ESEIG, de facto não percebo nada.

      Da Praxe e das Tradições Académicas, ainda percebo alguma coisa. Pouco, mas percebo.

      Não me leves a mal eu querer saber algo que desconheço. Se as minhas perguntas te incomodam, tem paciência. Aliás, tens um bom remédio: faz um favor a ti próprio e não as leias.

      Vergonha, dizes bem. E tens toda a razão para te sentir envergonhado de querer cortar aos outros a liberdade de pensar.

      Eu bem te avisei, João "Jeová", que as respostas iam ser estas... Estou a ver que se não quiseres ser reprovado na Praxe não penses pela tua própria cabeça.

      E já percebi pela resposta do canas que a praxe da ESEIG nada tem que ver com a Praxe do Porto.

      Era o que já se sabia, mas obrigado pela confirmação.

      A minha curiosidade ficou, "caro" canas, completamente satisfeita e as minhas dúvidas completamente esclarecidas: isso de inscrições, frequências e reprovações é tudo invenção interna da ESEIG e não tem qualquer apoio na Tradição Académica.

      Fica o esclarecimento, com os meus agradecimentos.

      Cumprimentos,

      Eduardo

      Eliminar
    7. é como digo, confesso que nunca li o codigo de praxe a fundo e desconhecia as regras , mas o que é certo é que isso aconteceu. Nao sei se é legal ou não.

      Eliminar
    8. Meu caro homónimo:

      o código está lá em cima, entre "Manifesto" e "Livro de Visitas".

      Lê, meu caro. Lê. E nem é preciso ler muito a fundo.

      Depois lê o código lá da ESEIG.

      Depois entretém-te a descobrir as diferenças.

      Lê. Pensa pela tua própria cabeça. Tira as tuas próprias conclusões.

      Cumprimentos,

      Eduardo

      Eliminar
  27. sinceramente quem escreveu isto não sabe metade do que está a falar.Agradecia que tirassem isto daqui porque estão a manchar o nome de uma casa,baseados apenas na opinião de uma pessoa.

    ResponderEliminar
  28. Eu sei do que estou a falar.
    Confirmo a afirmação de JM, cujo refere que se um caloiro reprovar ou for expulso terá no próximo ano lectivo de efectuar um nova de inscrição, como caloiro, para poder participar nas actividades praxistas.
    Isto é um facto que se assiste na minha Casa e o qual ninguém o pode contradizer, pois conheci colegas como o meu amigo Eduardo que já lá vai no segundo ou até terceiro ano de caloiro.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigado, Caro Daniel Faria:

      parabéns pela coragem - sim, porque ao que se vai lendo aí mais acima, com pessoas a mandar calar quem pensa, é preciso coragem.

      Vê lá se os Adamastores lá da ESEIG te reprovam ou te expulsam da praxe, por vires aqui dar o teu testemunho de Homem livre e com "eles" no sítio.

      "que já vai no segundo ou terceiro ano de caloiro"... Isto é verdadeiramente notável.

      Só gostava de saber é como é que isto se justifica.

      Eliminar
    2. Ao nível de Código da Praxe e, como se isso não chegasse, ao nível do que é tradicional e foi sendo transmitido oralmente (pelo menos a mim ainda chegou), não há qualquer tipo de justificação.

      A praxe da ESEIG não é, que fique bem claro, a única a fazer julgamentos de caloiros no final do ano, em que os mesmos podem reprovar (dependendo de vários critérios, uns mais "palpáveis" como as presenças ao longo do ano em sessões de praxe, que podem ser assinadas numa caderneta, e outros mais relativos, como "atitude", etc, etc..).

      Como já se tinha muitas vezes discutido no Fórum, o ISEP também faz julgamentos em que, supostamente, os caloiros podem "reprovar". Tanto quanto sei - e já não sei tanto como sabia - quase ninguém, que vai a julgamento, reprova. Mas sei, de experiência própria, que no ISEP já expulsaram, pelo menos no passado, caloiros da praxe, dizendo-lhes que não podiam ir no cortejo com os colegas, não podiam usar pasta da praxe, etc, etc... Também sei que, por exemplo, na Católica Biotecnologia ocorreram problemas no passado com caloiros que decidem deixar de aparecer na praxe e que depois decidiram trajar, usar insígnias e comparecer em eventos da Queima (como garraiadas por exemplo) sendo imediatamente ameaçados de que não poderiam fazê-lo porque tinham "saído" da praxe... Em Letras (caro Eduardo, por favor não chores... :D) há cerca de 3 ou 4 anos, vedaram estudantes que iam cartolar da cerimónia de imposição de insígnias (com as famílias dos respectivos presentes) porque os mesmos não tinham aparecido, depois de caloiros, vezes suficientes na praxe. Além disso, tentaram separá-los, no cortejo, dos "outros" cartolados. Também sobre isso aqui se escreveu...

      Tudo isto tem a justificação, por parte das pessoas que tomam parte de "inventonas" sectárias, ou na ignorância do que é Praxe e do que é Tradição, ou numa escola de pensamento que postula que a praxe, e os praxistas devem ser uma elite. Em que o mais "forte" sobrevive, e o mais "fraco" deve ser afastado. Montam-se provas e obstáculos para se ir fazendo uma "selecção natural"... Depois, não satisfeitos, dentro da "elite", criam-se outras "elites", e é nessa lógica que surgem as nossas bem-amadas "comichões" de praxe... :)

      Bem sei, caro Eduardo, que tudo isto te parece absurdo, quiçá de um outro universo que, felizmente, não viveste... mas é a triste verdade. Nesta lógica que te descrevo, a ESEIG não é, claramente, a única... Será, tanto quanto me tenho apercebido, das que na Academia mais tem implementado, oficializado e fomentado este tipo de prática. Acredito que a principal razão se prende, talvez, com um maior isolamento geográfico da escola que potencia esforços de diferenciação. Ao longo de 8 anos tenho-me apercebido que, em muitas escolas e institutos do IPP existe esse esforço de diferenciação do restante (principalmente da UP) que, penso encontram eco mais remoto nas injustiças históricas de que foram alvo (não os queriam deixar participar do restauro das Tradições Académicas porque, como bem sabes, havia um sentimento de que as mesmas deveriam ser só para a UP), talvez resida aí a origem de alguma singularidade... Mas, voltando ao assunto, precisamente porque tem sido de lá (da ESEIG) que, nos últimos 2 ou 3 anos (não é só de agora) que tenho recebido mais e-mails e queixas (posteriormente cruzados com praxistas e caloiros da casa) que se tornou o foco deste artigo.

      Pela quantidade de desconforto mudo a nível interno que me foi chegando, é que achei que deveria alertar e fazer a chamada de atenção para a correcções que imperam fazer, de forma pública. Infelizmente, como bem sabes, muitas vezes é apenas através de alguma mediatização que começa a surgir alguma vontade de corrigir alguns erros.

      Um abraço

      Eliminar
    3. Meu Caro Luís:

      pois tenho pena de que assim seja...

      Mas há algo que não percebo: que razões tem o IPP de queixa relativamente à retoma das tradições académicas?...

      É verdade que o Soromenho tentou que o ISEP e o ISCAP fossem uma espécie de "parentes pobres". Queria, nomeadamente, que a cartola do ISEP fosse mais baixa que as das faculdades. Tentou, mas a fantasia só lhe durou uns segundos. O Chico Lanhoso (o primeiro Dux do ISEP e um Académico com todas as letras grandes) pô-lo na ordem com uma pinta descomunal.

      Ele nem deve sonhar com "reprovações" na praxe. Se lhe dissesse isso era capaz de se rir à gargalhada.

      Mas quem lhe sucedeu não tinha um décimo da pinta... pensou que ser dux era beber muitos copos... não viu foi o resto. É sempre assim: imita-se o exterior.

      Aliás: tanto quanto me lembro, a Academia tem para com o ISEP e o ISCAP uma dívida de gratidão muito grande, razão pela qual sempre tiveram um tratamento diferenciado. Sinceramente, não vejo razão para tal.

      Mas tanta água correu por baixo da ponte que às tantas alguém fez m... da grossa e conseguiu insultar duas instituições que merecem todo o respeito histórico da academia.

      Abraço!

      Eliminar
    4. Não acredito que tenha razões atendíveis actualmente, mas confesso que sempre me interroguei sobre as razões dessa linha de diferenciação... Se é por essa razão distante, não sei. Da mesma maneira que não sei se entretanto a história ainda será assim contada. Sei que, por exemplo, no ISEP, a posição na hierarquia das faculdades da Academia é algo que não recolhe unanimidade, uma vez que é sabido que o ISEP é mais antigo do que algumas faculdades da UP... Ou seja, ainda me parece haver alguns "focos" de atrito, por assim dizer. Mas já estou a desconversar... ;)

      Eliminar
    5. ISEP e ISCAP deveriam vir imediatamente a seguir às Faculdades da Universidade do Porto. Não sei por que razão aparecem agora atrás da Católica e da Portucalense.

      Historicamente, não deveria ser assim. Tanto um como o outro participaram na mini-queima. Da Católica e da Portucalense nem se ouvia falar.

      Se a lógica é licenciaturas antes de "bacharelatos" (como era na altura), então deviam vir atrás da Lusíada, pois é Universidade, não Instituto.

      Poderá ser este o motivo de agravo? Se é, têm inteira razão. Porque o IPP é mais antigo do que Católica e Portucalense. Os critérios não estão bem aplicados.

      Deveria ser: U.P. / IPP / restantes universidades / restantes institutos.

      Isto é o que faz sentido.

      Mas os "iluminados" é que sabem... Será que andou aí dedo da FAP?... Pode ser, já que o primeiro presidente da mesma era... da Católica.

      Abraço!

      Eliminar
  29. Quero dizer que fui um dos caloiros expulsos este ano lectivo, sobre as razões nem vou comentar pois o assunto não é esse, mas claro toda a ilegalidade nisso.
    E pelo que li em todas as publicações do administrador é fácil e nota-se claro e conciso de chegarmos a uma conclusão. Conseguimos todos concluir, depois disto tudo, que na Praxe Tradicional do Porto ninguém pode ser expulso da praxe académica.
    “Da praxe académica faz parte todo o estudante universitário, salvo aqueles que se declaram anti-praxe.”

    Fácil! É este o verdadeiro assunto que se refere aqui. Ou, é necessário frisar novamente que não vale apena estar a falar de assunto A ou C, ou de atitudes de 1 ou 2 se não é isso em questão.

    Não estou contra a minha escola, nas na minha opinião e penso que na de muitos também tudo isto surge para se evitar que novas falhas como esta continuem a surgir.
    E como Albert Einstein dizia “Quem nunca errou nunca experimentou nada novo.”
    De que esperamos para assumir o que está errado e continuar em frente evitando que novas falhas continuem surgindo.

    Cumprimentos,

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A ESEIG organiza uma série de eventos ao longo do ano lectivo para acolher os caloiros. Faz muito bem. Essa é prática normal em toda a Academia. Tenho a certeza de que as actividades são espectaculares, engraçadas e motivadores, além de úteis.

      A isto dá a ESEIG o nome de "Praxe". É o mesmo que eu dizer que o meu quintal é o universo... Não: o meu quintal está no Universo e faz parte do Universo, mas não é o Universo. Se eu andar por aí a dizer que o universo tem 30 metros quadrados... irão certamente dizer-me que eu não estou a ver bem a questão, que estou parvo, que sou um ignorante. E têm toda a razão.

      Ora quem confunde a Praxe com a recepção ao caloiro está a cometer uma imprecisão grave. É ter uma visão tão reduzida como a que eu teria se dissesse que o meu quintal é o Universo.

      Eu posso impedir alguém de entrar no meu quintal. E até posso dizer que estou a expulsar essa pessoa do Universo. Mas não. Estou só a ser ridículo.

      Assim, quando os alunos da ESEIG estão a falar de "ser expulso da praxe" estão a querer dizer que um determinado aluno deixa de poder participar nas actividades organizadas para os caloiros.

      Algumas pessoas da ESEIG andam a impedir outras pessoas de brincarem no quintal delas, mas quando o fazem dizem que estão a expulsá-las do Universo.

      Não estão. Estão a usar a palavra Universo de uma forma indevida. Claro que isto causa confusão aos outros.

      Por isso, Daniel Faria e os outros: vocês continuam a estar no Universo, não se preocupem. Parece é que se vocês aparecerem lá pelo quintal da ESEIG ninguém quer brincar convosco. Isso é outra história. Mas continuam a fazer parte do Universo - lá disso não tenham dúvidas.

      Trajem quando quiserem, nas alturas que quiserem. Imponham insígnias, participem nas actividades académicas do Universo. Tentem entender-se com os "donos do quintal". Se conseguirem, melhor. Se não... paciência: "para quem não quer, há muito".

      E quando fizerem a segunda matrícula na ESEIG - ou, para ser exacto, quando passarem a tribuna da Reitoria no cortejo da queima, deixam automaticamente de ser caloiros e passam a pastranos.

      Isto é uma lei Universal. É como a lei da gravidade... que até no quintal do tio Lopes se aplica. Para grande chatice dele, que fica triste quando as maçãs caem ao chão e ficam estragadas...

      Cumprimentos,

      Eduardo

      Eliminar
    2. É verdade: e deixem lá de se matricular como caloiros...

      Eliminar
  30. Ao administrador deixo a seguinte nota: foi ligeiramente infeliz ao nomear uma casa para esta nota... não porque não o devesse ter feito, mas porque era expectável esta onda de defensores da casa. A nota sobre o ridículo reprovar da praxe, poderia ser facilmente feita sem nomear qualquer casa.
    Ainda mais, a ESEIG dificilmente dá um mau exemplo, pois casas bem mais antigas (e consequentemente com mais responsabilidade de tradições) fazem o mesmo e até pior. Quanto muito, pode-se falar do mau exemplo que a ESEIG segue e não do mau exemplo que dá.

    Quanto aos outros, é importante referir o seguinte: não se VAI à praxe. ESTÁ-SE em praxe. Um aluno que vai às aulas trajado, ostentando as devidas insígnias está em praxe, mesmo que nunca ponha os pés nas diversas actividades de gozo que se faz aos caloiros. Praxe não são caçoadas, comissões de praxe conselhos de veteranos e avés aos mesmos. Não é bom praxista não é aquele que faz as caçoadas mais divertidas e arranja mais afilhados... mas por outro lado é-o aquele que vai todos os dias para as aulas trajado, sem se achar superior por o fazer.

    Gente que tão fortemente (e em parte admiravelmente) defende as cores da ESEIG: tenham calma. Não foi de certeza objectivo do administrador atacar a vossa casa (pelo que tenho visto nos últimos anos, não é coisa dele fazer isso).
    O objectivo foi o de lembrar que é um enormíssimo disparate reprovar seja quem for da praxe. Como disse, à praxe não se vai, esta-se. Bem ou mal esta-se em praxe, e só se deixa de estar por vontade própria. Mas fiquem descansados, que já tenho bastantes anos disto, e disparates destes (e bem piores) tenho visto em diversas casas da academia.

    Cumprimentos:

    Tiago (Evonet) Carvalho

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro Evonet,

      Primeiro, bem vindo ao debate. ;)

      Como já tive oportunidade de dizer, e repito, de facto a ESEIG não é a única. Há outras. É um exemplo. Acontece que é o exemplo que me veio parar às mãos repetidamente. Azar? Talvez. Mas uma pessoa deve apenas falar do que sabe (e do que é dado a saber de várias partes).

      Tens toda a razão. Podia perfeitamente ter-me ficado pela conversa genérica que, como bem sabes, costuma ser o mais recorrente pelo blog. No entanto, como espero que também saibas, a conversa genérica em nada dá. Assobia tudo para o lado e faz de conta que são só os outros a "atropelar" a praxe, fica tudo na mesma. Infelizmente, como já tive ocasião de dizer ao Eduardo, tenho por experiência de alguns anos de blog que a mediatização e identificação de exemplos concretos acaba por ser a maneira mais eficaz de chamar atenção para um problema, e sensibilizar para a correcção do mesmo (ou pelo menos, para a não repetição). Assim foi, há muito tempo atrás, com a ESAD, depois com a FEUP e com Letras e, no Fórum, com o ISEP (no que toca a julgamentos e faltas de "saber estar" em Serenatas). É esta a minha opinião.

      Eliminar
  31. O mais triste, após 114 comentários é verificar que os "defensores" da Praxe do ISEG demonstram muito pouco saber, afinal de Praxe e muito pouco saberem argumentar sem entrarem no insulto fácil, não rebatendo os argumentos, mas apenas pondo em causa a validade dos reparos feitos.
    Por mais que respeite a pessoa que é caloira na instituição (pois merece-nos esse respeito), não dou crédito algum quando em vez de factos começa a dar palpites sobre Praxe.
    Também não dou crédito a quem fala em "inscrições para ser caloiro", em quem diz/acha que se pode ser "caloiro 2 ou mais vezes"; em quem acha/diz que "é preciso ir às praxes para se poder participar no resto ou ter legitimidade para usar traje"; em quem "expulsa da Praxe" alunos (nomeadamente caloiros - os quais se não cumpriram o devem à má orientação e formação dos praxistas); em quem não percebe que a Praxe é uma circunstância que é mais abrangente do que o seu microcosmos.
    Releiam, alguns, as intervenções do meu grande amigo "Eduardo Coelho", antigo Dux (anos 80), baixem a crista os galifões (como cantava o Fernando Tordo) que se acham o máximo com meia dúzia e matrículas (mas não sabem rigorosamente nada de Praxe) e ponderem, antes de assentarem opiniões no "ouvi dizer" e no "acho que".

    Recoinhecer os reparos não menoriza, antes revela verticalidade moral. Desculpar-se com o facto de outras casas errarem (e erram), é querer relativizar e sacudir infantilmente a água do capote.

    O s autor deste blogue é uma pessoa esclarecida e informada e não teceu nenhum ataque ao ISEG. Pena que alguns tenha as mesmas reacções que as crianças, que mal são conttrariadas criam logo birra e acham que são perseguidas.

    Como antigo Duix, que também fui, espero sinceramente que os alunos mostrem outra tarimba e procurem aprender e saber de praxe, de facto, pesquisando e não se deixando levar na conversa de veteranos, praxistas e organismso de Praxeque, demasiadas vezes, são um antro de incompetência e ignorância absoluta.

    Dixo aqui o meu contributo para o esclarecimento e formação, com um link que vos direcciona para diversos artigos seleccionados sobre Praxe (verdade Vs mitos), para perceberem que em muitas "casas" a suposta Praxe lá existente é uma catadupa de heresias, erros e atentados à tradição:

    http://www.exames.org/index.php?option=com_jfusion&Itemid=56&jfile=viewtopic.php&f=104&t=49859

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Apenas uma pequena correcção á sua opinião.

      Não se trata da casa "ISEG" mas sim da ESEIG.

      Eliminar
  32. Cara colega Ana L.,

    Uma pergunta, mera curiosidade, também é praxista? Qual o seu nome de praxe?

    Em relação ao meu, não se pense que pratico o que o meu nome indica, foram apenas algumas razoes de aparência que o levaram a existir . :)

    Quanto à expulsão de caloiros, bom... é um grande tema digamos. É que o próprio tema pode ser interpretado como expulsão, reprovação, etc..

    Na minha opinião, devo dizer que se entramos num grupo temos que aceitar as regras pelo qual ele se guia (como já o referi). Bom, a expulsão deverá existir porque como em todo o lado, em todas as organizações está previsto nos seus estatudos todo o processo de demissão expulsão e medidas a aplicar, isto claro, porque no caso o caloiro pode realmente ir contra todas as leis já criadas e príncipio e, nesse sentido, considero "correcto" dado que não faz sentido se não está no mesmo seguimento do grupo a que se inscreveu. (O que também considero interessante o facto de nos inscrevermos na praxe na ESEIG, algo diferente e que considero positivo).

    Expulsar caloiros pelas razões já evocadas aqui neste blog? Sim isso não considero correcto obviamente. Considero, como já disse, que devem existir em casos extremos de desrespeito por aquilo que representam. ;)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro João,

      Tem de explicar como é que se pode processar, em praxe, isso do reprovar e isso da inscrição.

      A inscrição é na faculdade, na secretaria. Logo aí, passou a ser caloiro da primeira vez que o fez. Se passa na tribuna, no cortejo, passa logo a ser pastrano. No ano seguinte, na segunda matrícula, é semi-puto! E por aí fora... Não há volta a dar!

      Ou melhor, até há. Atira-se tudo o que é tradição académica e praxe académica para o lixo, inventa-se outra coisa e chama-se-lhe também de tradição académica e praxe. Faz sentido? Pois claro que não. Para isso, meu caro, que se admita que querem rasgar com o Código e com a tradição e haja coragem para se chamar às caçoadas outra coisa que não Praxe Académica. Sei lá, como os americanos com as Fraternidades. É que cada vez mais as "praxes" se assemelham a isso do que com a boa tradição portuguesa. Se calhar é mais um dos efeitos da globalização!

      Cumprimentos

      Eliminar
  33. Caro Administrador (gosto)

    Se frequenta algum tipo de grupo, com uma cultura própria, regras das quais quando entrou aceitou sabe ao que me refiro. Não defendo nenhum método extremista. Defendo uma democracia mas com regras mínimas que, sim, devem ser cumpridas. A única questão é expulsão ou não? Então eu digo: Em caso extremo, sim. Não porque o caloiro falta por motivos evidentes, não por esse tipo de razões que se lhe possam assemelhar, mas sim se o caloiro desrespeitar por exemplo a dignidade da praxe, refiro-me a regras básicas como respeito. Falo de erros que não são cometidos uma vez mas várias. Falo de falta de frontalidade e acusações sem primeiro ter uma conversa com a sua comissão. E mais digo, comissão sim, não comichão. Porque se é bom entendedor entende o que estou a tentar dizer e não tente tirar o errado, tiro o que interessa. Se quer comentar e termos alguma discussão inteligente e com bons argumentos temos de começar por um lado: Não é "comichão" se é que me entende. São maneiras de ver e organizar as coisas. Criticas construtivas é disso que se trata.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Como já foi explicado, os "grupos" (como exemplifica), estão incluídos num Universo que tem as suas regras e, portanto, não podem reger-se por outras regras que contradigam as do Universo. Compreende? Não podem querer-se incluir apenas em algumas coisas desse Universo e descartar outras, compreende? É disso que se trata.

      Fala do respeito e de regras básicas de convivência entre colegas, em praxe, que devem ser mantidas e, caso sejam quebradas recorrentemente, deve haver consequências. Eu compreendo o que está a querer dizer. Mas repare: tudo isso pode ser tratado dentro das regras da praxe académica. Elas não precisam de ser quebradas para se tratarem de casos em que desrespeitos ocorram (e repare que os desrespeitos podem ocorrer de caloiros para doutores, como de doutores para caloiros ou entre doutores). Por mais grave que seja o erro em praxe (quando ultrapassa determinados limites passa para a esfera do direito civil), a própria praxe tem regras específicas sobre o que se pode e o que não se pode fazer. E uma coisa que não se pode fazer, precisamente, é expulsar alguém.
      Pode-se sancionar com rapanço ou colherada, pode-se fazer determinada mobilização, determinado julgamento, etc, etc...

      Agora por favor não nos venha falar de situações extremas para justificar algo que está errado. É que não me parece que erros comuns de caloiros ou doutores, porque olhou para A em vez de B, ou porque respondeu numa fórmula errada, ou porque demorou a "alinhar", ou porque não tratou na 3ª pessoa, ou porque devolveu o gozo ao que o gozava são razões para abrir excepções e expulsar pessoas. Se isso é grave, o que se considera ser o insulto e humilhação gratuita (que como sabe é recorrente em muitas praxes?)? E o que é feito com esses casos? Expulsam-se os doutores e no ano seguinte têm de se inscrever outra vez como caloiros? Ou como semi-putos outra vez? Pois... acho que isto já nunca aconteceu. Mas está a ver o ridículo disto tudo?

      Quer falar das Comissões, construtivamente? Então falemos. Acha que tem sentido um semi-puto ou um puto "mandar mais" do que um veterano, só porque um está numa CP e outro não? Onde é que surge a figura das Comissões de Praxe no Código da Praxe e nas tradições académicas? Não existem, meu caro! São invenções recentes! Lugares para o poleiro, apenas e somente.
      Há MCV e Dux Veteranorum, Conselhos de Veteranos e Dux Facultis, há tribunais, há trupes e depois há Veteranos, Doutores de Merda, Merda de Doutores, Putos, Semi-Putos, Caloiros e por aí fora. Mais nada! Comissões, meu caro, não são nada. É um grupo de pessoas que, supostamente, são as únicas "autorizadas" a exercer praxe! Ou pelo menos só com os caloiros... Só de dizer esta frase já dá para rir! :D

      Eliminar
  34. Concordo plenamente que nao devem ser expulsos pelo motivos que referiu. Claro que sim.

    Em relação a esse ponto que focou concordo no sentido em que também considero que a praxe deve ser exercida por todos e não apenas pela comissão de praxe. Isso também o disse desde o primeiro dia. Tira alguma da "pureza" que deveria ter para quem passa a doutor resumindo-se a uma passagem muito breve por esse "posto". Concordo mesmo com isso. Todos deviam poder praxar porque no meu ver só assim tudo tem sentido e os doutores podem ter, todos, um papel importante na praxe de cada instituição. A existência da comissão é aqui na ESEIG, é diferente do resto? Sim poderá ser, considero por isso algo que pode ser trabalhado e que acaba por ter um sentido. Algumas terão que ser mudadas também concordo. Está a ser feito um esforço nesse sentido me parece.
    Considero ser positivo existir na nossa escola uma comissão de praxe que se "responsabiliza" por todos os caloiros que está constantemente com eles, que organiza todos os eventos e trata de lhes ensinar todos os príncipios mas também considero que ao mesmo tempo todos os doutores deverão poder intervir e praxar no bom sentido da palavra como é feito noutras instituições. Nisso estamos de acordo.

    Óbvio que é um paradigma, um doutor da CP "mandar" mais que um veterano, mas tal também não acontece dessa forma digamos. A CP de facto é quem orienta os eventos e tudo mais mas existe o próprio Conselho de Veteranos que se pode opôr assim como acredito que qualquer outro veterano. Esse respeito existe.

    Cumprimentos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. 1. Imprecisões Vocabulares.

      Em bom rigor, as denominadas comissões de praxe deveriam intitular-se "Comissão de Organização da Recepção ao Caloiro".

      A forma como falamos condiciona a interpretação que fazemos do mundo. Ao chamarem-se "de praxe", é natural que os caloiros fiquem a pensar que praxe é aquele conjunto de actividades e só aquilo. Se tivessem uma designação exacta, muita coisa poderia começar a mudar em termos de mentalidade.

      Não se estranhe que os próprios elementos dessas comissões pensem que aquilo que são encarregados de organizar é A praxe.

      Não é. É apenas um conjunto de actividades. Se se deixasse a recepção ao caloiro ao arbítrio de toda a gente, nada se fazia.

      Receber os caloiros dá uma trabalheira danada. É preciso encomendar T-Shirts (por exemplo), mandar imprimir autocolantes, requisitar salas para determinados actos, coordenar a participação da instituição nos eventos de carácter geral (latada, cortejo, etc.). Enfim, há toda uma panóplia de actividades que, se ninguém se encarregasse de fazer, não se faziam, pura e simplesmente.

      É para isso que foram inicialmente criadas as comissões, a mando e sob orientação dos conselhos de veteranos.

      E é por isso que se deveriam intitular "Comissão de Organização de Recepção ao Caloiro".

      Em bom rigor, igualmente, já existe em cada instituição uma Comissão de Praxe: chama-se Conselho de Veteranos. Essa, sim, é a verdadeira Comissão de Praxe, pois superintende (ou devia fazê-lo) a todos os aspectos da Praxe - da qual a recepção ao caloiro é apenas uma parte.

      Esta falta de rigor (que alguns acham uma picuinhice) é a responsável por todas as confusões lamentáveis que se verificam.

      EXPULSAR uma pessoa DA RECEPÇÃO AO CALOIRO, é uma coisa. Dizer-lhe que não é bem-vindo(a), voltar-lhe as costas, mandar essa pessoa sair de uma sala onde se está realizando uma actividade nesse âmbito, concordo. A 100%. Cada um sabe as razões por que o faz.

      EXPULSAR DA PRAXE é que não pode ser. E é em volta deste equívoco entre "recepção ao caloiro" e "praxe" que toda esta "discussão" surge e se alimenta.

      Disseste:

      "Óbvio que é um parad[oxo], um doutor da CP "mandar" mais que um veterano." - Caro que é. Mas se lhe chamassem "Comissão de Recepção ao Caloiro", tudo se resolvia: já nenhum doutor da Comissão de Recepção ao Caloiro se atrevia a mandar mais do que um elemento do Conselho de Veteranos - a única e verdadeira comissão de Praxe que devia existir.

      Enquanto alimentarem a confusão, vão alimentar o monstro.

      2. Críticas construtivas:

      Uma crítica é sempre construtiva.

      Mais uma confusão que se faz: entre "criticar" e "dizer mal de".

      Criticar significa APONTAR os erros, EXPLICAR por que o são E DAR as soluções.

      Quem aponta só erros, não critica: tenta deitar abaixo.

      Ora ao longo desta "discussão", apontou-se os erros, explicou-se por que são erros e deu-se soluções.

      Ou não foi verdade? Então esteve-se a criticar, não a deitar abaixo.

      O problema é que há pessoas que se acham infalíveis. Tudo o que fazem está sempre bem feito (acham elas). E mesmo que se lhes mostre em que estão errados e como devem fazer, entendem sempre que estão a tentar matá-las, denegri-las, caluniá-las.

      Isto é um problema e um problema grave. Na política como na praxe.

      Estão mais interessadas em punir a pessoa que deu conta do erro do que em corrigi-lo... E enquanto assim for, o Administrador deste site vai continuar a ser visto como um "inimigo público". Não estão dispostos a emendar o erro - já mais que demonstrado e explicado. Estão interessados é em que o mesmo não se saiba.

      Desde que não se saiba, que lhes importa o erro?

      Meu caro Jeová:

      tens dado provas de um amadurecimento notável ao longo do debate. Oxalá assim te mantenhas na vida pessoal e praxística: reflectindo, aprendendo e, sobretudo, ensinando aos que depois de ti vierem.

      Cumprimentos,

      Eduardo

      Eliminar
  35. Meu caro Eduardo,

    De outra forma não estaria a comentar este blog. Não é mais uns minutos que venho desperdiçar. Se comento é porque considero vir a aprender alguma coisa, seja de que índole for. Concordo em tudo o que falas-te. Comento este blog porque acho que há algo que deve ser feito e discutido. Óbvio que sabemos que normalmente este tipo de dicussões online não são bem vistas e maioritariamente das vezes não levam a nada. Como disse: "Maioritariamente". É por isso que nascem uns e outros, todos fazem a diferença, mas uns mais que outros. Levarei estes meus príncipios mas claro sabemos que mesmo não concordando enquanto praxistas ao nossos caloiros vamos ter de transmitir o que "de cima" nos chega o que não impede a tentativa simultânea de alertar para os factos essa mentalidade "de cima".

    Como referi sou ainda o caloiro, daqui por uns dias, espero, assumirei digamos que outra posição, o que para mim não diz nada. Caloiro ou não, a pessoa que está dentro dessa "capa" depende dela. E também está em cada um a capacidade de perceber o verdadeiro sentido no meio do ano, no fim, não interessa.

    Pretendo levar os meus príncipios em frente como sempre o fiz. Como já referi e o meu Exc. Dux concordou, o importante é: "Personalidade". Com a minha modéstia digo ter conseguido perceber a essência. Será sempre isto que transmitirei e que já o faço mesmo com os meus colegas caloiros.

    Desde já agradeço todo o contributo de todos porque todos aprendemos algo. Temos apenas de nos manter atentos a essa aprendizagem.

    Cumprimentos,

    João (Jeová)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Tal como diz o Eduardo, que mantenhas sempre esse espírito, João. Como se costuma dizer, "o saber não ocupa lugar"!

      Se, na vida, nos devemos questionar e não "comer" cegamente o que nos atiram para os olhos, em praxe não deve ser diferente. Encontrarás muita gente a dizer-te o contrário, que em praxe é "comer e calar", mas se te mantiveres atento e curioso - como aqui tens demonstrado - repararás certamente que quem mais diz isso é quem menos sabe. Normalmente a obediência cega só se consegue com a ignorância, e por isso é que muita gente teme - com razão - a sede de conhecimento e saber. Nunca percas essa sede, é o conselho que deixo.

      Cumprimentos!

      Eliminar
  36. Caro Administrador,

    Estamos de acordo em todos os pontos. Fico contente por isso e por aprender mais alguma coisa hoje.

    Cumprimentos,

    João

    ResponderEliminar
  37. Claro está que os abutres, entretanto, como perceberam que estão a falar com pessoas esclarecidas, e para além de não terem competência e saber para argumentar, já há muito deixaram de aqui se encherem de ridículo. Quero crer que ganharam vergonha e aprenderam que para terem algumas certezas, convém terem não apenas anos disto, mas estudo feito da coisa.
    Se assim for, todos ganharam com este debate. Se deixaram de paticipar/responder porque viraram costas apenas.....então mal vai a coisa e mal de quem forpor eles doutrinado.

    O último post do Eduardo resume bem o que deve se ro ponto de partida para as pessoas exercerem com lucidez e qualidade a sua cidadania académica.

    Possam os muitos leitores deste espaço rasgar horizontes e, ao mesmo tempo,rasgar os "códigos" que por aí andam a descaracterizar e destruir a verdadeira Praxe e Tradição.

    Pena que as instituições de Praxe não promovam sessões de esclarecimento e debates com pessoas que saibam do assunto (e não entre pseudo-iluminados) que fossem praxeobrigatória para os caloiros e doutores.É numa boa formação e informação que se faz a devida integração.

    Cumprimentos.

    ResponderEliminar
  38. Exactamente como foi dito acima eu confirmo e acrescento...

    - NA ESEIG o caloiro tem vários padrinhos.

    - NA ESEIG fazem praxes obrigatórias, ou seja quem não participar estará automaticamente excluído da praxe.

    - Na ESEIG, quem praxa é a comissão de praxe e os veteranos.

    - NA ESEIG expulsa-se doutores da praxe;

    - NA ESEIG expulsa-se Caloiros da praxe;
    (sendo expulsões e humilhados gravemente)

    - NA ESEIG ha pessoas inscritas 1, 2 e ate 3 vezes como caloiros na praxe, com o objectivo de transitar na praxe para poder adquirir o uso do traje sem descriminaçao dos outros.

    - NA ESEIG, Os alunos do 3.º ano não podem praxar.

    - NA ESEIG quando a CP ou CV não gostam de determinada pessoa é dificil falar com eles com educação;(insultam os coitados caloiros)

    - NA ESEIG e segundo uma praxe que vi consegui assistir os meus colegas doutores da CP a perguntaram aos caloiros quem já tinha comprado o traje.
    E perguntaram-lhes porque compraram uma vez que não sabiam que transitado á praxe. (Ainda dizem que o traje é de todo o universitario)

    -Na ESEIG, não se escolhe padrinho. Vai-se a um leilão e alguém compra um ou VARIOS caloiros. (Com dinheiro mesmo.)

    -Na ESEIG não há fitados na queima da fita.

    -Na ESEIG só se pode usar pasta no 2.º ano.

    -Na ESEIG quem vai no carro é a comissão de praxe.

    -Na ESEIG existe passaporte para os caloiros;(caderneta para marcar as suas presenças)

    -Na ESEIG, quase ninguém traja bem. Anda com as insígnias de fora todo o ano, deixam a capa a milhas de distância do sítio onde estão e é raro vê-los sentados de casaco.
    Deve fazer-se muito calor em Vila do Conde.

    -Na ESEIG a praxe é exercício fisico. Flexões e pouco mais.
    - Flexões e pouco mais.
    - Flexões e pouco mais.
    - Flexões e pouco mais.

    Estou para ver o que a praxe da tao querida ESEIG ira fazer em relação a este assunto.

    A corangem de defender a sua praxe neste artigo não teve. Porque será???

    Devem estar a ler todos o seu codio de praxe...

    UMA CASA COMPLETAMENTE IDIOTA NO QUE DIZ RESPEITO Á TRADIÇÃO DA ACADEMIA DO PORTO!

    Mas quê???? A praxe da ESEIG é mais uma cadeira para passar???

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Subscrevo o que foi dito acima.

      E mais, não é por serem falados na Praxe que uma Casa vai 'abaixo'. A universidade não é só praxe! Para muitos pode ser mas para outros não.

      Eliminar
  39. Se as coisas são assim...

    O pessoal da ESEIG que se pronuncie. A ser verdade, dizer que é "grave" e "idiota" é pouco.

    ResponderEliminar
  40. A ignorância é a mãe de todos os males. Em Praxe, é o mal em si!
    Enquanto não for prioridade o conhecimento credível e factual do que é a praxe; enquanto os estudantes continuarem a demonstrar tamanha ignorância e a darem tiros nos pés; enquanto os próprios praxistas forem os 1ºs a demonstrarem que, afinal, não sabem, ou sabem quase nada, sobre a sua cultura e tradição (quando deveriam ser os especialistas do assunto)..............de nada valerá.
    Os principais culpados são os organismos de Praxe, ocupados e liderados por incompetentes, que nem ensinam o que devem, nem sabem sequer para ensinar. Os principais culpados são os próprios estudantes, os praxistas, que andam no ensino superior, que investigam e estudam tudo, excepto Praxe, convivendo com a medíocre satisfação de "praticarem a tradição" pouco ou nada sabendo dela (e sem um pingo de vergonha na cara, diga-se).Depois, quando não sabem, desculpam-se com "a sua tradição" ou com o "seu sentir".

    Ora as pessoas não são desprovidas. Têm é de pensar por si próprias, ter espírito crítico e curiosidade em perceber a cultura em que se vão inserir. É também uma questão de formação/educação, diga-se.

    Não concebo, nem percebo, que as pessoas se metam numa coisa sem saberem quase nada sobre a mesma - e que o pouco que sabem é pelo "ouvi dizer", sendo doutrinados muitas vezes num radicalismo assente na invenção, por veteranos que também eles pouco têm para transmitir.

    Há muita garra e muito "espírito", mas é apenas músculo sem cérebro.

    Formar e informar é a grande missão de receber e preparar caloiros e, consequentemente, futuros doutores na praxe.
    O resto, as brincadeiras..........não passam de fumo.

    ResponderEliminar
  41. Suspeito que já tenha soado algum "toque de recolher" na ESEIG, uma vez que todos os comentários por parte de alguns "defensores da causa" foram apagados em série.

    Deve ser para não deixar rasto. Isso ou então aquela bela máxima que muitos, em praxe, "ensinam": "não se escreve sobre praxe".

    ResponderEliminar
  42. O pessoal da ESEIG que se pronuncie????

    Parece que não tem recebido as noticias, caro Eduardo...

    Não é que agora o Dux da ESEIG e alguns doutores da sua CP transmitiram aos caloiros para ignorarem este site e para pararem de deixaram cá as suas opiniões!!!

    Mas pq será???

    Cada "defensor" da ESEIG só vem cá e por muito que goste da sua Casa e tenta a defender só acaba de se enterrar...

    A maior parte dele que cá vieram comentar só acabaram de dar mais credibilidade ao texto do autor...

    Pq acha, que esse tipo de comentários foram removidos???

    Pq acha, que esse tipo de gente nunca mais cá comentou???

    olha agora...

    Nem os caloiros poder agora expressar cá as suas opiniões....

    Onde está Portugal????

    Após o 25 de Abril ainda se continua a censurar a livre vontade de pensamento e opinião...

    Sinceramente!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois não sabia das últimas notícias. Já suspeitava de que tivesse havido uma ordem de «blackout». Já estranhava a demora.

      Para já, o "Jeová" está a resistir - o que só o honra:

      «Mesmo na noite mais triste
      Em tempos de servidão,
      Há sempre alguém que resiste,
      Há sempre alguém que diz "Não!"»

      Eu não estava a relacionar a ESEIG com Vila do Conde, a princípio. O que eles não sabem é que eu os vejo todos os dias e todo o dia :) Literalmente :)

      Era previsível. Confirma-se. Triste.

      Cumprimentos, meu caro.

      Eduardo

      (se te sentires mais confortável, podes tratar-me por tu. Se não quiseres, por mim está bem)

      Eliminar
  43. Mas agora um outro assunto mais tarde ou mais cedo acabará por surgir caro, Administrador...

    (No caso dos caloiros que foram expulsos ou reprovados pela praxe da ESEIG)

    Você acha mesmo que mesmo eles serão convidados a participar no seu jantar de trajados bem como na sua imposição de insígnias ?

    ( Na minha opinião... Claro que não.... )

    Estes caloiros tem todo o direito de lhes serem impostas as insígnias, segundo o que sei de praxe...

    Quanto mais o traje é académico...


    Mas uma vez que estes eventos são organizados pela a organizaçao que os expulsaram...

    Como apoderam eles então agir da forma correcta para que lhes sejam impostas as insígnias????


    Consegue-me responder a este caro e grave problema???

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Caro Diogo A.:

      há duas formas de impor insígnias: a correcta e a correcta.

      Além destas, há umas cerimónias organizadas pelas tais "comissões de praxe" numa sala toda pinoca lá do quintalório. Regra geral, estas servem, para além de impor insígnias, de montra e fogueira de vaidades.

      Há quem se rebaixe a tudo para poder receber as suas insígnias sendo chamado pelo nome, com direito a foto e CD para mais tarde recordar. Geralmente, as tais comissões celebram contratos com fotógrafos e recebem uma comissão por cada foto/CD vendido... "Comissões", estás a ver?...

      Para imporem correctamente insígnias, basta que uma pessoa de grau hierárquico superior lhas imponha: um nabiçado impõe a semente, um grelado impõe uma nabiça, um fitado impõe o grelo - etc.

      No caso da cartola, terá de ser um licenciado.

      Se não te quiserem chamar ao palco para receberes a tua insígnia, isso não tem qualquer importância. Desde que a mesma te seja imposta por alguém que tem uma insígnia superior à tua, está tudo bem e fizeste a coisa de forma acertada.

      De forma correcta, portanto. Com mais ou menos cerimónia, com mais ou menos exposição pública, impuseram-te as insígnias de forma correcta.

      O resto... é vaidade, nada mais.

      Vaidade e lucro, claro. Ou pensas que aquilo tudo é voluntariado?

      Por que razão é que a "panela" é sempre para os mesmos?

      Por que razão eles querem obrigar todos a irem comer-lhes à mão?

      Por que razão dizem que só através deles se pode fazer isto ou aquilo, ir aqui ou ali?

      Monopólio. Se todos tiverem de adquirir as t-shirts que vendem, as insígnias que vendem, os kits do caloiro que vendem, etc., imaginas o dinheiro que isto dá?

      Há um apetite muito grande por estes "sinais exteriores de licenciatura". Quem controlar o acesso a isto controla negócios que rendem uns cobres.

      Se a isto somares barraquinhas no queimódromo... ui.

      Cumprimentos,

      Eduardo

      Eliminar
  44. Caro administrador, mas não tem como impedir o apagar dos comentários na sua área de administração do blogue (permissões ou afins)?

    ResponderEliminar
  45. WBíssimo:

    ainda bem que se podem apagar os comentários... Se não desse para isso, ontem terias aí dois comentários meus dignos de um caloiro... ainda bem que os pude apagar! ehehehehe

    Abraço,

    Eduardo

    ResponderEliminar
  46. Olá, boa noite excelências...
    Não vou prolongar muito esta conversa porque tal como vocês têm dito, houve ordem de blackout por parte da nossa comissão de praxe, no entanto, não consigo ficar calado ao ver a minha casa ser atacada desta maneira!
    Vou começar por revelar uns factos que nunca aqui foram ditos e que considero que fazem bastante diferença neste meu depoimento...segundo os relatos que aqui ouvi houve pessoas sendo expulsas de outras casas devido a sua orientação sexual, pois tal aqui nunca aconteceu, aqui as pessoas são incentivadas a seguir os seus sonhos. Eu tive uns problemas ligados a minha orientação sexual e foram eles os meus únicos apoios na altura da minha revelação. "Força ESEIG, vamos ser fortes, eseig sempre..."

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Diogo,

      o que é que tem que ver o facto de não te discriminarem, em praxe, com base na tua orientação sexual (um direito consagrado na Constituição da República Portuguesa e, portanto, a ser respeitado quer em praxes, quer fora delas...) com o facto de expulsarem caloiros da praxe?

      Se viesses para aqui dizer que os doutores na ESEIG não roubam as carteiras dos caloiros era a mesma coisa... Não roubam? Não discriminam? Ainda bem... Mas não fazem mais nada senão cumprir a Lei do país!... Ou esperar-se-ia o contrário?

      Se há doutores, noutras casas, que o fazem? Então isso é grave, Diogo. É caso para os tribunais! Não para a praxe académica.

      Eliminar
    2. Ola e boa noite a todos, so vim aqui a este blog de novo porque me foi comunicado que ha um engraçadinho qualquer que veio para ca com o mesmo nome que eu para, de certo modo me difamar, quero desde ja deixar aqui esclarecido que o comentario acima escrito nao é realmente de minha autoria e queria desde ja dizer ao engraçadinho(a) que teve esta excelente ideia que para a proxima que se queira declarar algo ou criticar algo que se identifique e nao ande a piratear contas de outrem...

      Eliminar
    3. reparei tambem que este tal diogo reis criou este perfil em maio de 2012 como se clicarem no nome podem verificar, enquanto eu, o diogo que tem vindo a acompanhar esta noticia desde o seu principio criei o meu em abril de 2012... agradeço que esta pessoa exclua este comentario...

      Eliminar
  47. Boas caros estudantes e praxistas,

    Apenas tenho umas coisas a dizer:

    Caro Eduardo,

    Grande observações feitas e de grande valor de apreciação. Estou a aprender em relação a tudo o que engloba a praxe do Porto. Queria desde já dizer que como caloiro vou defender a minha praxe no entanto não vou contra os meus príncipios pessoais e aquilo que acho ser o mais correcto. Como tal, e já me pronunciei, à pormenores que considero estarem um quanto errados.
    Há ainda um pormenor que devo referir. O nosso código de praxe tem diferenças em relação ao da praxe do Porto, é verdade. Mas também não podemos argumentar nada porque tal não nos pertence. Nesse aspecto somos únicos. Agora se realmente queremos pertencer à "comunidade" é óbvio que tenho que concordar que essas mudanças têm de ser feitas.

    Espero que esta discussão continue mas, como sempre digo de forma construtiva e na qual possamos aprender algo apercebendo-nos de certos erros e virtudes que as nossas casas, como príncipios, possuem.


    Saudações Académicas,

    João (Jeová)

    ResponderEliminar
  48. Só uma questão, a ESEIG pertence mesmo à Academia do Porto?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sendo assim é possível que tenha o seu código de Praxe e ter regras diferentes das da Praxe do Porto?

      Eliminar
    2. Um clube filiado na Federação Portuguesa de Futebol pode jogar com três bolas em campo e sem fora-de-jogo?

      Poder, pode.

      E também pode ficar ofendido se as pessoas lhes disserem que aquilo não é futebol.

      E também pode proibir os seus sócios e atletas de lerem a Bola, o Record ou o Jogo, e de verem os Jogos da 1.ª Liga.

      Porque, afinal, os outros clubes têm é inveja de eles serem muito unidos.

      E aquele é o futebol deles - e mai' nada!

      O que se passa lá dentro é lá com eles, porque o futebol é uma ditadura, e manda quem pode, e até têm jogadores que para jogarem com a camisola do clube têm primeiro de passar nos treinos. Enquanto não passarem, jogam com a camisola do Porto, do Benfica ou do Sporting.

      Até têm jogadores que é a terceira vez consecutiva que entraram pela primeira vez.

      Inveja, pá. O que os outros têm é inveja. Queriam ter leis só para eles? Inventassem-nas. São mesmo burros! E logo o fora-de-jogo, que não dá jeito nenhum! Eles é que foram finos...

      Mas lá que jogar com três bolas ao mesmo tempo e sem fora-de-jogo é futebol, lá isso é. E do mais puro.

      Declaração:

      Para os devidos efeitos, declaro que os eventos ridículos que acabo de descrever são pura ficção. Qualquer semelhança com alguma instituição do ensino superior da academia do Porto é pura coincidência.

      Cumprimentos,

      Eduardo

      Eliminar
  49. Bem visto, caro Eduardo.
    Uma analogia bem urdida que se apçlica a muitas casas da academia portuense (e não só) que^enchem a boca com as "suas" tradições.

    Mas sabes, é mesmo preciso pachorra para um gajo aind ater paciência para aqui gastar teclado.
    Um ilustre amigo meu diz, e muito bem que "ensaboar cabeça a burros é gastar tempo e sabão".

    Há tipos que nem no ensino superior deviam andar, quanto mais. Dá para perceber a medocridade intelectual de boa gente, como aqui ficou patente ao longo de dezenas de posts e intervenções de putos ressabiados que não sabem nem querem saber e pensam que são os maiores, e seguem cegamente praxistas e organismso de praxe incompetentes, autistas e ditatoriais.

    Po risso é que há muito me deixei de simpatias para com aqueles que começam logo a zurrar.

    Um abraço para ti (ver se te ligo), para o nosso amigo administrador (- Caro amigo, a ti não te ligo que não tenho o teu nº, hehehehe) e aos que, aqui, corajosamente deram o seu testemunho honesto, sem parcialismos bacocos e que sabem distinguir, com maturidade e bom-senso as coisas.

    Abreijos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Meu caro WB:

      lê por favor a declaração que faço no fim da intervenção anterior.

      Coisas daquelas ou semelhantes na Academia do Porto? Onde? Quem? Quando? Como? Porquê?

      Mas tu achas em boa consciência que haja alguma instituição que pertença à Nobre e Invicta Academia e que não siga o Código de Praxe da mesma? Isso passa pela cabeça de alguém?

      Aquilo era só uma história para entreter meninos, meu jovem. Pura ficção, nada mais.

      Sinceramente, não vejo ali nada que se possa aplicar, ainda que metaforicamente, a nenhuma instituição.

      Vocês é que "sendes" uns mal-intencionados. "Pegaindes" por tudo e por nada.

      Não senhor: pura ficção.

      Aquele abraço,

      Eduardo

      Eliminar
  50. Foi tudo ua miragem, hehehehehehe. Afina, tudo isto ocorrue a 1 de Abril, não foi?
    Forte abraço, caro amigo.

    ResponderEliminar
  51. Bom dia a todos os madrugadores e porque é bom dia o dia todo, um bom dia para uem mais tarde chegar. gostaria so de dirigir uma pergunta ao eduardo que frequentemente comentou este artigo (e alerto que não pretendo de forma alguma assumir uma postura provocatoria).

    Se opteres por responder caro eduardo, agradeço. caso contrario mal nenhum virá ao mundo.

    Sendo o código de praxe a que se refere um código de praxe na forma de projecto será totalmente correcto aplica-lo como um manual operacional?

    Será este código (tão proximo do que foi redigido na academia coimbrã) realmente indicado para uma academia com as caracteristicas da do porto?

    Um forte abraço a todos os que vivem a tradiçao academica e promovendo um pouco de incoerencia deixem-me despedir-me com estas palavras: talve o grande problema da tradicao academica seja falar-se demais e viver-se de menos.

    RC

    ResponderEliminar
  52. Caro Renato:

    respondo com todo o prazer.

    A minha vida e vivência académicas falam por mim. Evito aos leitores expor aqui o meu "currículo" académico, que é feito de actos, não de "Avé Dux Veteranorum, praxituri te salutant".

    Se um arquitecto me apresenta um projecto de uma casa amarela, não pretende certamente que essa casa seja verde, mas que ela seja amarela - penso que estaremos de acordo. Se ele projecta uma casa com três andares, não quer que ela tenha cinco, e por aí fora.

    Partiremos do princípio que o nosso arquitecto projectou uma casa para si próprio, casa essa a ser erguida num terreno que comprou e que, portanto, o conhece bem. Sendo assim, o projecto que apresenta terá ao menos alguma ligação com a realidade.

    Naturalmente, penso que perguntar ao arquitecto (que saberá da arte) se é aquilo que pretende ou outra coisa qualquer é uma pergunta um tanto descabida - se não mesmo ofensiva.

    No entanto, o projecto tem de ser aprovado pela Câmara. Poderá haver pequenos ajustes a fazer.

    Entendo eu que Soromenho e Balau - os nossos arquitectos - conheciam o terreno e percebiam da arte. Não estou a ver que quando diziam, por exemplo, que "caloiro é um aluno que se matricula no primeiro ano pela primeira vez", afinal queriam dizer que "caloiro é um aluno que não passou na praxe" - ou outro disparate análogo.

    O projecto é, ao menos, a fixação em escrito de uma intenção de que as coisas sejam ou venham a ser, no essencial, tal como constam nesse projecto.

    O projecto é perfeito? Não. Mas é o único que existe... Esse mesmo projecto foi redigido por Soromenho e Balau e aprovado pelo próprio CMV - não por mim.

    Que significado se pode atribuir a isto? Que eles afinal querem que as coisas sejam ao contrário do que lá vem? Não me parece. Nem vejo como pode ser de outra forma.

    Mais: o mesmo projecto de Código de 1983 foi revisto em 2011 e DE NOVO APROVADO pelo mesmo conselho. Que conclusão se pode tirar daqui? Que não é isso o que querem, mas uma coisa completamente diferente?

    Esta revisão do projecto é perfeita e corrigiu as imperfeições do original? Não.

    Peço-te então que compares a intenção de pessoas como o Balau, o Soromenho, o Américo, o Gramacho, etc. (todos grandes académicos do meu tempo) e que a compares com o que actualmente se passa.

    Penso que não duvidarás de que viveram (vivemos) a praxe... Viveram-na e falaram sobre ela. E não falaram pouco. Falaram tanto que até produziram um projecto de Código, vê tu bem.

    Quando foi o Balau (que nunca trajou, a não ser no dia em que lhe impuseram a cartola - e com traje emprestado) a falar e escrever, era um académico do caraças. E era. E foi. E é. Certamente tanto como eu.

    Qualquer outra pessoa que actualmente fale sobre a praxe é um teórico da treta, que fala mas que não vive - e outras ferroadas do costume.

    Penso que é preferível tomar o Projecto de Código como referência - com todos os defeitos que tem - a isto a que hoje se assiste. Pois não tem como referência absolutamente nada. Nem tradição oral, nem código escrito, mas os caprichos de pessoas que inventam tudo o que lhes vem à cabeça para se perpetuarem nos lugares. Esses, sim, impedem os actuais académicos de viverem a praxe.

    Cumprimentos,

    Eduardo

    ResponderEliminar
  53. Só mais uma achega:

    para se viver a praxe, é preciso que se esteja a viver A PRAXE, não aquilo que te dizem que é a praxe... Caso contrário, estás a viver qualquer coisa que não é a praxe.

    No meu tempo (1984 - 1999) havia umas coisas chamadas "tertúlias" onde falava de praxe quem a vivia e quem a queria viver.

    Não percebo de onde vem o desprezo por quem fala de praxe - ou ao vivo ou em fóruns electrónicos.

    If you know what I mean...

    Cumprimentos,

    Eduardo

    ResponderEliminar
  54. Caro Eduardo, deixo-te então o meu ponto de vista relativamente ao que é o ponto de situação actual da praxe.
    Podes não concordar, não preciso que o faças, mas ainda assim gostava de o poder partilhar.
    No futebol, temos 2 equipas que se enfrentam, onze jogadores de cada lado, treinador dirigentes e adeptos. Temos regras, temos árbitros e temos críticos.
    Quem o joga, joga porque ama o desporto ou porque nutre simpatia...outros fazem-no porque mais nada terão para fazer. Mas inevitavelmente, no fim, o objectivo é só 1. Marcar golo. E de preferência mais golos que o adversário.
    E é isso que dá todo o sentido ao jogo.
    E A PRAXE...? qual o objectivo...? perpetuar a tradição usos e costumes dos estudantes do Porto?
    Ok...! parece-me nobre, sempre me pareceu e sempre dei o meu contributo para que esses usos e costumes perdurassem no tempo.
    É estabelecido um "modus operandi" é definida uma estrutura e calendário.
    Mas ao fim de algum tempo parece faltar algum "sumo".
    Dizer que A PRAXE é única e que deve permanecer imutável por toda a academia é um lema e sentimento moralmente elevado. O que Balau e Seromenho escreveram é sem duvida algo poderoso e estruturado onde talvez nem tudo faça sentido mas que integra algo muito maior.
    A revisão que foi feita parece-me ser um trabalho de menor dimensão mas, acredito eu, elaborado por pessoas com principios praxistas igualmente sólidos apesar de ao contrario de Seromenho e Balau não se terem identificado como os revisores do Código. (oportunamente pergunto, quem são os referidos “veteranos da Academia” que constam na capa do documento? Eu sou veterano da Academia e não foi pedido o meu contributo...)
    No entanto parece-me haver um desenquadramento e desadequamento deste código à realidade actual da academia. Alguns exemplos...:
    - Continua a faltar a adequação aos cursos de 3 anos e as suas implicações para a definição hierárquica e para a imposição das insignias.
    - O facto de termos instituições na academia desde o Porto, Felgueiras, Vila do Conde, Matosinhos, Gaia, Maia.... (As trupes de quintanistas ou de sextanistas terão de anunciar a sua Saída com uma mortalha colocada na porta principal da Torre dos Clérigos e só aí se podem constituír, sob pena de serem consideradas trupes ordinárias.) Ora isto não garante a imutabilidade da praxe em toda a Academia.
    Portanto, reside aqui e noutros pontos a minha duvida (sublinho, MINHA) quanto à adequabilidade deste Código à Praxe que se vive desde há já alguns anos...Não que sejam pontos muito significativos, mas sustentam o facto de que (e com certeza concordarás) que cada casa terá a sua especificidade tendo-a incluido (repito, incluido) na transmissão de USOS e COSTUMES tradicionalmente usados pelos Estudantes do Porto. A Praxe que se vive na Feup não é igual à praxe que se vive na Esep ou em Enfermagem ou noutro sitio qualquer apesar de em todos estes locais termos semi-putos, colheres, grelos e julgamentos....
    A falta de “purpose” na identidade matricial deste código obrigou doutores e veteranos a moldarem ao abrigo do que é instituido metas outras para além da imposição da cartola e bengala. Os casos omissos no projecto de código, sustentam se for necessário “expulsões” que sucedam para beneficio e defesa do nome da PRAXE e da Capa e Batina.
    E triste será o que se tem passado por estes dias ultimos, onde A PRAXE se confunde com alcoolismo, intolerâcia e violência (estivessem as expulsões previstas no projecto do código e eu defenderia-o a 100%).

    Mais uma achega também Falar de Praxe é bom e saudável vivê-la de menos estrangula-a e mata.

    Os melhores cumprimentos.

    Renato

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá Renato,

      Antes de mais, sê bem-vindo ao site e à discussão.

      Permite-me apenas deixar uns esclarecimentos que considero importantes em relação a algumas questões que levantaste.

      O Código de Praxe "actualizado" que se encontra no site é, tal como convenientemente indicado, uma actualização de numeração dos artigos e alteração de "Universidade do Porto" para "Academia do Porto" e organização geral. Em nenhuma parte se alterou o conteúdo do anterior. Penso ser uma nota que importa salientar.

      Nesse aspecto, de facto, não constam as mais que pertinentes alterações às licenciaturas de 3 anos, no que diz respeito a hierarquia e insígnias pessoais. Não obstante, também aqui no site existem umas propostas concretas e construtivas para esses aspectos. Não constam da "actualização" do Código porque se entendeu, na altura, que a questão tem de depender do MCV e não da opinião de um grupo de veteranos. A salgalhada reinante que opera na Academia já é suficiente para que surja um Código que pareça estar a "oficializar" algo que, de facto, não está uniformizado.

      Quanto à identificação dos veteranos.
      Um deles sou eu. Os outros 2 quiseram o anonimato por várias razões que não interessarão, penso eu, aqui discutir. É das tais coisas em que me parece inútil pôr nomes quando não se procura fama nem atenção...

      O que interessa é se o que se fez tem sentido ou não. Aí, poderemos discutir. Não vejo em que é que uma ligeira actualização de numeração e mudança de UP para Academia mereceria um assumir claro dos génios que se propuseram fazê-lo.. São, como se costuma dizer, amendoins! :) Fosse um projecto de Código "fresco", de novo e a estrear, aí sim, penso que mereceria uns quantos nomes plasmados lá. Até pela simples razão de que, caso entendesse o MCV discuti-lo convenientemente com os proponentes, deveria ter forma de conseguir chegar aos mesmos. Aqui nada é secreto! ;)

      Quanto à exclusão de muitos veteranos, tens toda a razão. Não foste como tido nem achado (assim como muitos outros), apesar de seres veterano. Já por isso lá consta que são "alguns", e não todos. Também não me parece que o Balau e o Soromenho fossem todos os veteranos da Academia, muitos provavelmente terão dito, e com razão obviamente, que não foram nem tidos nem achados na redacção daquele Código. Por isso é que depois existe um Conselho de Veteranos (Magno, neste caso) para o aprovar. Algo que fez, pelo menos na generalidade, com o projecto de Balau e Soromenho. Além do mais, não me parece que para uma tarefa de, repito, "refresh" de numeração, alteração de UP para Academia e cosmética de organização geral, fossem precisos muitos veteranos. Já 3 chegaram e sobraram!

      Melhores cumprimentos,

      Luís

      Eliminar
    2. Viva, Renato:

      concordamos, me parece, no que é essencial.
      Repito: tudo o que está plasmado no "Projecto" é bom, positivo e está bem feito?

      Não.

      Nomeadamente pela falta de coragem em se assumir de uma vez por todas a questão de Bolonha.

      Mas enquanto perdurar a objecção por coisas como mortalhas à porta das faculdades ou o anúncio de saída da cidade do Porto por parte de trupes de quintanistas - aspectos menores, a meu ver, em praxe - passam pela malha coisas absolutamente absurdas como caloiros pela 2.ª e 3.ª vez, passar na praxe, só poder trajar se "passar na praxe" e quejandas palermices - que não são ditas nem defendidas por ti, claro, mas que andam por aí à boca cheia e à fartazana.

      Por este andar, começa a fazer-se "exames" para ver se o indivíduo "passa" e pode receber o grelo ou as fitas.

      Estes aspectos são graves e minam todos os fundamentos da praxe.

      Quanto aos outros de que falas - a título de exemplo e que merecem revisão, sem dúvida - para alguma coisa existem as revisões. A falta de um código, essa, permite a bandalheira generalizada. Ou seja, o que actualmente se vê por aí.

      Este "projecto" precisa de revisão profunda? Precisa. Por isso mesmo eu falei de esta ser "no essencial" a intenção de quem o redigiu e aprovou. E quem o redigiu também advertia: a praxe não se fica por um texto em papel, nem o decorar todos os pontos e vírgulas e cagadelas de mosca fazem de alguém um "craque" em Praxe. Há vida para além do papel. Tem de haver vida para além do papel. Claro que sim.

      Com certeza compreendo e aceito que haja especificidades. O que é essencial em praxe é a possibilidade de o caloiro ser gozado, por exemplo, não a forma como esse gozo é feito. Igualmente importantes são as restrições a esse mesmo gozo e as “defesas” que o caloiro tem.

      Em Letras faz-se de uma forma, no ICBAS de outra e na ESEIG de outra ainda. Aqui com mais cerimónia, ali com mais dureza; estes de forma mais inteligência, os outros com mais flexões, etc. Com certeza que sim. O texto dos "Bilhetes de Identidade" do Caloiro nesta casa são uns, na outra serão outros. E está tudo muito bem.

      Mas que nesta faculdade se proíba de trajar, na outra haja semi-putos que já estão no mestrado, etc., etc., isso é completamente inaceitável.
      O que permite que isto aconteça? A falta de um código. Por isso cito a única coisa que - a bem ou mal - existe: o "projecto".

      (continua)

      Eliminar
    3. (continuação)

      De outra forma, estamos no domínio do arbitrário e da vontade de cada um no momento.

      Tu achas que tens bom senso (e terás, não duvido). Mas Hitler e Estaline também achavam que tinham. E há por aí muito Hitler-de-bolso e Estaline-de-opereta... Não estou de forma nenhuma a comparar-te a estes dois monstros. Mas a falta de regras - ou os expedientes "inteligentes" para contornar regras - geram situações anedóticas.

      Sem regras, vai continuar - e agravar-se - a bandalheira. Vê tu que enquanto a "praxe" continuar a transmitir-se de boca, coisas que se inventaram digamos há 6 anos, como são "transmitidas" pelos mais velhos, passam figurar como verdades inquestionáveis.

      Eu estive no arranque da praxe em Letras. Fui Dux. Nunca me passou pela cabeça fazer sessões de "praxe" em que os meus doutores e veteranos estivessem a ser tratados por mim como caloiros. Mas era o que mais faltava! Quem teria sido o "velho" que "herdou" esta "tradição" e a passou aos seus "sucessores"? Vê lá se alguém põe isto em causa... Doutores na Praxe a serem arrebanhados como caloiros?

      Se o projecto já tivesse sido aprovado e em vigor, estas aberrações e outras semelhantes nunca estariam a passar-se.

      Sem uma base comum, sobre a qual assentem as naturais (e saudáveis) diferenças, vale tudo. Isso é que não pode ser.

      O pior artigo é o 1.º "Constitui Praxe Académica o conjunto de usos e costumes tradicionalmente existentes entre os estudantes da cidade do Porto e OS QUE FOREM DECRETADOS PELO CONSELHO MÁXIMO". Isto é absolutamente venenoso. Para mim, completamente inaceitável - a não ser que se dê a Conselho Máximo o entendimento que se dá em Coimbra: TODOS os veteranos da academia.

      A grande questão é a seguinte: a quem não interessa a existência de um código e porquê?
      A quem, sei. Porquê, também.

      Cumprimentos,

      Eduardo

      Eliminar
  55. Caro Luis, penso que quando semeamos a nossa assinatura não o fazemos unicamente por fama ou glória e reconhecimento. Isso é a parte boa e meritória. A responsabilidade também deve ser plantada e nunca menosprezada.

    Neste tópico, mais acima vimos qual a importância de o fazer quando alguém forjou um post de um individuo que comentou com frequência adulterando as suas palavras por mais espatafurdias que pudessem ser.

    Eu não fui um dos chamados a contribuir nem esperaria ter sido. Agora acho que a discussão deve ser reacendida porque há quem o queira fazer.

    Por cá vamos falando.

    Cumprimentos

    Renato

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Plenamente de acordo quanto à responsabilidade, Renato.
      No entanto, continuo a achar desnecessário, pelo menos para este caso concreto que é o de uma mera correcção de numeração e pouco mais. Tivesse o conteúdo sido claramente alterado, e aí sim, assinaturas seriam indispensáveis.

      Mais uma vez de acordo. A questão deve ser debatida. Não há tabus!

      Volta sempre,

      Cumprimentos

      Eliminar
  56. Mas quem, na academia do Porto, tem neste momento, condições de implementar um código base?
    Que ele é preciso, lá isso.......é um facto, mas que haja quem o possa, e saiba, fazer; e quem tenha vontade para tal................... duvido (infelizmente).

    E não será por falta de colaboração, que há alguns estudiosos da coisa, nomeadamente do Porto, que estou seguro que colaborariam com o seu conhecimento ee experiência (não falo de "veteranos", falo de gente que sabe de Praxe mesmo).

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acredito que quando chegássemos ao momento em que não fossem os veteranos a colaborar com o seu conhecimento, então não valeria a pena a iniciativa..

      Eliminar
  57. A todos os que aqui vieram prestar-se a um papel deprimente, de negação dos factos, deixo uma pequena delícia:

    http://cveseig.blogspot.pt/2010/04/confissoes.html

    Afinal até se pode falar de praxe na internet.
    Afinal até há provas claras (como se os vários relatos já não bastassem) de que há atropelos graves à Praxe.


    Cumprimentos

    ResponderEliminar
  58. Sendo eu caloira da ESEIG posso-vos dizer que, pelo menos este ano, está a ser uma praxe relativamente leve. O ambiente entre os caloiros é do melhor, assim como entre nós e a nossa Comissão de Praxe. Os nossos Doutores não podiam ser mais agradáveis para nós, em momentos nos quais não estamos a ser praxados. Fazem tudo o que está ao seu alcance para nos ajudarem da melhor forma. Pode realmente ter a ver com este post referente ao ano passado. Se assim é, estou-vos muito grata por isto! Apenas peço para atualizarem esta notícia dizendo que este ano a praxe desta Casa está muito diferente, porque realmente está.

    ResponderEliminar
  59. Olá Andreia,

    Ainda bem que o tratamento dos caloiros, este ano, tem sido positivo e salutar!
    No entanto, importa clarificar que já o ano passado, muito provavelmente, a maioria dos caloiros seria da mesma opinião! O que acontecia é que alguns - que tinham sido "expulsos" da praxe - não estavam nada contentes com o que estava a acontecer.

    O que gostaria de saber é se este ano continua a ser possível que caloiros sejam "expulsos" da praxe, se este ano existem doutores a dizer a caloiros que se não forem à "praxe" X vezes não podem trajar, usar insígnias e ir no cortejo...

    ResponderEliminar