5 de junho de 2012

Cavar trincheiras

Fazendo pública a sua tomada de posição, fez publicar o Grupo de Fados da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, na sua página do Facebook, o seguinte comunicado:

AO MAGNÍFICO REITOR DA UNIVERSIDADE DO PORTO
À PRESIDENTE DO CONSELHO DIRECTIVO DA FACULDADE DE LETRAS DA U.PORTO
AOS DIRIGENTES DAS ESTRUTURAS ACADÉMICAS DA UNIVERSIDADE E DA ACADEMIA DO PORTO
AOS ESTUDANTES
AOS PRAXISTAS
A TODA A UNIVERSIDADE DO PORTO E RESTANTE ACADEMIA DA CIDADE
O Grupo de Fados Literatus da Faculdade de Letras da Universidade do Porto foi fundado em 2004. Não tem portanto 100 anos de história. Tem no entanto um caminho percorrido do qual se orgulha, feito com enorme humildade e sacrifício pelos seus fundadores e membros que se lhes seguiram.

Durante estes anos, o Grupo de Fados Literatus fez aquilo que mais nenhum outro Grupo da Academia fez, ou se viu ‘obrigado’ a fazer, conseguindo assim, e com todo o mérito e legitimidade, um lugar junto dos outros Grupos que há muito os estudantes se habituaram a ver e ouvir na Academia do Porto.

Tal como em 2010, este ano o Grupo de Fados Literatus actuou na Monumental Serenata da Queima das Fitas do Porto.

Infelizmente a Monumental Serenata, bem como a Queima das Fitas deste ano, ficou ensombrada pelo que aconteceu entre o Magnum Consilium Veteranorum e o Orfeão Universitário do Porto, e que levou a direcção do Orfeão Universitário do Porto a publicar uma carta aberta onde manifestava a posição da Instituição, utilizando alguns argumentos no sentido de enfatizar a sua revolta perante o sucedido, entre os quais o facto do Grupo de Fados do Orfeão Universitário do Porto ter realizado os testes de som da Monumental Serenata.

Ao Grupo de Fados Literatus não cabe julgar o que aconteceu ou possa ter acontecido, ou o que foi ou possa ter sido dito nessa e noutras já famosas noites, mas é para nós imperativo que se esclareça que tal facto não é verdadeiro, querendo assim informar a Reitoria da Universidade do Porto na pessoa do seu Magnífico Reitor, a Direcção da Faculdade de Letras da Universidade do Porto na pessoa da sua Directora, bem como todos os estudantes do ensino superior da cidade do Porto que quem efectuou os testes de som da Monumental Serenata foi efectivamente o Grupo de Fados Literatus da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, entre as 18.30h e as 20.30h da tarde de sábado, dia 5 de Maio de 2012. Este facto poderá ser facilmente comprovado pelas largas centenas de estudantes das Faculdades de Medicina, Engenharia, Letras, Farmácia, Icbas e Universidade Lusíada que já se encontravam no local a essa altura.
O Grupo de Fados Literatus aproveita esta comunicação também para repudiar e condenar a apelidação de ‘A Verdadeira Monumental Serenata’ a uma Serenata que terá acontecido às portas da Torre dos Clérigos, levada a cabo pelo Grupo de Fados do Orfeão Universitário do Porto, que estará com certeza carregada de simbolismo e sentimento, sendo que o epíteto que lhe foi atribuído revela um desrespeito e desprezo inaceitáveis pelos quatro Grupos de Fados que tocaram na Monumental Serenata da Queima das Fitas do Porto, e por todos os outros grupos de fados que já nela tocaram.

Tudo isto é triste, mas de ‘Fado’ e tradição académica tem muito pouco.
Viva o Fado.
Pelo Grupo de Fados Literatus

Luís Miguel Pereira 
António Côrte-Real 
Ivo Monteiro 
Tiago Coelho 
Henrique Lopes

6 comentários:

  1. Uma estupidez pegada, baseada numa mentira, deixando perceber claramente ser este um grupo de arautos do Magnum.

    As resposta devidas (já que optaram por apagar os postos - segundo eles porque não queriam transformar a coisa num fórum): http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100003046883071

    ResponderEliminar
  2. É assim sempre WB...

    Se forem a favor do que pensamos bem são pessoas com um bom discernimento e bons valores, se forem contra são arautos de quem não gostamos, mentirosos e estúpidos...

    Se o comunicado d o Orfeão foi bom este também o é... Isto para manter a coerência...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Penso existir uma grande diferença entre os dois comunicados:

      Se poderia existir alguma dúvida entre versões, que é o mesmo que dizer, que um dos lados mente, ela ficou dissipada com o último "esclarecimento" do Grupo de Fados Literatus. Nele, corrigem uma imprecisão que é valiosa e fulcral.

      No comunicado inicial referem-se ao teste de som em que participaram, que serve, normalmente, para todos os restantes grupos de fados. Desta vez, foram eles a fazer o teste, em nome de todos os outros excepto do Orfeão. Conforme estava, aliás, tratado previamente com a organização. Acontece que no Comunicado apenas se referem, com toda a verdade, que o Orfeão não tomou parte daquele teste de som. A mentira e o engodo surgem quando tentam criar a confusão desse facto com a intenção de desmentir o que o Orfeão sempre disse.

      Mal foram desmascarados, com pedidos de correcção da veracidade dos factos, limitaram-se a apagar os comentários e, face a pressão intensa posterior, a vir com o esclarecimento a que me refiro. Nele dizem:

      "O Grupo de Fados Literatus gostaria de esclarecer, e desde já lamenta não o ter feito antes, que os 'testes de som' a que nos referimos no nosso texto são os únicos testes de som previstos e necessários para a realização da Monumental Serenata, previamente solicitados, agendados e autorizados pelas entidades organizadoras da mesma."

      Ou seja, acusados de terem mentido sobre os factos, em vez de se recatarem, tentam agora jogar com as palavras. "Os únicos testes de som previstos e necessários para a realização".
      Mais uma vez, fazem ocultação da verdade toda: é que ambos os testes estavam acordados com a organização, e ambos se realizaram! Um das 18:30 às 20:30 (tanto tempo, eina! :D), e outro (o do OUP) às 23:15.

      Pena é que, prontamente desmentidos e, vá lá, com a mínima vergonha de esclarecer esse ponto fulcral, não concluam com a única permissa possível: que todo o intuito do seu primeiro comunicado fica subvertido porque acusaram o OUP de mentir quando afirmou ter realizado testes de som.

      Eliminar
  3. O Grupo de Fados do OUP não realizou os tais testes de som a que o Grupo de Fados da FLUP se refere: entre as 18:30 e as 20:30.

    É um facto indesmentível.

    Falta é dizer a razão, que o Grupo de Fados da FLUP ignora ou que omite: é que a organização NÃO DEIXOU o GF do OUP, REMETENDO O MESMO PARA DEPOIS DO JANTAR.

    Perdoa-se ao GF da FLUP a pouca experiência que tem destas coisas: de facto, com apenas 8 orgulhosos anos de existência e sendo esta a primeira vez que, com todo o mérito, participa numa iniciativa conjunta e com as dimensões desta natureza, o que o GF da FLUP ignora é que o primeiro grupo a actuar é o último a fazer um sound-check, justamente para que os microfones estejam devidamente calibrados e prontos para o grupo que abre o espectáculo, por evidentes razões técnicas.

    O Grupo do OUP esteve no palco a fazer prova de som perto das 23:30 (depois do jantar, portanto) e fez o ensaio na ordem que lhe competia (em último) - e como faz desde que se tornou o primeiro grupo de fados integralmente composto de estudantes a fazer uma serenata monumental depois do luto académico de 1971.

    Se o GF da FLUP ignora estes factos, tem uma de duas coisas a fazer:

    - a montante, abster-se de comentar sobre o que desconhece, evitando duas coisas: a) expor publicamente a sua ignorância e b) espalhar inverdades;

    - a jusante - e depois de o mal estar feito -, depois de se informar ou ser informado, retractar-se, evitando duas coisas: a) confirmar a exposição pública da sua ignorância e b) espalhar inverdades.

    Se o GF da FLUP sabe o que aconteceu e porque aconteceu, está a mentir. Retracte-se.

    Se o GF da FLUP não sabe o que aconteceu, então o melhor era ter ficado calado. Retracte-se.

    Se o não quiser fazer, está no seu direito.

    Não venha é pregar moralidade, com um arzinho beato de lobo em pele de cordeiro.

    Conselho gratuito: "Nas costas dos outros vejo as minhas."

    Oxalá o GF da FLUP nunca venha a cair em desgraça junto daqueles que agora o promovem.

    Vejam bem o que aconteceu ao Grupo da Católica... Mas vejam mesmo muito bem. Pensem, reflictam, analisem... Ainda só têm 8 anos: o mundo não acaba aqui.

    Cumprimentos,

    Eduardo

    ResponderEliminar
  4. Só continuo sem perceber a utilidade da carta aberta...

    É para o Reitor e toda a comunidade académica ficar a saber que, entre as 18:30 e as 20:30 o GF do OUP não fez testes de som?...

    OK.

    Ou é para o Reitor e toda a comunidade académica ficar a saber que o GF Literatus fez os ensaios de som?...

    OK.

    O GF Literatus preza muito as tradições. Fico feliz.

    Só gostava de saber o que o GF Literatus faz dos 30 anos de tradição em que houve GF do OUP sem haver Magnum de espécie nenhuma.

    Desafio além disso o GF Literatus a citar a parte da carta aberta do OUP em que se fala de a verdadeira serenata ser aquela que alguns elementos do OUP realizaram na escadaria dos Clérigos.

    Deve ser costume de uma instituição com apenas 8 anos que as burrices individualmente proferidas por cada um dos seus componentes vinculem o GF Literatus.

    Não é assim no OUP: cada elemento do OUP tem a liberdade individual de dizer asneiras, mas a posição oficial do OUP é aquela que a Direcção torna pública.

    Mais uma vez: mostrem em que parte da carta aberta se diz que o GF Literatus e os restantes não participaram na verdadeira serenata.

    Já comprei uma cadeira bem confortável.

    ResponderEliminar
  5. Caro Eduardo,

    Poupa latim que eles nem por serem de letras lá vão. Já se percebeu que a sua teimosia e autismo os impede de verem factos, por isso preferindo ver miragens por eles criadas.

    São mentirosos - um traço de que muito se devem orgulhar e que talvez seja aquilo a que se referem ao afirmarem ser um grupo que fez o que mais nenhum outro fez.

    ResponderEliminar