9 de março de 2015

Vislumbres de Academismo

No Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto, decorreu na passada Sexta-Feira um momento de ímpar beleza e significado que importa registar e enaltecer.

Homenagem pública ao Prof. Dr. Aureliano da Fonseca por ocasião dos seus 100 anos, em dia de comemoração dos 103 anos do (tão seu) Orfeão Universitário do Porto.

Na mesma mesa, ladeando Aureliano da Fonseca, o Magnífico Reitor da Universidade do Porto, a excelentíssima Vice-Reitora da Universidade do Porto, o Presidente do Orfeão Universitário do Porto e o Presidente da Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto.
No público, unidos no mesmo gesto de carinho e reconhecimento a Aureliano, diversos lentes da Universidade, familiares e amigos. E, mais que apropriadamente, capas e batinas. 
Muitas.

Fosse com mãos ocupadas de instrumentos musicais, de insígnias da praxe ou simplesmente unidas em aplauso, todos puderam agraciar esta que foi e é uma personalidade incontornável da história da Academia.

Desde alunos a professores, de orfeonistas a antigos orfeonistas, de caloiros ao dux veteranorum, o corpo académico foi uno quer em espírito, quer em propósito.
Nessa unicidade todos testemunharam - nas palavras e relato de Aureliano - o seu exemplo e dos seus contemporâneos nos difíceis anos 30 do século passado onde, do nada, face a enormíssimas adversidades, algo de verdadeiramente académico fizeram.

Nas suas palavras, vislumbrou-se o quão dificilmente fácil pode ser o "ser-se" Académico.
Na sua presença, fez-se e cumpriu-se Academia.

Pudesse e possa assim sê-lo mais vezes.
Saibamos - hoje e sempre - honrar tão nobres legados.


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